Bom deixando de lado essa consideração o que importa é que todos nós queremos ser felizes. Mas o que significa felicidade para mim pode não ser a mesma coisa para as outras pessoas. E para você o que significa felicidade? O que te deixa feliz?
Pretendo trabalhar este texto na primeira aula de sociologia da NEJA tanto a I quanto a II.
Mesmo não dando mais aulas de filosofia esta pergunta é fundamental e perpassa todas as sociedades e faz parte de nosso processo civilizatório.
Lá vai o texto
Os seres humanos agem conscientemente, e
cada um de nós é senhor de sua própria vida. Mas como resolvemos o que fazer?
Você em algum momento já pensou em como você toma as decisões sobre o que fazer
em determinada situação ? Você age impulsivamente, fazendo “o que der na telha”
ou analisa cuidadosamente as possibilidades e as consequências, para depois
resolver o que fazer?
A filosofia pode nos ajudar a pensar sobre
nossa própria vida. Chama-se ética a
parte da filosofia que se dedica a pensar as ações humanas e os seus
fundamentos. Um dos primeiros filósofos a pensar a ética foi Aristóteles, que
viveu na Grécia no século IV a.C. Esse filósofo ensinava numa escola à qual
deu nome de Liceu, e muitas de suas
obras são resultado das anotações que os alunos faziam de suas aulas. As explicações
sobre ética foram anotadas pelo filho de Aristóteles chamado Nicômaco, e por
isso esse livro é conhecido por nós com o título de Ética a Nicômaco.
Em suas aulas, Aristóteles fez uma análise
do agir humano que marcou decisivamente o modo de pensar ocidental. O filósofo
ensinava que todo conhecimento e todo trabalho visa algum bem. O bem é a
finalidade de toda ação. A busca do bem é o que difere a ação humana da de
outros animais.
Ele perguntou: Qual é o mais alto de todos
os bens que se podem alcançar pela ação? E como resposta encontrou: a
felicidade. Essa resposta formulada pelo filósofo encontra eco até nossos dias.
Tanto o homem do cotidiano como todos os grandes pensadores estão de acordo que
a finalidade da vida é ser feliz. Identifica-se o bem viver e o bem agir com o
ser feliz.
No entanto, disse Aristóteles, a pergunta
sobre o que é felicidade não é respondida igualmente por todos. Cada um de nós
responde de uma forma singular. Essa singularidade na reposta é partilhada por
outros indivíduos com os quais convivemos. Portanto, no processo de nossa
educação familiar, religiosa e escolar aprendemos a identificar o ser feliz com
os valores que sustentam nossas ações.
Toda produção histórica dos seres humanos
consiste em criar condições para que o homem seja feliz. Todas as religiões, as
filosofias de todos os tempos, as conquistas tecnológicas, as teorias
científicas e toda a arte são criações humanas que procuraram apresentar
condições para a conquista da felicidade.
O processo civilizatório iniciou-se com a promessa de felicidade.
Fonte:
livro Ética e Cidade, Sílvio Gallo (coordenador); Unidade 5 – Ética e Civilização pág 54

