Decididamente não estou disposta a ser uma peça no tabuleiro de xadrez da atual Secretaria de Estado e Educação do Estado do Rio de Janeiro. Por isso cá estou aqui novamente em plena madrugada de sábado escrevendo. Poderia estar fazendo mil e uma outras coisas, mas minha cabeça ferve quando penso no assunto. São exatamente 4hs e 18 minutos de domingo e não consigo tirar da minha cabeça a palavra – assédio moral.
Depois de um ano e meio lecionando sociologia e filosofia sinto-me sinceramente, humilhada. Este ano vi em um colégio uma turma da Eja de primeiro ano sem poder ter aula de sociologia, com professora graduada da área na escola proibida de entrar em sala, enquanto seu nome não entrasse efetivamente no sistema, a professora no caso é essa quem vos fala, a folhinha de carvalho. Durante dois meses meu nome entrava e saia do sistema, enquanto isso os alunos ficaram sem aula de sociologia. Pois bem, agora que tenho a certeza de que estou sofrendo assédio moral, creio que tenho o dever de chamar atenção para o que vem ocorrendo dentro da Educação do Estado do Rio de Janeiro.
Continuando... Graças a um santo colega de trabalho, descobri que um outro colégio aqui em Cabo Frio estava prendendo meu nome em seu quadro de horário. Logo que entrei para o Estado lecionei apenas 6 meses de sociologia neste colégio, depois passei a complementar carga horária em outros. Acho melhor dar uma paradinha para explicar melhor.
Assim que entrei para o Estado (2008.2) tive que complementar carga horária em três colégios, pois sociologia e filosofia são disciplinas apenas do Ensino Médio. Então o que aconteceu em 2009? Continuei em dois colégios, no outro a direção não disse nada, quer dizer até disse, ocasionalmente quando encontrei as diretoras por acaso – elas disseram que meu nome estava no quadro de horário, disse a elas que estava em outro colégio e não fizeram absolutamente nada. Nada! E meu nome lá continuou, mesmo depois de eu dizer que estava complementando carga horária em outro colégio. Ou seja deixaram meu nome no quadro de horário de propósito ou sequer procuraram averiguar o que estava acontecendo. Tentei durante um tempo ver a minha situação mas não tive acesso a este quadro pois não estava disponível no site da secretaria, resultado fiquei sem saber nada. Tanto que fui complementar carga horária em outro colégio, por sinal, bem melhor.
Depois de um ano e meio lecionando sociologia e filosofia sinto-me sinceramente, humilhada. Este ano vi em um colégio uma turma da Eja de primeiro ano sem poder ter aula de sociologia, com professora graduada da área na escola proibida de entrar em sala, enquanto seu nome não entrasse efetivamente no sistema, a professora no caso é essa quem vos fala, a folhinha de carvalho. Durante dois meses meu nome entrava e saia do sistema, enquanto isso os alunos ficaram sem aula de sociologia. Pois bem, agora que tenho a certeza de que estou sofrendo assédio moral, creio que tenho o dever de chamar atenção para o que vem ocorrendo dentro da Educação do Estado do Rio de Janeiro.
Continuando... Graças a um santo colega de trabalho, descobri que um outro colégio aqui em Cabo Frio estava prendendo meu nome em seu quadro de horário. Logo que entrei para o Estado lecionei apenas 6 meses de sociologia neste colégio, depois passei a complementar carga horária em outros. Acho melhor dar uma paradinha para explicar melhor.
Assim que entrei para o Estado (2008.2) tive que complementar carga horária em três colégios, pois sociologia e filosofia são disciplinas apenas do Ensino Médio. Então o que aconteceu em 2009? Continuei em dois colégios, no outro a direção não disse nada, quer dizer até disse, ocasionalmente quando encontrei as diretoras por acaso – elas disseram que meu nome estava no quadro de horário, disse a elas que estava em outro colégio e não fizeram absolutamente nada. Nada! E meu nome lá continuou, mesmo depois de eu dizer que estava complementando carga horária em outro colégio. Ou seja deixaram meu nome no quadro de horário de propósito ou sequer procuraram averiguar o que estava acontecendo. Tentei durante um tempo ver a minha situação mas não tive acesso a este quadro pois não estava disponível no site da secretaria, resultado fiquei sem saber nada. Tanto que fui complementar carga horária em outro colégio, por sinal, bem melhor.
A confusão começou de fato quando precisei pegar GLP (Gratificação por Lotação Prioritária – ou simplesmente hora extra) onde tenho matrícula e não conseguia, foram dois meses nessa brincadeira, meu nome entrava e saía do sistema. Tudo culpa do sistema.....Sempre o sistema, como se realmente não estivesse ninguém por trás do sistema! Cara pálida ta querendo enganar quem? E cadê o tal supervisor da educação que não viu isso? Afinal meu nome estava neste quadro de horário desde do início do ano!! E ninguém viu isso? Supervisionar colégio pequeno é moleza!
Como disse antes, um santo colega de trabalho perguntou-me se eu dava aula neste colégio (onde meu nome estava no quadro de horário), respondi-lhe que já tinha dado ano passado, mas que neste ano não dei sequer uma aula lá. Achei estranho... então resolvi tentar entrar de novo no quadro de horário da secretaria na internet, fiquei surpresa por ele estar disponível, porém irada quando vi meu nome no quadro de horário do colégio que havia dado aula no ano passado e que sequer tinha posto o pé lá neste ano. E se Deus quiser jamais vou colocar. Caso me coloquem lá, aviso a vocês ok!
Resumo da opera, a solução para o problema teve que partir da professora, a folhinha de carvalho. Se não fosse a folhinha de carvalho investigar o quadro de horário, os alunos iam continuar sem aula de sociologia e ainda iam me pedir para fazer um plano de estudos. Logicamente diante desta proposta de plano de estudos, tive que partir para o ataque, deixei bem claro que não assinaria nada, que não faria nenhum plano de estudos para esta turma e que ela passaria nem nota alguma de sociologia, afinal a turma não ia ter sequer uma aula de sociologia. Caso aceitasse esta proposta, estaria automaticamente desqualificando todo o meu trabalho em sala de aula. Estaria rebaixando minha aula a um mero plano de estudo. Graças a Deus, depois que descobri a falcatrua com meu nome consegui pegar a glp de sociologia para a turma que "não tinha professor" - "que tinha carência de professor", mas foram dois meses de palhaçada enquanto isso os alunos sem aula. Brincadeira! (detalhe ainda não recebi, mas td bem)
Depois dessa novela, vem um supervisor da educação e diz que não tenho autorização para dar aulas de filosofia. Maravilha! Hoje tenho a certeza e posso falar em alto e bom som que sei que estou sofrendo assédio moral do Estado. E que todo cuidado é pouco quando se trabalha dentro de um aparelho ideológico do Estado, e como não quero dar corda para o Estado me enforcar, tomei a decisão de não dar mais aulas de filosofia no Estado. Mas como sou concursada em Sociologia, o Estado vai ter que me aturar sim, pode tentar me controlar com cartão prá cá e prá lá, mas não podem controlar meu pensamento, nem o que leio nem em que acredito e não vou admitir nunca ser doutrinada pelo Estado ou por qualquer política de governo.
Uma observação que acho fundamental registrar aqui é que que em sala de aula busco orientar-me pelos valores morais e princípios éticos da profissão, se em alguns momento não consigo evitar um pouco de doutrinação é porque tem momentos que realmente é difícil de segurar. Mas tudo que mais desejo é que os alunos entendam significado de agir moralmente. Agora, aqui no meu cantinho, sinto muito, abro bico mesmo. Cansei de ficar quieta e só levar na cara, de seis meses aguentei o quanto pude. Se tem uma coisa que dou valor é a minha liberdade de pensamento e de expressão, aqui vocês não podem e não vão me censurar. Como diz Mv Bill , “Só Deus pode me julgar”. Não estou à venda. Minha liberdade de pensamento é tudo que eu tenho.
Ilustríssimo supervisor da educação, o senhor merece um belo cartão vermelho!
Tal como o PT e todos os políticos corruptos que fazem da educação, saúde, segurança e transporte moedas políticas. Vocês deveriam ter vergonha na cara!
Continuem vendendo seus votos, continuem.....
Vai dar m.... Ou melhor, já está estamos nadando nela né!!!
São exatamente 5h e 33 minutos de domingo.
Como disse antes, um santo colega de trabalho perguntou-me se eu dava aula neste colégio (onde meu nome estava no quadro de horário), respondi-lhe que já tinha dado ano passado, mas que neste ano não dei sequer uma aula lá. Achei estranho... então resolvi tentar entrar de novo no quadro de horário da secretaria na internet, fiquei surpresa por ele estar disponível, porém irada quando vi meu nome no quadro de horário do colégio que havia dado aula no ano passado e que sequer tinha posto o pé lá neste ano. E se Deus quiser jamais vou colocar. Caso me coloquem lá, aviso a vocês ok!
Resumo da opera, a solução para o problema teve que partir da professora, a folhinha de carvalho. Se não fosse a folhinha de carvalho investigar o quadro de horário, os alunos iam continuar sem aula de sociologia e ainda iam me pedir para fazer um plano de estudos. Logicamente diante desta proposta de plano de estudos, tive que partir para o ataque, deixei bem claro que não assinaria nada, que não faria nenhum plano de estudos para esta turma e que ela passaria nem nota alguma de sociologia, afinal a turma não ia ter sequer uma aula de sociologia. Caso aceitasse esta proposta, estaria automaticamente desqualificando todo o meu trabalho em sala de aula. Estaria rebaixando minha aula a um mero plano de estudo. Graças a Deus, depois que descobri a falcatrua com meu nome consegui pegar a glp de sociologia para a turma que "não tinha professor" - "que tinha carência de professor", mas foram dois meses de palhaçada enquanto isso os alunos sem aula. Brincadeira! (detalhe ainda não recebi, mas td bem)
Depois dessa novela, vem um supervisor da educação e diz que não tenho autorização para dar aulas de filosofia. Maravilha! Hoje tenho a certeza e posso falar em alto e bom som que sei que estou sofrendo assédio moral do Estado. E que todo cuidado é pouco quando se trabalha dentro de um aparelho ideológico do Estado, e como não quero dar corda para o Estado me enforcar, tomei a decisão de não dar mais aulas de filosofia no Estado. Mas como sou concursada em Sociologia, o Estado vai ter que me aturar sim, pode tentar me controlar com cartão prá cá e prá lá, mas não podem controlar meu pensamento, nem o que leio nem em que acredito e não vou admitir nunca ser doutrinada pelo Estado ou por qualquer política de governo.
Uma observação que acho fundamental registrar aqui é que que em sala de aula busco orientar-me pelos valores morais e princípios éticos da profissão, se em alguns momento não consigo evitar um pouco de doutrinação é porque tem momentos que realmente é difícil de segurar. Mas tudo que mais desejo é que os alunos entendam significado de agir moralmente. Agora, aqui no meu cantinho, sinto muito, abro bico mesmo. Cansei de ficar quieta e só levar na cara, de seis meses aguentei o quanto pude. Se tem uma coisa que dou valor é a minha liberdade de pensamento e de expressão, aqui vocês não podem e não vão me censurar. Como diz Mv Bill , “Só Deus pode me julgar”. Não estou à venda. Minha liberdade de pensamento é tudo que eu tenho.
Ilustríssimo supervisor da educação, o senhor merece um belo cartão vermelho!
Tal como o PT e todos os políticos corruptos que fazem da educação, saúde, segurança e transporte moedas políticas. Vocês deveriam ter vergonha na cara!
Continuem vendendo seus votos, continuem.....
Vai dar m.... Ou melhor, já está estamos nadando nela né!!!
São exatamente 5h e 33 minutos de domingo.
Estou no fim deste desabafo, sufocado durante meses!
Ufa! Coloquei pra fora, não quero começar o ano de 2010 com tudo isso guardado não! heheh


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