Filhos de Gaia (gata desaparecida desde março de 2007)

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quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Qual é o nosso Zeitgeist?

 Qual é o espírito da época atual? Nosso Zeitgeist

 Nascida em 1977 posso dizer nosso espirito de época é completamente diferente dos anos 90, quando tinha meus 20 anos e o politicamente correto ainda não existia. Sou um tanto nostálgica daqueles tempos em que as relações eram mais espontâneas, tínhamos mais liberdade de expressão menos vitimismo e mimi. Se antes tinha dúvida de que estava vivendo em tempos sombrios, olhando para a realidade percebo que não estou errada. O que responde a muitas coisas que aconteceram em minha vida ao longo desses anos.

 Tempos sombrios, tempos nebulosos em que meu silêncio está sendo minha estratégia defesa. Afinal de contas, em tempos como esses, qualquer coisa que você diga pode ser usada contra você. Como professora de sociologia readaptada, ouso dizer, que a Reforma do Ensino Médio é um cala boca nos professores e que estamos a passos largos para um governo autoritário de esquerda. Nesses tempos o governo lança mão de todas as estratégias de controle social, de manipulação da opinião pública. Não há mais diálogo entre ideias divergentes, jornalistas são perseguidos e presos, a mentir tornou-se banal assim como difamar e injuriar não é mais crime. Enfim como diria Hannah Arendt, simplesmente obedecemos e não refletimos sobre nossas ações , assim instaura-se a era da banalidade do mal.

 Tenho saudades dos anos 90 quando ainda tínhamos humor e a sociedade era mais livre, sem tanta agenda globalista.  Dentre todas as agendas que a nova ordem propõe sou partidária somente da agenda ambientalista. Mas a mudança começa em nós mesmos, por isso passar por um processo de autoconhecimento é fundamental e deixar de ver o mundo pink.  Cair na real de que o mundo está ficando cada vez mais inumano.

 Particularmente considero que nossa época nem espírito mais tem , de tão materialista e dinheirista que é o ser humano.  World Lost. Bons tempos não voltam mais.

 

E a reflexão continua...

 Refletir sobre a banalidade do mal , um conceito cunhado por Hannah Arendt durante o julgamento de Nuremberg, significa refletir sobre a complexidade da natureza humana. O ser humano é extremamente complexo , jamais vou compreendê-lo por completo, nosso cérebro é um universo, recebemos estímulos a todo momento e muitos , acredito eu, inconscientes, já os conscientes temos ao menos o livre-arbítrio de escolher como vamos reagir.

 Fico me perguntando: Será que não estamos criando uma sociedade de narcisistas e psicopatas? Quais são os efeitos das redes sociais na personalidade das pessoas?

 O caso da Choquei é um caso de banalidade do mal, eles sabiam que tudo era mentira, eles estavam cientes do que estavam fazendo não tiveram um pingo de responsabilidade emocional. Nem remorso, nem culpa sentiram. A menina não aguentou a pressão diante de tanto estímulo negativo e tirou a própria vida por causa de fofocas. Será que as pessoas perderam a noção da maldade?

 Tristeza é perceber que já não discutimos mais ideias, apenas falamos dos outros para ganhar likes e tirar vantagens com a infelicidade alheia. Caluniar, injuriar, difamar já não é crime para alguns, apenas uma simples banalidade do mal, uma fofoquinha a mais para ganhar visualização.

 A que ponto chegamos!! Mundo inumano este... minha tristeza é ver como estamos usando toda essa tecnologia.  Para a banalidade do mal. Esse caso talvez seja um indicador do espírito de nossa época.... , perseguidor, obsessor, parasita, de vibração mais baixa que se alimenta de fofocas e mal dizer. Fica difícil concordar com Rousseau sobre a natureza humana, que a natureza humana é boa e a sociedade o corrompe.... talvez hajam pessoas que nasçam más por natureza ou se tornem mais perversas. Tensa essa questão!!!