Livro – O Sentido da Vida
Viktor
Frankl
Frases
para reflexão:
“A vontade de humor é a tentativa de enxergar as coisas numa
perspectiva engraçada, constitui um truque útil para a arte de viver.” – p. 62
“Sempre e em toda parte, a pessoa está colocada diante da decisão de
transformar sua situação de mero sofrimento numa realização interior de
valores. Tomemos o caso dos doentes, particularmente os incuráveis.” -p 91
“A emoção que é sofrimento deixa de ser sofrimento no momento em que
dela formamos uma ideia clara e nítida.” – frase de Espinosa ; p. 98
“Quem tem por que viver aguenta quase todo como.” – frase de Nietzsche
p.
“Viver não significa outra coisa se não arcar com a responsabilidade de
responder adequadamente às perguntas da vida, pelo cumprimento das tarefas
colocadas pela vida a cada individuo, pelo cumprimento da exigência do
momento.” – p. 102
“Em cada situação é chamada a assumir outra atitude.” – p. 102
=Observações:
1)Qual e o sentido do sofrimento e da morte?
2)O
que a vida espera de nós? – se trata de fazer uma Revolução Copernicana
A revolução
Copernicana constituiu-se no processo histórico que redundou na substituição do
sistema geocêntrico pelo sistema heliocêntrico, inclusive no que diz respeito
às profundas consequências acarretadas por essa substituição para a história da
humanidade. Wikipédia
(**)
3)Vital
– questão de sobrevivência = relações existentes entre estado emocional de uma
pessoa e as condições de imunidade do organismo. – p. 100
(**)
sem sol (luz) não há vida – terra um dos planetas do sistema solar, acho que o
3º planeta // - heliocentrismo - postula que o
Sol está parado e que é a Terra que faz um movimento de rotação completa em
torno de seu próprio eixo no decurso de 24 horas ; translação completa da Terra
em torno do Sol no decurso de 365 dias que, como sabemos, constitui-se no
próprio fundamento do sistema heliocêntrico
Essa
pergunta lembra outra colocação feita pelo ex-presidente americano JK, “não pergunte
o que país pode fazer por você, mas sim o que você pode fazer pelo país.”
“Esse
fato de cada indivíduo não pode ser substituído nem representado por outro é no
entanto aquilo que, levado ao nível da consciência, ilumina em toda a sua
grandeza a responsabilidade do ser humano por sua vida e pela continuidade da
vida.” – pg 105
“O efeito direto do ser exemplo sempre é maior do que o efeito das
palavras.” – pg 105
=Logoterapia
– pgs 145 a 151
“...”o
desejo é o pai do pensamento” para “a angústia é a mãe do evento.” -pg 146
“A
logoterapia baseia sua técnica denominada “intenção paradoxal” no fato duplo de
que o medo produz aquilo de que temos medo e de que a intenção excessiva
impossibilita o que desejamos. Em alemão, descrevi a técnica da intenção
paradoxal já em 1939. Nessa abordagem, o paciente que sofre de fobia é
convidado a intencionar precisamente que teme, mesmo que apenas por um
momento.” – pg 147
“O
leitor perceberá que esse procedimento consiste numa inversão da atitude do
paciente, uma vez que seu temor é substituído por um desejo paradoxal. Através
desse tratamento, tira-se o vento das velas da ansiedade.
Semelhante
procedimento, entretanto, precisa fazer uso da capacidade especificamente
humana do autodistanciamento, inerente ao senso de humor. Essa capacidade
básica da pessoa distanciar-se de si mesma entra em ação sempre que se aplica a
técnica logoterápica chamada “intenção paradoxal”. Ao mesmo tempo, o paciente é
capacitado a se colocar numa posição distanciada de sua própria neurose. Há uma
afirmação coerente neurótico que aprende a rir de si mesmo pode estar a caminho
da autodireção, talvez da cura”. A intenção paradoxal é a validação empírica e
aplicação clínica da afirmação de Allport.” – pp 146 e 147
“Quanto
à real causa das neuroses, fora os elementos constitucionais de natureza
somática ou psíquica, mecanismos retroalimentadores, como ansiedade
antecipatória, parecem constituir importante fator patogênico. Um dado sintoma
ocasiona a fobia; a fobia provoca o sintoma; e o sintoma, por sua vez, reforça
a fobia. Uma cadeia como essa pode ser observada em casos
obsessivo-compulsivos, nos quais o paciente combate as ideias que o perseguem.
Desta forma, porem , ele aumenta o poder que elas têm de perturba-lo, uma vez
que pressão provoca contrapressão, e mais uma vez é reforçado o sintoma! Por
outro lado, assim que o paciente para de combater suas obsessões, procurando
ridiculariza-las, tratando-as com atitude irônica, aplicando a intenção
paradoxal, interrompe-se o círculo vicioso, o sintoma diminui e acaba
atrofiando. Nos felizes casos em que não houver um vazio existencial
propiciando o sintoma e convidando-o a se instalar, o paciente não só
conseguirá ridicularizar seu medo neurótico, mas, por fim, conseguirá ignorá-lo
completamente.
Estamos
vendo que a ansiedade antecipatória precisa ser combatida através da intenção
paradoxal; à hiperintenção bem como à hiper-reflexão, é preciso opor a
derreflexão; a derreflexão, em última análise, não é possível a não ser através
de uma orientação do paciente para a sua vocação e missão específica na vida.
Não
é a preocupação do neurótico consigo mesmo, seja ela de comiseração ou de
desprezo, que vai romper o círculo vicioso; a chave para a cura é a
autotranscendência!” – pp 150 e 151
Pontos
chaves para reflexão:
“Antes
de mais nada, há um perigo inerente na doutrina do “nada mais que” aplicado à
pessoa; teoria de que o ser humano é “nada mais que” o resultado de condicionantes biológicos, psicológicos e
sociológicos, ou produto da hereditariedade e do meio ambiente. Semelhante
visão do ser humano faz o neurótico acreditar no que ele já tende a pensar de
qualquer forma, a saber, que é um fantoche, vítima de influências externas ou
circunstâncias internas. Esse fatalismo neurótico é fomentado e reforçado por
uma psicoterapia que nega liberdade à pessoa. (*)
Sem
dúvida, o ser humano é um ser finito e sua liberdade é restrita. Não se trata
de estar livre de fatores condicionantes, mas sim da liberdade de tomar uma
posição frente aos condicionamentos. Como eu disse certa vez: “Sendo professor
em dois campos, neurologia e psiquiatria, sou plenamente consciente de até que
ponto o ser humano está sujeito às condições biológicas, psicológicas e
sociológicas. Mas além de ser professor nessas duas áreas sou sobrevivente de
quatro campos – campos de concentração – e como tal também sou testemunha da
surpreendente capacidade humana de desafiar e vencer até as piores condições
concebíveis.” (**)
(*)Eu
– onde está a nossa liberdade?
(**)
– Eu também me considero uma sobrevivente, sobrevivente de 7 surtos psicóticos
o último, o 8 – fiquei pelada de bunda para cima...e fui filmada, olha que
lindo. Ela filmou a prova contra ela.... e agora coloca uma câmera na casa
dela, torcendo para que eu tenha outro. É muito ordinária mesmo. To rindo a toa
daquela narcisista, meu silêncio minha busca pela sabedoria. Só tenho pena....
Tadinha é muito limitada , narcisismo emburrece porque a pessoa perde a
capacidade de refletir sobre si mesma. Vive de aparência e esquece o mais
importante, a essência. Quem ela é? Uma vida vazia, sem sentido que resolveu
virar meu encosto... nunca vai ser alguém. Enquanto isso vou recheando minha
alma, só no silêncio, assim como a natureza, pássaros quando voam não fazem
barulho.... a liberdade tem que ter responsabilidade...
pena que as pessoas ainda não entenderam isso confundiram com libertinagem e
ficaram escravas de um sexo vazio....qualquer coisa satisfaz. Vale qualquer
merda... – deixaram limitar-se pelos condicionantes – se todo mundo
faz.... todos vazios, todos gados.
Better
apart... do que na mediocridade.
Imagina
que vou me igualar aquela merda – só porque tem peitão e bundão e deve ser
gostosa pra caralho... – só isso?
Qualquer travesti tem bundão e peitão... e um pirocão – e aí... Esse é o
nosso mundo hoje. Se é isso prefiro ficar apart... Ainda não encontrei um
amante de verdade... – não quero libertinagem, liberdade sempre com
responsabilidade, sou adulta e assumo as consequencias pelo que faço, não sou
como ela... Sou mulher de verdade. Não uma covarde narcisista, limitada. Sou
professora e tá na cara que é uma invejosa... problema é dela, vai ter que me
engolir porque não vou mudar, kkkk. Vou me aprimorar, desenvolvendo meu lado
sombra e rindo de mim mesma – vou ficar uma velha e louca. – Viva a
logoterapia.
Cada
um que busque seu caminho.
Sou
bipolar com muito orgulho. Sobrevivente
de 8 surtos psicóticos e campanha de difamação de uma narcisista
perversa. Quanto mais falar melhor... tá
todo mundo vendo. Quem se esconde é ela!!
Não
tenho culpa se o brasileiro despreza o conhecimento e ridiculariza quem busca o
auto conhecimento e abre mão de certos condicionantes. E não ama a Filosofia.
Acha coisa inútil.
Só
lamento... livros também são perigosos
Ler
é um ato revolucionário...
Afeto
é um ato revolucionário
Amor
aos livros então nem se fala...
Plante
seu jardim e decore sua alma
Ao
invés de esperar que alguém lhe traga flores...
Ódio
divide
Amor
une, soma
Amor
liberta
Ódio
acorrenta e mata
Outro
ponto chave para reflexão:
“Parece-me,
entretanto, que existe um pressuposto ainda mais errôneo e perigoso, que eu
chamo de “pandeterminismo”. Refiro-me à visão do ser humano que descarta sua
capacidade de tomar uma posição frente a condicionantes, quaisquer que sejam. O
ser humano não é completamente condicionado e determinado; ele mesmo determina
se cede aos condicionantes ou se lhes resiste. Isto é, o ser humano é
autodeterminante, em última análise. Ele não simplesmente existe, mas sempre
decide qual será sua existência, o que se tornará no momento seguinte.
Da
mesma forma, todo ser humano tem a liberdade de mudar a qualquer instante. Por
isso podemos predizer seu futuro somente dentro de um quatro muito amplo de um
levantamento estatístico relativo a um grupo inteiro; a personalidade
individual , entretanto, permanece essencialmente imprevisível. A base para
qualquer previsão estaria constituída pelas condições biológicas, psicológicas
ou sociológicas. No entanto, uma das principais características da existência
humana está na capacidade de se elevar acima dessas condições, de crescer para
além delas. O ser humano é capaz de mudar o mundo para melhor, se possível, e
de mudar a si mesmo para melhor, se necessário.” – pp 152 e 153
“A
liberdade, no entanto, não é a última palavra. Não é mais que parte da história
e metade da verdade. Liberdade é apenas o aspecto negativo do fenômeno integral
cujo aspecto positivo é responsabilidade. Na verdade, a liberdade está em
perigo de degenerar, transformando-se em mera arbitrariedade, a menos que seja
vivida em termos de responsabilidade. É por esse motivo que propus a constrição
de uma Estátua da Responsabilidade na Costa Oeste dos Estados Unidos, para
complementar a Estátua da Liberdade na Costa Leste.” – pg 154
Eu
– “O mundo é maior que seu quarto.”
O
que está por trás dessa colocação por parte dele?
Qual
será a visão de mundo dele? Gostaria de saber.
Quem
se prendeu a condicionantes foi ele!!
Quem
está querendo condicionar minha vida é ele!!
Quem
quer me esquecer é ele! – negar minha existência
Quem
não admite que errou é ele!!
Eu
apenas – i forgive you, it is time to forget. – turn page.
Não
posso deixar de ser bipolar por causa dele. – faz parte da minha personalidade.
– tenho essa limitação biológica – minhas sinapses são diferentes... – cada um
com suas limitações, não posso fazer altas viagens nas drogas , viajo de outras
maneiras... – lendo. Mas o mundo dele é das aparências – prefere acreditar na
mentira e mentir também.
Anos
de convivência com aquela merda estragou esse menino.
Liberdade
e responsabilidade caminham juntas é fundamental que entendam isso. Fácil fazer
as merdas e jogar a responsabilidade no outro. Querer culpar o outro. Meu surto
psicótico não foi um crime, eles se aproveitaram do que eu tenho, da minha
doença e da paixão que sentia naquela época. Hoje restou amor materno , afinal
depois de toda a liberdade que dei a ele – ao meu filho de 24 anos – que só vem
fazendo merda. É aquela musica – “ame a sua missão”. Mais uma vez só me resta
xingá-lo: filho da puta. E rir de mim, que virei piada. Uma puta professora? Ou
uma professora puta? É um moleque mesmo. Rsrsrsrs E ciumento ainda por cima –
“chain” .Filho da puta, filho da puta e filho da puta.
Ele
merece uma surra da mãe. Chinelada.
Agora
sou vovozinha.
Obs:
doentes mentais foram mortos por nazistas, eu estaria morta.
Eles
praticavam a eutanásia.
=
Reumanizando a psiquiatria
Ponto para reflexão:
“O
ser humano não é uma coisa entre outras; coisas se determinam mutuamente, mas o
ser humano, em última análise , se determina a si mesmo. Aquilo que ele se
torna – dentro dos limites dos seus dons e do meio ambiente – é ele que faz de
si mesmo. No campo de concentração, por exemplo, nesse laboratório vivo e campo
de testes que ele foi, observamos e testemunhamos alguns dos nossos
companheiros se portarem como porcos, ao passo que outros agiram como se fossem
santos. O ser humano tem dentro de si ambas as potencialidades; qual será
concretizada depende de decisões e não de condições.” – p. 155
Eu
– não existe condição mais sub-humana que a de um campo de concentração, ali
vemos que a maldade humana não tem limites. O que uma ideologia e sua
propaganda não faz?! E aqui faço ponte com Hannah Arendt – e seu conceito de
“banalidade do mal”. Não sei... mas sinto que estamos em tempos sombrios –
parece que estamos pouco a pouco perdendo nossas referências de humanidade.
Minha
decisão – nada substitui o contato físico. – confiança só olhando no olho bem
fundo. E o olhar humano é o mais expressivo que tem.
Quanto
a minha bipolaridade, sei que não tem jeito, vão sempre me julgar. O mundo é
assim – julga, condena , anula .... apenas deixo falarem , viro as costas e
sigo em frente. Fácil falar, fácil destruir... é muito mais fácil destruir do
que construir qualquer coisa. Sempre foi assim, construir dá trabalho e vc
conta com poucos, conta nos dedos. Agora para destruir , todos se juntam
covardemente, para nenhum assumir a responsabilidade, passar a imagem ruim. Melhor
sozinha, do que com pessoas assim, - do meu lado Only good vibes – no time for
toxic people. – essa é a minha decisão, escolhi esse caminho há mais de 20
anos. Meu histórico profissional é a prova.
A
nossa liberdade está justamente nos momentos em que precisamos tomar
importantes decisões na vida.
ainda
posso fazer outras viagens... hehehe –
ler é perigoso.... atiça a imaginação
=
A TESE DO OTIMISMO TRÁGICO – pag 161 a
175 – super hiper mega importante – ler, reler, reler,....
Pontos
chave reflexão:
“Vamos
começar perguntando-nos o que se deve entender por “otimismo trágico”. Em
resumo, significa que a pessoa é e permanece otimista apesar da “tríade
trágica”, como é chamada em logoterapia a tríade daqueles aspectos da
existência humana que podem ser circunscritos por: 1.dor; 2.culpa; 3.morte. De
fato, este capítulo levanta a questão:
“Como é possível dizer sim à vida apesar de tudo isso?” Como, para colocar a
questão de outra forma, pode a vida conservar seu sentido potencial apesar de
seus aspectos trágicos? No final das contas, “dizer sim à vida apesar de tudo”,
para usar o título de um livro meu em alemão, pressupõe que a vida,
potencialmente, tem um sentido em quaisquer circunstâncias, mesmo nas
miseráveis. E isso, por sua vez, pressupõe a capacidade humana de transformar
criativamente os aspectos negativos da vida em algo positivo ou construtivo. Em
outras palavras, o que importa é tirar o melhor de cada situação dada. O
“melhor”, no entanto, é o que em latim se chama optimum -daí o motivo
por que falo de um otimismo trágico, isto é, um otimismo diante da tragédia e
tendo em vista o potencial humano que, nos seus melhores aspectos, sempre
permite: 1.transformar o sofrimento numa conquista e numa realização humana; 2.
Extrair da culpa a oportunidade de mudar a si mesmo para melhor; 3. Fazer da
transitoriedade da vida um incentivo para
realizar ações responsáveis.” – p. 161
“...
. Mas a felicidade não pode ser buscada; precisa ser decorrência de algo.
Deve-se ter uma razão para “ser feliz”. Uma vez que a razão é encontrada, no
entanto, a pessoa fica feliz automaticamente. Na nossa maneira de ver, o ser
humano não é alguém em busca da felicidade, mas sim alguém em busca de uma
razão para ser feliz, através – e isto é importante – da realização concreta do
significado potencial inerente e latente numa situação dada.” – p. 162
-
Eu
– é aquilo que o professor Olavo falou não se fazer de coitadinho, aceitar as
situações, buscar lidar com elas dentro da realidade...Será que realmente a
culpa é minha? Do crime não! Surtar não é crime!! Ela sabe direitinho o que ela
fez – só que narcisistas são
incapazes de refletir sobre eles mesmos,
justamente por se acharem perfeitos e os maiores. Fico me perguntando que tipo
de seres humanos estão nascendo nessa nova era – das redes sociais. Tá tudo tão
confuso!!
Eu
– Será que a culpa é minha? Se eles estiverem olhando pelo efeito borboleta,
tem uma certa lógica – mas não vou me responsabilizar , nem me culpar pelo
crime dela, que foi intencional, ela mesma falou que quer – que eu vá internada
num manicômio. Ou seja, ela se entregou... kkkk . Não sou galinha otária, sou
uma águia...., ainda sou uma loba em pele de cordeiro – dusty in the wind – ela
não é nada – NDDD – better apart...
“Essa
necessidade de uma razão é similar a outro fenômeno especificamente humano – o
riso. Se você quer que alguém ria, você deve dar-lhe uma razão, tem que
contar-lhe uma piada por exemplo. Não é possível, de modo algum, obter dele uma
risada real exortando-o ou .pessoas em frente a uma máquina fotográfica que
sorriem, para depois constatar nas fotos reveladas que suas fisionomias estão
congeladas em sorrisos artificiais.
Em
logoterapia, esse padrão de comportamento é chamado de “hiperintenção”. Ele
cumpre importante papel na origem da neurose sexual, seja frigidez ou
impotência. Quanto mais o paciente – em vez de esquecer-se de si mesmo
doando-se – esforçar-se diretamente por alcançar o orgasmo, isto é, o prazer
sexual, tanto mais essa busca de prazer sexual causará seu próprio fracasso. Na
verdade, o chamado “princípio do prazer” é um estraga-prazeres.
Uma
vez que a busca de sentido por parte do indivíduo é bem sucedida, isto não só o
deixa feliz, mas também lhe da a capacidade de enfrentar sofrimento. E o que
acontecerá se a procura de sentido por parte da pessoa tiver sido em vão? O
resultado pode ser uma situação fatal. Quero lembrar, por exemplo, o que
aconteceu algumas vezes em situações extremas como campos de concentração ou
acampamentos de prisioneiros de guerra. Nestes, como ouvi de soldados
americanos, surgiu um padrão de comportamento que eles chamavam de “desistite”.
Nos campos de concentração, esse comportamento encontrava paralelo naqueles
que, determinada manhã, às cinco horas, recusavam-se a levantar e a ir
trabalhar, preferindo ficar na cabana, sobre palha molhada de urina e fezes.
Nada – nem advertências, nem ameaças – podia induzi-los a mudar de
comportamento. E então ocorria alho típico: puxavam um cigarro do fundo de um
bolso qualquer, onde o haviam guardado, e começavam a fumar. Naquele momento,
nós sabíamos que, durante as próximas quarenta e oito ,horas, iríamos
observa-los morrer. A percepção de sentido havia desaparecido e,
consequentemente, a busca do prazer imediato havia tomado as rédeas.
Porventura
isso não nos lembra de uma situação paralela com que nos confrontamos todos os
dias? Penso naqueles jovens, em escala mundial, que se referem a si mesmos como
“geração sem futuro”. Sem dúvida, não é apenas ao cigarro que eles apelam: é às
drogas.
Na
verdade, o consumo de drogas é apenas um aspecto de um fenômeno de massa mais
geral, a saber, o sentimento de falta de
sentido que resulta de uma frustração das nossas necessidades existenciais – o
que, por sua vez, se transformou num fenômeno universal das nossas sociedades industriais.
Hoje não apenas os logoterapeutas que afirmam que o sentimento de falta de
sentido cumpre um papel sempre crescente na etiologia da neurose. Como escreve
Irvin D. Yalon da Universidade de Stanford, em Existencial Psychotherapy: “De
quarenta pacientes consecutivos procurando terapia numa clínica psiquiátrica de
atendimento externo (...) doze (30%) tinham algum problema de vulto relacionado
com sentido (segundo dados de autoavaliação, testemunhos de terapeutas ou
julgamentos independentes)”. Milhares de quilômetros a leste de Palo Alto, a
situação difere por apenas um porcento: as últimas estatísticas pertinentes
indicam que, em Viena, 29% da população afirmam que falta sentido em suas
vidas.
Quanto
à origem do sentimento da falta de sentido, pode-se dizer, ainda que de maneira
muito simplificadora, que as pessoas têm o suficiente com que viver, mas não
têm nada por que viver; têm os meios, mas não têm sentido. Sem dúvida, alguns
não têm nem mesmo os meios. Penso especialmente na massa de pessoas que hoje
estão desempregadas. Cinquenta anos atras, publiquei um estudo sobre um tipo
específico de depressão que havia diagnosticado em casos de pacientes jovens
sofrendo do que eu chamava de “neurose de desemprego”. E consegui demonstrar
que essa neurose tinha realmente sua origem numa dupla identificação errônea:
estar sem emprego era considerado o mesmo que ser inútil, e ser inútil era
considerado o mesmo que levar uma vida sem sentido. Consequentemente, sempre
que eu conseguia persuadir os pacientes a trabalhar voluntariamente em
organizações de jovens, educação dea adultos, bibliotecas públicas e atividades
similares – em outras palavras, quando preenchiam seu abundante tempo livre com
alguma atividade não remunerada, mas significativa e portadora de um sentido -
, a sua depressão desaparecia, embora sua situação econômica não houvesse
mudado e sua fome continuasse a mesma. A verdade é que o ser humano não vive
apenas de bem-estar.
Ao
lado da neurose de desemprego, desencadeada pela situação socioeconômica do
individuo, há outros tipos de depressão atribuíveis a condições psicodinâmicas
ou bioquímicas. Consequentemente, são indicadas, conforme o caso, a
psicoterapia e a farmacoterapia.
No
que tange ao sentimento de falta de sentido, no entanto, não devemos esquecer
que, em si, ele não é uma questão de patologia: mais do que ser sinal e sintoma
de uma neurose, eu diria que é a prova da humanidade da pessoa. Mas, embora não
seja causado por nada patológico, esse sentimento bem pode causar uma reação
patológica; em outras palavras, é potencialmente patogênico.
Pensamos
na síndrome neurótica de massa tão difundida na jovem geração: há ampla
evidência empírica de que as três facetas dessa síndrome – depressão, agressão,
dependência de drogas – são devidas ao que se chama em logoterapia “o vazio existencial”, um sentimento de
vacuidade e de falta de sentido.
Não
é necessário dizer que nem todo caso de depressão pode ser atribuído a um
sentimento de falta de sentido. Tampouco o suicídio – a que a depressão, às
vezes, leva a pessoa – sempre é resultado de um vazio existencial. Contudo,
mesmo que todo e qualquer caso de suicídio não tenha sido levado a cabo por
causa de um sentimento de falta de sentido, é bem possível que o impulso de
tirar a vida tivesse sido superado se a pessoa tivesse estado consciente de
algum sentido e propósito pelos quais valesse a pena viver.
Se,
portanto, uma forte percepção de sentido cumpre um papel decisivo na prevenção
do suicídio – como intervir nos casos em que há risco de suicídio? Quando
jovem, passei quatro anos como médico do maior hospital estatal da Áustria,
onde estava encarregado do pavilhão dos pacientes com depressão profunda. A
maior parte deles havia sido admita depois de uma tentativa


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