Filhos de Gaia (gata desaparecida desde março de 2007)

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Matéria – Suporte que vem de casa

 Revista Transtorno Bipolar – Ano 3, no 4 – 2017

Editora Alto Astral

 

Matéria – Suporte que vem de casa

A família tem papel fundamental na vida do paciente que convive com alguma disfunção emocional

 Fica claro que o transtorno bipolar não atinge apenas quem possui o problema, mas também àqueles que compartilham dos seus momentos. Por isso, o primeiro passo para família e para os amigos é saber como lidar com o portador do problema, compreendendo suas necessidades. A partir do entendimento, fica mais fácil lidar com esse mal e ainda possibilita a criação de uma atmosfera favorável, que proteja e evite conflitos desnecessários.

 

União que fortalece

Entre os tratamentos psicossociais é importante destacar a terapia em família. A opção é utilizada para reduzir o nível de angústia de todos para uma possível melhora do doente e do ambiente familiar. Chamada de Terapia Focada na Família foi criada pelo psicólogo americano David Miklowitz e tem como métodos estratégias psicoeducacionais e exercícios em equipe. Em alguns casos, a técnica pode não só melhorar a estrutura familiar, mas também estabilizar o humor do doente e evitar hospitalizações. Para aplicar o método, procure acompanhamento especializado.

 

Reação positiva!

Muitas vezes, os familiares não entendem a diferença constante de comportamento e podem descontar mais peso em cima do transtorno. Ao reparar que algo não anda bem, deve-se encorajar uma avaliação profissional. Caso o resultado seja positivo, é preciso entender que a culpa não é do afetado: a doença é orgânica, ou seja, implica em uma disfunção cerebral.

 

Auxílio médico

Para que você tenha mais conhecimento sobre o transtorno, é possível obter ajuda e apoio em diferentes meios, seja com profissionais da área de saúde ou em ONGs que trabalham com problemas mentais. A internet também é uma ferramenta importante de informação, uma vez que concentra portais de ajuda e links diretos com médicos e psicólogos. Porém, procure sempre sites especializados e com estudos confiáveis. Ainda é indicado que os familiares e amigos mantenham sempre o diálogo com diferentes plataformas, para entender o universo bipolar e fazer parte dele de forma harmoniosa.

 

Rotina normal

Para os pais , é importante que a doença não tome conta da relação. O indicado é não individualizar o filho, uma vez que, ao trata-lo de forma diferente, você pode encorajar uma postura de vítima do mesmo. “Algumas vezes o doente pode manipular a situação para se beneficiar”, aponta a psicóloga Luciana Kotaka. Para que se tenha equilíbrio dentro do lar, ela recomenda estar presente de maneira natural, sem superproteção ou vigilância constante.

 

Pise no freio!

Pessoas que possuem o transtorno bipolar apresentam a velocidade de pensamento em um ritmo mais veloz, por isso é preciso manter a calma em situações de estresse. Dessa forma, é recomendado que a família e os amigos estejam preparados e estimulem uma desaceleração com atitudes que acalmem a ansiedade. Dica: tenha pela casa cartazes positivos; procure não elevar o tom de voz; evite termos pejorativos e preconceituosos quanto à doença, entre outros comportamentos positivos.

 

Cuidado com carinho

Os portadores do transtorno podem ainda passar por problemas como alcoolismo, depressão e, em alguns casos, tentativas de suicídio. Nessas situações, o acompanhamento especializado é mais que fundamental e requer uma decisão da família sobre internação e medicamentos, dependendo do grau de comprometimento do quadro.

 Você sabia?

As doenças mentais orgânicas são aquelas em que encontra-se uma lesão física que justifica a doença a nível psiquiátrico. Podemos citar como exemplos os tumores, sífilis cerebral, aneurismas cerebrais, arteriosclerose dos vasos cerebrais, oligofrenias”, detalha a psicóloga clínica Luciana Kotaka.

 

 

 

Matéria – Interferência na vida profissional

 

Revista Transtorno Bipolar – Ano 3, no 4 – 2017

Editora Alto Astral

 

Matéria – Interferência na vida profissional

Saiba como lidar melhor com as dificuldades que o transtorno bipolar traz à rotina de trabalho.

 O transtorno bipolar não afeta somente quem tem o problema: as pessoas ao redor são bastante atingidas pela doença! E quando se trata do ambiente empresarial, então, onde temos que lidar com as diferenças de cada pessoa para que o trabalho flua da melhor maneira possível, o sinal de alerta deve ser ligado. Afinal, não é fácil para quem tem o transtorno se controlar durante a crise. O primeiro passo para isso, com toda a certeza, é saber identificar o momento em que ela está ocorrendo. “A principal informação é aprender a lidar com a ansiedade gerada nessa relação, pois ambientes muitos conturbados e estressantes não são adequados para o tratamento e manutenção da estabilidade do paciente”, destaca a psicóloga clínica e coach Keli Rodrigues. A partir daí, a convivência torna-se mais difícil, tanto para quem sofre com o distúrbio quanto para filhos e amigos. Veja a seguir, como lidar com as crises de quem sofre do problema, especialmente nos ambientes em que o tempo juntos é maior: em casa e no trabalho.

 

Durante o expediente

Após o paciente ser diagnosticado com transtorno bipolar, é comum que ele peça licença e fique um tempo afastado do emprego. “A bipolaridade pode influenciar no rendimento profissional do indivíduo. Tanto na fase eufórica, onde geralmente a pessoa se intromete em tudo, inclusive no trabalho dos outros e provoca brigas com colegas e chefes, quanto na fase depressiva, na qual ela apresenta desânimo para trabalhar, tornando-se reclusa e com dificuldade na interação com seus colegas”, comenta a médica. As duas maiores dificuldades que essa pessoa apresenta é a continuidade no serviço que estava empenhando, o empenho no trabalho e nas relações interpessoais com os colegas ao seu redor. A continuidade do trabalho está diretamente relacionada com a intensidade da crise e, em casos de crises acentuadas principalmente de crises de depressão, o paciente deve seguir as recomendações de seu psiquiatra, após uma avaliação do mesmo. Este medirá a necessidade de afastamento ou não do paciente de suas atividades laborais.

 

Sem diferenças

O indivíduo bipolar deve ser tratado pelos colegas e chefes como qualquer trabalhador, evitando assim ganhos secundários que esse paciente pode obter, além do fato de que pode ser fatalmente estigmatizado. O tratamento adequado envolve medicamentos – denominados “estabilizadores de humor” – além, é claro, do acompanhamento psicoterápico. “Não necessariamente os pacientes devem comunicar o transtorno aos colegas e chefes, pois a comunicação pode leva-los a sofrer com o preconceito e a ser estigmatizado dentro do ambiente profissional”, comenta a médica Léa Biancamano Guimarães.

 Dicas fundamentais para trabalhar melhor

Confira dicas que as pessoas diagnosticadas com o transtorno bipolar podem seguir para melhorar a convivência no ambiente de trabalho e no ambiente familiar. Dessa forma, ele terá mais consciência e poderá lidar melhor com as crises. São elas:

*Ter consciência do seu diagnóstico;

*Ser avaliado e acompanhado por um psiquiatra e psicólogo;

*Aderir ao tratamento medicamentoso;

*Perceber características pessoais de modificação do humor que podem levar a uma crise (tanto de euforia, quanto de depressão).

 “Não necessariamente os pacientes devem comunicar o transtorno aos colegas e chefes, pois a comunicação pode leva-lo a sofrer com o preconceito e a ser estigmatizado dentro do ambiente profissional., Léa Biancamano Guimarães, médica.

 É importante que a pessoa que apresentar os sintomas de transtorno bipolar procure um psiquiatra o quanto antes, pois ele ajudará o paciente a ter uma vida o mais normal possível, reduzindo a frequência e a gravidade das crises.