Filhos de Gaia (gata desaparecida desde março de 2007)

Filhos de Gaia (gata desaparecida desde março de 2007)

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

ESOPO, ASSEMBLÉIA DOS RATOS

FÁBULA – ESOPO, ASSEMBLÉIA DOS RATOS

Numa enorme casa, afastada
da cidade, morava
um grande número de
ratos, que agora viviam
amedrontados

Havia na casa um novo e perigoso hóspede:
Um gato caçador, que resolveu não dar
Trégua aos pequeninos ratos.

Aonde quer que os ratos
Fossem – ao jardim, ao porão
Ou à cozinha. Lá estava o gato,
Sempre a espreita.

Assim, os ratos não podiam nem
Olhar para fora de suas tocas,
Pois o bichano estava atento a
Cada movimento.

Ficaram tanto tempo
Aprisionados que começaram
A passar fome. Precisavam
Fazer alguma coisa
Para conseguir comida.

À noite, tomando muito cuidado,
Três ratinhos arriscaram-se a
Chegar até um delicioso queijo
Sobre a mesa da cozinha.

Do armário para a pia, do
Fogão para a despensa, olhos
Brilhantes como fogo os
Observavam minuciosamente,
No mais escuro breu.

Mas os ratos estavam atentos.
E ao verem o faiscar dos olhos
Do felino, escaparam para seus
Abrigos com rapidez.


Desesperados ,os
Ratos não podia
Mais viver assim, sem
Água e sem comida.

Então, o líder do grupo convocou uma
Reunião geral, para resolverem logo,
Em conjunto,a terrível situação.

- Precisamos de uma boa ideia para
Afastar o gato desta casa, falou
O líder.

Mas ninguém tinha uma ideia que valesse
A pena. Até que um rato jovem e afoito
Resolveu expor suas ideias:

-  Não poderíamos colocar um guizo
No pescoço do gato. Assim, toda
Vez que ele se aproximasse, nós
Saberíamos pelo som do sininho.

E os aplausos forma gerais para o
Jovem rato, que ficou orgulhoso.
Quando todos já o consideravam o
Salvador, o líder perguntou:

- Muito bem! Quem é o voluntário para
Pôr o guizo no pescoço do gato?
O silêncio foi total na plateia. Ninguém
Teve coragem de se pronunciar.

Moral:
Simplesmente falar é mil vezes
Mais fácil do que fazer.



ESOPO, A RAPOSA E AS UVAS

FÁBULA – ESOPO, A RAPOSA E AS UVAS

Era uma vez uma reposa
que não conseguia
nenhuma caça para
aliviar a sua fome, havia
mais de dois dias.

Passando por um
parreiral, a raposa viu
alguns cachos de uva
pendurados nas grades
de uma videira.

As uvas estavam muito no alto da
parreira, e a raposa precisava inventar
um jeito de alcançá-las sem chamar a
atenção do caseiro.

Primeiro, a raposa
pulou várias vezes
o mais alto
pôde, até se cansar.

Frustrada, a raposa ficou
pensando muito, até lhe
ocorrer outra ideia.

A raposa subiu até o topo
de uma árvore, ali perto.
chegando lá em cima, jogou-se
para tentar alcançar as uvas
tão desejadas.

Mas o que conseguiu foi
um galo na cabeça, pois acabou
caindo sobre uma das pedras
ao lado da parreira.

Parecia que a raposa
ainda não havia aprendido
a lição. Tentava de todo
jeito alcançar as
uvas apetitosas.


A noite caiu e, sob a luz
da Lua, a raposa ficou
com mais fome ainda, pois o
tempo passava e ela
nada conseguia.

No dia seguinte, viu um
galho caído ao chão, e
teve a ideia de colher as
uvas batendo nelas para
derrubá-las.

Mas não alcançava as uvas.
Então, jogou o galho para
cima, o qual acabou caindo
sobre a sua cabeça.

Profundamente
desanimada , a raposa
teve de desistir das
uvas e procurar
comida em outro lugar.

Quando para trás, a raposa disse
a si mesma , para se consolar:
- Aquelas uvas estavam estragadas.
Não serviriam , mesmo, para um almoço!


Moral:
A vaidade não nos
permite reconhecer
as próprias limitações.
Então sofremos
Em demasiada e sem

necessidade.

domingo, 17 de agosto de 2014

FÁBULA - ESOPO - A LEBRE E A TARTARUGA


A lebre vivia dizendo para 
todo mundo que ninguém, 
entre todos os animais era
mais veloz do que ela.

Uma tartaruga que
passava calmamente, 
não pôde deixar
de escutar o que a
lebre espalhava aos
quatro ventos.

A tartaruga foi falar
com a lebre, em tom desafiador:
- Aposto que, numa corrida,
serei a vencedora!

A lebre, depois de passada a surpresa,
rui-se da tartaruga.
- Você deve estar 
maluca, Tartaruga!

A Tartaruga fez-se de
ofendida e respondeu:
-  Você não está com medo de
perder, está?

A Lebre riu-se ainda mais alto.
- Saiba que é mais fácil um Tubarão
voar do que uma Tartaruga ganhar uma 
corrida de mim!

Os  animais, que estavam muito
interessados na disputa, começaram a
fazer os preparativos para a corrida.

No dia seguinte, já havia uma faixa de
largada e a raposa, que dizia ser a 
mais inteligente dentre os animais,
aceitou ser o juiz.

Então, a raposa deu a largada com
uma bandeira e a lebre disparou
na frente, antes mesmo que a 
Tartaruga desse o primeiro passo.

Mas a Tartaruga prosseguiu na
sua pouquíssima velocidade, nao
se importante com a Lebre.

A Lebre, certa da vitória,
resolveu descansar um pouco, à 
sombra de uma linda árvore.

A Lebre ainda pensou antes de fechar
os olhos: "se a Tartaruga conseguir
chegar até aqui, eu dou dois passos e
fico à frente dela".

Mas a soneca que  a Lebre tirou 
durou tempo demais, e ela nem 
percebeu que a Tartaruga passou, 
vagarosa e silenciosamente.

Quando a Lebre acordou, nem percebeu
que a Tartaruga ia bem à sua frente.
Qual nao foi a sua surpresa, ao ver a 
Tartaruga cruzar a linha de chegada
antes dela. Desse dia em diante, a Lebre 
nunca mais se gabou de sua velocidade.

Moral:
Quem segue devagar e com
constância, sai sempre vencedor.

sábado, 16 de agosto de 2014

FÁBULA - ESOPO , A CIGARRA E A FORMIGA

Num bosque verdejante, durante o verão,
um grupo de cigarras ocupava-se o dia todo cantando.

No solo desse bosque, um formigueiro esforçava-se para
recolher o máximo de grãos  de trigo, em preparação para o
inverno rigoroso.

As formigdas levavam tudo para as suas casas, 
em troncos de árvores ou em túneis debaixo da terra,
para ficar bem aquecidas.

As cigarras viam o movimento das formigas e se perguntavam:
para que tanta pressa, se ainda falta muito tempo para o inverno?

Mas o outono ia chegando e, aos pouquinhos, 
as folhas das árvores começavam a cair, ocupadas em cantar,
as cigarras nem ligavam.

De repente, as folhas amareladas nao serviam 
mais para a refeição das cigarras.

E era difícil cantar, sentindo frio e fome. 
Mas as cigarras cantaram até o último instante,
até a última folha cair.

Agora, enquanto a neve caía, as formigas se recolhiam para as 
suas casinhas bem aquecidas e com muita
comida para o inverno.

Uma formiguinha limpava a frente de sua casa,
aprontando-se para entrar ,
quando viu uma cigarra aproximar-se

A cigarra tremia de frio,
estava faminta e muito magra.
A formiga, vendo-a daquele jeito, perguntou:

- Dona cigarra, que supresa!
Faz tempo que não a ouço cantar.
O que aconteceu?

A cigarra, orgulhosa, não queria mostrar 
que passava necessidade.
- É que eu peguei uma gripe muito forte.
Por isso , não posso cantar.

A formiguinha ficou penalizada.
-  Que pena! Espero que recupere a sua voz logo, 
Dona cigarra.

E a cigarra, vendo que a formiga era simpática, disse:
- Com esse frio, vai ser difícil, Dona formiga. mas se me deixar entrar,
eu ficarei boa e poderei cantar para animar o Formigueiro.

A formiga deixou-a entrar , em pouco tempo, a cigarra 
se recuperou e começou a cantar. Muito emocionada e contente com a
bondade da formiga.


Moral:
Devemos trabalhar no tempo certo,
Para que não nos falte o necessário
Para viver no Futuro.




FÁBULA - ESOPO E A LÍNGUA


A fábula é um gênero literário que veio do conto popular. São narrativas alegóricas em prosa ou em verso próximas do mito e da poesia. A principal diferença entre o conto e a fábula é que esta transmite uma lição de moral. A tradição esópica sempre deu ênfase à moralidade que é a verdadeira função da fábula.

ESOPO E A LÍNGUA

Esopo era um escravo de rara inteligência que servia à casa de um conhecido chefe militar da antiga Grécia. Certo dia, em que seu patrão conversava com outro companheiro sobre os males e as virtudes do mundo, Esopo foi chamado a dar sua opinião sobre o assunto, ao que respondeu seguramente:

- Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da Terra está à venda no mercado.

 - Como? Perguntou o amo surpreso. Tens certeza do que está falando? Como podes afirmar tal coisa?

- Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá e trarei a maior virtude da Terra.

 Com a devida autorização do amo, saiu Esopo e, dali a alguns minutos voltou carregando um pequeno embrulho.

 Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de língua, e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para explicar-se.
- Meu amo, não vos enganei, retrucou Esopo.

- A língua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir.

- Pela língua os ensinos dos filósofos são divulgados, os conceitos religiosos são espalhados, as obras dos poetas se tornam conhecidas de todos.

- Acaso podeis negar essas verdades, meu amo?

- Boa, meu caro, retrucou o amigo do amo. Já que és desembaraçado, que tal trazer-me agora o pior vício do mundo.

- É perfeitamente possível, senhor, e com nova autorização de meu amo, irei novamente ao mercado e de lá trarei o pior vício de toda terra. Concedida a permissão, Esopo saiu novamente e dali a minutos voltava com outro pacote semelhante ao primeiro. Ao abri-lo, os amigos encontraram novamente pedaços de língua. Desapontados, interrogaram o escravo e obtiveram dele surpreendente resposta:

- Por que vos admirais de minha escolha?

- Do mesmo modo que a língua, bem utilizada, se converte numa sublime virtude, quando relegada a planos inferiores se transforma no pior dos vícios.

- Através dela tecem-se as intrigas e as violências verbais. Através dela, as verdades mais santas, por ela mesma ensinadas, podem ser corrompidas e apresentadas como anedotas vulgares e sem sentido. - Através da língua, estabelecem-se as discussões infrutíferas, os desentendimentos prolongados e as confusões populares que levam ao desequilíbrio social. 

- Acaso podeis refutar o que digo? Indagou Esopo.
Impressionados com a inteligência invulgar do serviçal, ambos os senhores calaram-se, comovidos, e o velho chefe, no mesmo instante, reconhecendo o disparate que era ter um homem tão sábio como escravo, deu-lhe a liberdade.

Esopo aceitou a libertação e tornou-se, mais tarde, um contador de fábulas muito conhecido da antigüidade e cujas histórias até hoje se espalham por todo mundo.