Filhos de Gaia (gata desaparecida desde março de 2007)
sábado, 25 de novembro de 2023
Ser Humano na Inteligência Artificial e Processo de Individuação (texto precisa de revisão)
Série Reflexões - Ser
Humano na era da I.A (Inteligência Artificial) e Processo de Individuação.
Em tempos de inteligência
artificial já passou da hora de se fazer uma reflexão sobre o ser humano. As
ciências humanas (psicologia, sociologia e antropologia especialmente) tem o
ser humano como objeto principal de estudo. O rápido avanço da tecnologia pode
trazer muitas comodidades mas também pode trazer sérios problemas a serem
evitados, se forem detectados a tempo. Este artigo vem também com a intenção de
refletir sobre o impacto do uso das máquinas no ser humano, tendo como
inquietação a dependência emocional que o uso de celulares e computadores está
gerando em nossas crianças, adolescentes e até mesmo em adultos. Partindo do
princípio que somos seres humanos e não máquinas, e como seres humanos somos
falhos e não nascemos prontos, mas não precisamos ser programados ou
manipulados para controle global e sim para o processo de individuação.
Venho observando já algum
tempo um fenômeno social que está me assustando. As máquinas estão ficando mais
inteligentes que os seres humanos com a Inteligência Artificial; ao passo que
os seres humanos estão pouco a pouco tornando-se inferiores, descendo cada vez
mais nas escalas animal, vegetal e mineral. Estamos nos desumanizando. Não cabe
mais pensar só no futuro, é preciso que se aprenda com o passado, que saibamos
viver com responsabilidade e consciência no presente pois o futuro já chegou,
estamos já em 2023 daqui há sete anos será 2.030. E que tipo de seres humanos
queremos ser agora? Tempo é o bem mais precioso que temos, não volta, não dá
para mudar o passado, o tempo é o presente e o futuro do presente.
“Não precisamos de máquinas,
mas sim de humanidade” já dizia Charles Chaplin há quase um século atrás quando
o cinema estava nos seus primeiros passos, mudo e tela branco e preto. O ritmo
acelerado das transformações tecnológicas aliado à lógica consumista-depredadora
de matéria-prima e do trabalho muitas vezes já mecanizado parece que está
prevalecendo sobre a humanidade.E agora estamos sendo governados por celulares
e máquinas e pouco a pouco perdendo nossa autonomia e certas características
essencialmente humanas.
Digo isto porque somos seres
humanos e não máquinas. Nós nascemos, as máquinas são fabricadas pelas mãos
humanas. Nós seres humanos nos tornamos autônomos aos poucos, nosso sistema
cerebral só fica completo aos 25 anos aproximadamente, temos o que os
neurocientistas chamam de plasticidade até esta idade justamente porque nosso
cérebro está em formação. Nossa autonomia, nosso auto-governo é uma conquista
que vai se dando ao longo do processo de individuação. Não é pronta!! Mas será
que estamos dando a devida atenção ao processo de individuação? Geralmente as
pessoas fazem confusão com o individualismo, mas o processo de individuação é
algo completamente diferente de individualismo que quer dizer só egoísmo, eu ,
eu, eu primeiro lugar e dane-se os outros.
Assistindo à entrevista da analista
Jungiana, Glória Lofti, dei-me conta de que o processo de individuação é bem
complexo https://www.youtube.com/watch?v=mNpio9w8n98&list=PLXRGn3hzLX3GDlVEBMLDJUlIsatwE1Hgp&index=231.
Trata-se acima de tudo de um processo de auto-realização em meio ao coletivo. “Feito
pelo ego mas coordenado pelo self.” Não entrarei em detalhes acerca da
estrutura da psique em termos jungianos, respeito minha ignorância ao tratar
deste tema especificamente. Mas pelo que entendi o “self extrapola o eu”, “é
cósmico”, “totalidade” Poderíamos conceber o ego como sendo a estrutura do eu ao
passo que o self se pergunta: Que posso fazer para contribuir com uma
finalidade coletiva, dar sentido às minhas ações.
Curioso pensar desse jeito, nossa
ancestralidade faz parte do processo de construção do nosso ego, mas é
interessante imaginar que nosso ego também pode estar a serviço de algo muito
maior que o extrapola. quando nos
perguntamos: O que vou fazer da vida? Que sentido posso dar a ela? E até mesmo
quem sou eu? Já estamos no caminho da individuação.
Segundo Glória Lofti, o self está
sempre enviando sinais e símbolos para a expansão da consciência do ego, mas
para isso é preciso humildade que o ego seja muito inflado para que perceba
esses momentos. Momentos de contemplação da natureza, observar o mar, o céu, os
animais podem nos indicar a nossa dimensão dentro de uma ordem cósmica muito
mais complexa e ainda desconhecida.
Se a ancestralidade (simboliza
ir à raiz, nossa árvore geneológica) é fundamental para o processo de
construção do ego, a humildade é condição vital para a entrada do self na
consciência. E assim pouco a pouco vamos tecendo nossas individualidades.
Vai muito além da dimensão
material!
Não somos máquinas, somos seres humanos complexos.
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Todo comentário e crítica construtiva é bem vinda. Destaco que não julgarei e respeitarei sua opinião, mesmo sendo diferente da minha.
Se soubesse, responderia...
Só sei q. sou uma tartaruga para assuntos tecnológicos. Sou apenas uma mortal, buscando nas pequenas coisas da vida a felicidade.
Sou aquela que aprendeu que a vida é uma verdadeira montanha russa, hoje vc pode estar lá em cima, mas amanhã bem pertinho do chão.
Enfim, procuro ser apenas mais uma sobrevivente neste mundo louco, buscando meu lugar ao sol.
Sou aquela que acredita que "enquanto houver vida há esperança".
Sou aquela que aprendeu que há pessoas que dão uma mão, mas tiram com a outra.
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