Filhos de Gaia (gata desaparecida desde março de 2007)

Filhos de Gaia (gata desaparecida desde março de 2007)

domingo, 12 de junho de 2022

Estudos sobre Estratificação Social

 

Colégio Estadual Miguel Couto

Disciplina: Sociologia

Ensino Médio Regular – 2º Ano

 

Texto – Outras formas de Estratificação Social

 

     Vimos nos outros textos como os fundadores da Sociologia, Karl Marx e Max Weber estratificaram as sociedades europeias do século XIX. Karl Marx estratificada a sociedade em termos de propriedade e assim dividiu a sociedade entre os proprietários [burguesia] e os não-proprietários [proletariado/ operário] , afirmando que a propriedade privada é a causa principal da desigualdade econômica e social entre as classes sociais e vai buscar demonstrar isso através do seu método de estudo chamado Materialismo Histórico Dialético. Já Max Weber vai levar em consideração outros critérios além do econômico [propriedade], tendo em vista que seu método de estudo é a Sociologia Compreensiva na qual busca entender os motivos pelos quais os homens agem de determinada maneira, levando em conta inclusive a ação social mesmo que seja de poucos indivíduos, assim para ele há três critérios básicos pelos quais podemos classificar um indivíduo ou grupo social em determinada classe, são eles: a) o econômico; b) o profissional e c) o político e chama atenção também para a importância do status social na hora da classificação. Não podemos esquecer no entanto que as sociedades passaram por inúmeras mudanças desde o final do século XIX até o início deste século , XXI e diante desta complexidade foi preciso que novos critérios ou indicadores sociais fossem criados, principalmente no caso da sociedade brasileira. É o que veremos daqui em diante.

 

     Antes de entrarmos em contato com o IBGE , é importante conhecermos alguns critérios de estratificação ainda não mencionados: racial e do gênero. Vejamos: Quando o censo pergunta: Qual é a sua cor? É parda? É amarela? É negra? É branca? É indígena? A pessoa ao responder determinada cor está se classificando dentro de determinada raça, vale lembrar que quem se classifica é a pessoa entrevistada, não o recenseador. O mesmo ocorre quando perguntamos: Quantos negros há no Brasil? Quantos brancos há no Brasil? Existe ou não mistura de raças no Brasil? O negro é maioria? O branco é maioria? Enfim como podemos interpretar esta questão da raça no Brasil? Com relação a estratificação de gênero o critério é o mesmo, lembrando que gênero é uma invenção cultural ao passo que sexo segue um critério puramente biológico. Assim quando estamos falando de gênero estamos nos referindo [a orientação sexual – LGBT+] , ou seja é apresentado à pessoa essas categorias culturais de acordo com a sua orientação sexual e a pessoa se coloca em uma delas; bem diferente da pergunta: Qual é o sexo? [sexo de nascimento].

 

     Para além destes dois critérios mencionados anteriormente podemos fazer o seguinte: elaborar um questionário, entrevistar as pessoas e em seguida fazer uma análise dos dados coletados. Neste questionário poderíamos fazer perguntas relacionadas a vários critérios de classificação/ estratificação social. Como por exemplo:

 

Questões do Questionário Piloto

1ª) O indivíduo trabalha? – Sim   Não

2ª) Qual é a sua atividade econômica? Ou qual é a sua profissão? [dimensão profissional]

3ª) Quanto você ganha?  [dimensão econômica]

4ª) Sua atividade tem algum poder na sociedade [capacidade de mando, status] – [dimensão política]

5ª) Qual é o seu sexo?  - masculino    feminino

6ª) Qual é o seu gênero? Hétero    LGBT+

7ª) Qual é a sua cor?  [dimensão racial]

8ª) Estado civil?

9ª) Nível de escolaridade?

outros...

10ª) Qual é a renda familiar?

 

     Ao perguntarmos a ocupação e a renda da pessoa automaticamente estamos classificando ela em determinada camada social, ou classe social [dimensão econômica, na qual fica mais claro a desigualdade, lembrando que o critério educação também é considerado]. Desta maneira se priorizarmos  a dimensão econômica, podemos classificar a sociedade brasileira nas seguintes classes  sociais:

*Classe social A – renda mensal = de 15 salários mínimos [s/m]

*Classe social B – renda mensal = de 05 a 15 s/m

*Classe social C – renda mensal = de 03 a 05 s/m

*Classe social D – renda mensal = de 01 a 03 s/m

*Classe social E – renda mensal = até 1 s/m

**Pobreza Absoluta = quem vive com até menos de 1 dólar por dia.

 

     Resumindo, classe social é quando um grupo social apresenta a mesma renda e tem mais ou menos o mesmo estilo de vida. Vale lembrar que outros critérios também deve ser levados em consideração.

 

Observações Importantes:

1)Uma outra maneira de classificarmos o indivíduo ou o grupo social em determinada classe é através do consumo [capacidade de consumo], quer seja de comida, de aparelhos celulares, carro, etc.

 

2)Ao classificarmos as pessoas e agrupá-las sob a forma de classe social automaticamente estamos estratificando, dividindo-as em diferentes camadas sociais. Quando observamos que há diferenças enormes entre as classes sociais, ou quando as diferenças tomam proporções assustadoras temos as desigualdades sociais e econômicas.

 

3)Apesar do sistema capitalista gerar desigualdades e econômicas, somente em sociedades de classes há chances de mobilidade social, mudança de classe social.

 

4) Desigualdade Social – podemos dizer que está mais relacionada à dificuldade de acesso à educação, saúde, previdência, trabalho, saneamento básico, alimentação, infraestrutura de um  modo geral. Neste caso, o indivíduo o grupo social desta classe social muitas vezes não consegue fazer valer os seus direitos.

 

5) Desigualdade Econômica -  refere-se mais à renda [ao salário], está diretamente ligada à dimensão profissional  e reflete também no poder aquisitivo [“capacidade de consumo”].

 

 

Texto – Síntese de Indicadores Sociais

O que é

Fonte: https://www.ibge.gov.br/estatisticas-novoportal/sociais/trabalho/9221-sintese-de-indicadores-sociais.html?=&t=o-que-e

 

Analisa a qualidade de vida e os níveis de bem-estar das pessoas, famílias e grupos populacionais, a efetivação de direitos humanos e sociais, bem como o acesso a diferentes serviços, bens e oportunidades, por meio de indicadores que visam contemplar a heterogeneidade da sociedade brasileira sob a perspectiva das  desigualdades sociais.

 

A Síntese de Indicadores Sociais teve início em 1998. Sua origem remonta à publicação Indicadores sociais: relatório 1979, também do IBGE, que, rompendo com a hegemonia de indicadores econômicos para estes fins, em especial o Produto Interno Bruto – PIB, avançou na proposição de um novo escopo de avaliação das  condições de vida da população, contemplando, à época, questões relacionadas a População e famílias, Divisão do trabalho, Mobilidade ocupacional da força de trabalho, Distribuição de renda, Despesa familiar, Habitação, Educação e Saúde. Até a edição de 2016, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD constituiu a sua principal fonte de informação, complementada com outras estatísticas, tanto do IBGE como de fontes externas. Com o encerramento da PNAD e sua substituição pela Pesquisa Nacional de Domicílios Contínua – PNAD Contínua, esta passou a ser principal fonte de informação do estudo, somando-se a ela, da mesma forma, outras estatísticas internas e externas.

 

Ao longo de sua existência, o estudo tem procurado abarcar uma série de informações essenciais para o mapeamento das desigualdades e seus efeitos sobre a realidade social brasileira, com vistas não só à incorporação de assuntos atuais e relevantes para as políticas públicas, como também ao aprofundamento das análises a partir do eixo das desigualdades de gênero, cor ou raça e grupos de idade.

 

A periodicidade do estudo é anual, exceto nos anos de realização do Censo Demográfico. Sua abrangência geográfica é nacional, com resultados divulgados para Brasil, Grandes Regiões, Unidades da Federação, Regiões Metropolitanas e Municípios das Capitais.

 

 

https://educa.ibge.gov.br/professores/educa-atividades/17677-trabalhando-com-o-conceito-de-renda-domiciliar-per-capita.html

 

https://educa.ibge.gov.br/professores/educa-atividades/17683-conhecendo-a-populacao-de-minha-cidade.html

 

https://cidades.ibge.gov.br/

 

https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rj/panorama*

 

*Dados Educação

1)Matrículas no ensino fundamental [2017] - 2.019.459 matrículas

2)Matrículas no ensino médio [2017] - 573.300 matrículas

3)Docentes no ensino fundamental [2015] - 120.913 docentes

4)Docentes no ensino médio [2017] - 45.483 docentes

5)Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017] - 7.680 escolas

6)Número de estabelecimentos de ensino médio [2017] - 2.269 escolas

 

 

 

"A valorização do salário mínimo transformou o mercado de trabalho", afirma Lilian Marques

Lilian Marques, assessora técnica do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese)

última modificação 22/12/2017 15h14 Reprodução/Portal Brasil

 

http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2016/04/ganho-real-de-77-do-salario-minimo-melhorou-a-vida-de-48-milhoes-de-pessoas

 

rever esta matéria de jornal com calma

qual é a metodologia de pesquisa usada por este instituto

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Todo comentário e crítica construtiva é bem vinda. Destaco que não julgarei e respeitarei sua opinião, mesmo sendo diferente da minha.