Revista Transtorno Bipolar – Ano 3, no 4 –
2017
Editora Alto Astral
Matéria – Interferência na vida profissional
Saiba
como lidar melhor com as dificuldades que o transtorno bipolar traz à rotina de
trabalho.
Durante o expediente
Após o
paciente ser diagnosticado com transtorno bipolar, é comum que ele peça licença
e fique um tempo afastado do emprego. “A bipolaridade pode influenciar no
rendimento profissional do indivíduo. Tanto na fase eufórica, onde geralmente a
pessoa se intromete em tudo, inclusive no trabalho dos outros e provoca brigas
com colegas e chefes, quanto na fase depressiva, na qual ela apresenta desânimo
para trabalhar, tornando-se reclusa e com dificuldade na interação com seus
colegas”, comenta a médica. As duas maiores dificuldades que essa pessoa
apresenta é a continuidade no serviço que estava empenhando, o empenho no
trabalho e nas relações interpessoais com os colegas ao seu redor. A continuidade
do trabalho está diretamente relacionada com a intensidade da crise e, em casos
de crises acentuadas principalmente de crises de depressão, o paciente deve
seguir as recomendações de seu psiquiatra, após uma avaliação do mesmo. Este medirá
a necessidade de afastamento ou não do paciente de suas atividades laborais.
Sem diferenças
O indivíduo
bipolar deve ser tratado pelos colegas e chefes como qualquer trabalhador,
evitando assim ganhos secundários que esse paciente pode obter, além do fato de
que pode ser fatalmente estigmatizado. O tratamento adequado envolve
medicamentos – denominados “estabilizadores de humor” – além, é claro, do
acompanhamento psicoterápico. “Não necessariamente os pacientes devem comunicar
o transtorno aos colegas e chefes, pois a comunicação pode leva-los a sofrer
com o preconceito e a ser estigmatizado dentro do ambiente profissional”,
comenta a médica Léa Biancamano Guimarães.
Confira
dicas que as pessoas diagnosticadas com o transtorno bipolar podem seguir para
melhorar a convivência no ambiente de trabalho e no ambiente familiar. Dessa forma,
ele terá mais consciência e poderá lidar melhor com as crises. São elas:
*Ter
consciência do seu diagnóstico;
*Ser
avaliado e acompanhado por um psiquiatra e psicólogo;
*Aderir
ao tratamento medicamentoso;
*Perceber
características pessoais de modificação do humor que podem levar a uma crise
(tanto de euforia, quanto de depressão).


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