Filhos de Gaia (gata desaparecida desde março de 2007)

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sábado, 19 de setembro de 2020

ALGUNS PENSAMENTOS DO LIVRO MANDALAS

 

Pensamentos retirados do livro MANDALAS – Formas que representam a harmonia do cosmos e a energia divina, do autor Rudiger Dahlke

Editora Pensamento

 

“Se o olho não fosse como sol,

ele não poderia ver o sol.”  Goethe , pág 130

 

Novo Testamento (Mat: 6,22)

Jesus : “A luz do teu corpo é o olho.

Se o teu olho estiver são,

                         Todo o teu corpo será luminoso.”  - pág 131

 

“Sem o sol, não há luz, nem visão,

                       nem reconhecimento, nem conhecimento.” – pág 136

 

“O olho é o mediador entre a luz externa do sol

e a luz interna do conhecimento.”

 

“A mandala do olho nos mostra a relação

entre a mandala primordial do sol e a

mandala primordial interior,

simbolizada pelo terceiro olho ou pelo

coração radiante de Jesus, ou

ainda pelo chackra.” – pág 136

 

“Se tivermos presente que tudo no exterior

é apenas espelho do nosso interior, veremos

então na mandala o nosso verdadeiro

ser.” – pág 136

NATUREZA HUMANA X CONDIÇÃO HUMANA

 

Texto – Natureza Humana X Condição Humana [2º bimestre/18] – Filosofia

Fonte: Livro – Filosofia, experiência do pensamento [Unidade 2 – O que somos?, Capítulo 1 – O ser humano quer conhecer a si mesmo]; autor Sílvio Gallo – pg 69

 

     Na busca pelo sentido do humano, uma pergunta frequente é: o que há em nós que nos faz humanos, nos tornando singulares em relação a todos os seres da natureza? Em outras palavras: qual é a  natureza humana? Nessa pergunta está implícita a ideia de que existe uma essência humana  que nos distingue, por exemplo, dos animais, dos vegetais, dos minerais, etc.

 

     Tendo em vista a definição da natureza humana, Aristóteles ressaltou que os seres humanos são seres racionais, uma vez que aquilo que lhes caracteriza e lhes torna singulares é o fato de serem dotados de razão.

 

     Se somos dotados de uma natureza humana, isso significa que nascemos com ela. O que fazemos ao longo de nossa vida é transformar em atos as potencialidades que legamos dela desde o nascimento. Observando as pessoas, os filósofos procuram evidências que poderiam caracterizar a realização  dessas potencialidades. Para alguns, por exemplo, o ser humano se distingue dos demais seres porque pensa, utiliza a linguagem e a razão [homo sapiens] ; para outros, a natureza humana reside nas relações econômicas [homos economicus] ; e há ainda quem afirme que apenas o humano pode criar, fabricar [homo faber] ; ou trabalhar [homo laborans] ; ou ainda brincar, jogar [homo ludens] – ou nenhum desses aspectos em particular, mas o conjunto deles.

 

     Alguns filósofos, porém, não ficaram satisfeitos com nenhuma das caracterizações de uma suposta natureza humana. Eles afirmaram que o ser humano não é definido por uma característica universal, ou seja, que esteja presente em todos os seres humanos, em qualquer época ou lugar, mas por aquilo que cada um faz de si mesmo, nas realizações humanas no mundo. Esses filósofos tiraram o foco da essência humana e o colocaram na existência.

 

     Nessa perspectiva, não há nada universal que defina o humano, e só podemos compreendê-lo observando como os seres humanos vivem e como se relacionam com os demais indivíduos e com as coisas do mundo. Segundo esses filósofos, para saber o que faz dos homens e mulheres seres humanos e não outros seres quaisquer, é mais importante estudar a  “condição humana” do que uma suposta natureza humana.

 

     Essa condição refere-se aos fatores históricos e sociais em que o ser humano vive e sobretudo às ações que exerce sob essa condição, transformando-se sempre. Na ideia de condição humana, portanto, não há uma noção determinada de ser humano, mas uma abertura de sua compreensão, que está de acordo com a diversidade de nossas ações. Os filósofos que pensam em termos de condição humana colocam muito mais ênfase na investigação da existência, porque é aí que podemos conhece-lo mais profundamente.

 

Segundo Aristóteles, o devir é uma manifestação da razão em nós.

Toda semente, por exemplo, é um ato de potência para se atualizar em planta.

Assim o devir é a ação de um ser, que vai do ato, sua forma de ser [semente], à atualização da potência, isto é, ao que ele pode vir a ser no tempo [planta]

 

Resumo:

*Aristóteles ao referir-se à “natureza humana” dentro desta ideia já está a noção de “essência humana”, aquilo que nos diferencia dos demais seres, chamando atenção para o fato de sermos seres racionais e é justamente o uso da razão que nos diferencia e nos caracteriza. Ele adverte também que já nascemos com ela. E o que os seres humanos singulares em relação a todos os seres da natureza é a ideia de essência. Então quando falamos em “essência humana” estamos falando do ser. Assim posso perguntar-lhe: Qual é a sua essência?  Quem é você? Quem você quer ser?

 

*Filósofos que se preocupam mais com a “existência humana” costumam pensar em termos de “condição humana”, nesta linha de pensamento não há nada universal que defina o ser humano e só podemos entender o ser humano observando como vivem, como se relacionam uns com os outros e com as coisas do mundo, o foco aqui é ação humana. É mais o coletivo.

 

Tensão entre os pólos:

Ser X Ter

Essência X Aparência

 

Então pergunto: Que tipo de animal é o ser humano na visão da condição humana?  Será que somos guiados por nossos instintos tais como os animais selvagens? Animais selvagens que podem ser domesticados com técnicas de manipulação psicológica , ideologias e propagandas... Essa questão precisa de mais reflexão!

 

 

  Será que a “existência precede a essência: a condição humana em Sartre”?

https://www.youtube.com/results?search_query=existencia+humana+filosofia

 

ARISTÓTELES E A ÉTICA COMO AÇÃO PARA A FELICIDADE

 

 t Texto – Cap 2 Ética : por que e para quê?

Unidade 3 – Por que e como agimos?

Livro – Filosofia, experiência do pensamento      

 

A Filosofia na história

ARISTÓTELES E A ÉTICA COMO AÇÃO PARA A FELICIDADE – pág 138 a 140

 

     “... é possível notar que as preocupações éticas já faziam parte do pensamento de Sócrates, que orientava a filosofia para avida  humana e o debate em torno de como viver.

 

     Nos diálogos de Platão, a perspectiva ética é o próprio fundamento da organização política e social da cidade. Como vimos no capítulo anterior, a cidade justa é aquela na qual o cidadão é educado para se conhecer plenamente, para viver de acordo com suas habilidades e necessidades, contribuindo com o melhor de si e tendo a virtude como o principal valor. Assim, Platão acredita ser possível alcançar a felicidade.

 

     Nos escritos de Aristóteles, podemos também constatar uma preocupação com as questões éticas. E foi justamente com ele que esse campo do saber filosófico recebeu uma primeira sistematização.

 

     No século IV a.C., Aristóteles estabeleceu uma primeira organização das ciências [no sentido antigo do termo, isso é, um saber sistematizado segundo critérios racionais de classificação], dividindo-as em dois grandes campos.

 

     De um lado ficaram as ciências teoréticas, aquelas produzidas por teoria, contemplação , e que não criam seus objetos, pois se dedicam a pensar objetos que já existem e independem do pensamento. A finalidade dessas ciências está fora delas, pois seu objeto é exterior ao pensamento. Nesse grupo Aristóteles inclui a metafísica [que estuda os objetos não materiais, e é denominada “filosofia primeira”] e a física, subdividida em filosofia da natureza, biologia  e psicologia.

 

     De outro lado, ficaram as ciências práticas [ou ciências da práxis] , que têm por objeto a ação humana. Segundo Aristóteles, essas ciências criam seus próprios objetos e encontram suas finalidades nelas mesmas. Criam seus objetos, pois a ação humana depende do pensamento; é pensando que agimos. No caso dessas ciências, o pensar e o agir estão intimamente conectados. Por isso Aristóteles afirma que elas encontram suas finalidade nelas mesmas : ao pensar as ações dos seres humanos, essas ciências não focam objetos exteriores, mas o próprio ser humano. Nesse grupo foram incluídas a economia, política e a ética. A primeira cuida da administração da casa ; a segunda, da gestão da cidade; e a última trata da organização da vida de cada um. São, pois, três ciências bastante integradas entre si, uma vez que todas tratam de nossas ações, cada uma relativa a determinada esfera : a vida de cada um, sua casa, sua cidade.

 

     A filosofia ética, afirma Aristóteles, estuda as ações humanas baseadas naquilo que é natural de cada ser humano, seu caráter. O caráter, para ele, é o  temperamento, isto é, o modo como se  temperam em cada um de nós os quatro elementos básicos [quente, frio, seco e úmido] e os quatro  humores [sangue, fleuma, bílis amarela e bílis negra], de forma que um deles predomine sobre os demais. O temperamento dá origem a quatro tipos básicos de caráter: sanguíneo, fleumático, colérico e melancólico.

 

     A ética aristotélica ensina a viver de acordo com o caráter, a disposição natural de cada um. Não se trata, porém, de simplesmente agir de modo predeterminado; a ética implica uma ação racional, isto é pensada. Para Aristóteles, nós aprendemos  a agir eticamente. Mas como isso seria possível? Segundo o filósofo grego, somos dotados de um apetite  ou um  desejo, isto é, de uma inclinação natural, para buscarmos o prazer e fugirmos da dor. O apetite é , porém, uma  paixão [que para os gregos implicava passividade], o que se opõe à ação [atividade]. A tarefa da ética é educar nosso apetite ou desejo para que evitemos o  vício [para os gregos, a desmedida] e alcancemos a virtude [o equilíbrio], conquistada pelo exercício da prudência.

 

     Quanto mais refletimos sobre a finalidade das nossas ações, mantendo-nos na direção das ações virtuosas – as quais , segundo Aristóteles têm na felicidade o maior bem, por ter seu fim em si mesma – quanto mais soubermos agir racionalmente, conduzindo nosso desejos para longe dos vícios, mais prudentes, melhores e felizes seremos.

 

     Afinal, se não há bem maior que a felicidade, é porque todas as nossas ações e objetivos que perseguimos são, na verdade , meios para que alcancemos esse fim último.

 

 

Resumo

*A palavra “ética” tem origem na palavra grega “ethos” que significa caráter, índole.

*Caráter pode ser a maneira de ser de uma pessoa ou de uma sociedade.

*Ética é a área da filosofia dedicada a refletir sobre as ações humanas em relação à vida em coletividade ou à vida em comum. A ética implica também uma ação racional, isto e´,pensada.

*Dentre as muitas missões da ética, destaca-se:

Evitar o vício, buscar a virtude e o equilíbrio através do exercício da prudência.

Através do exercício da prudência podemos aprender a lidar tanto com a dor quanto com as paixões e os desejos.

Buscar agir com cuidado, refletindo sobre a finalidade de nossas ações.

*Significado da palavra reflexão:

“Reflexão vem da expressão latina reflectere, que significa “voltar atrás”, ou seja, um repensar detidamente, prestar atenção, analisar com cuidado e interrogar-se sobre as opiniões , as impressões, os conhecimentos técnico-científicos e o próprio sentido da filosofia.”