Colégio
Estadual Miguel Couto
Disciplina:
Sociologia
Ensino
Médio Regular – 2º Ano
Texto – Outras formas de Estratificação
Social
Vimos nos outros textos como os fundadores da Sociologia, Karl Marx e
Max Weber estratificaram as sociedades europeias do século XIX. Karl Marx
estratificada a sociedade em termos de propriedade e assim dividiu a sociedade
entre os proprietários [burguesia] e os não-proprietários [proletariado/
operário] , afirmando que a propriedade privada é a causa principal da
desigualdade econômica e social entre
as classes sociais e vai buscar demonstrar isso através do seu método de estudo
chamado Materialismo Histórico Dialético. Já Max Weber vai
levar em consideração outros critérios além do econômico [propriedade], tendo
em vista que seu método de estudo é a Sociologia
Compreensiva na qual busca entender os motivos pelos quais os homens agem
de determinada maneira, levando em conta inclusive a ação social mesmo que seja
de poucos indivíduos, assim para ele há três critérios básicos pelos quais
podemos classificar um indivíduo ou grupo social em determinada classe, são
eles: a) o econômico; b) o profissional e c) o político e chama atenção também
para a importância do status social na hora da classificação. Não podemos
esquecer no entanto que as sociedades passaram por inúmeras mudanças desde o
final do século XIX até o início deste século , XXI e diante desta complexidade
foi preciso que novos critérios ou indicadores sociais fossem criados, principalmente no
caso da sociedade brasileira.
É o que veremos daqui em diante.
Antes de entrarmos em contato com o IBGE , é importante conhecermos
alguns critérios de estratificação ainda não mencionados: racial e do gênero. Vejamos: Quando o
censo pergunta: Qual é a sua cor? É parda? É amarela? É negra? É branca? É
indígena? A pessoa ao responder determinada cor está se classificando dentro de
determinada raça, vale lembrar que quem se classifica é a pessoa entrevistada,
não o recenseador. O mesmo ocorre
quando perguntamos: Quantos negros há no Brasil? Quantos brancos há no Brasil?
Existe ou não mistura de raças no Brasil? O negro é maioria? O branco é
maioria? Enfim como podemos interpretar esta questão da raça no Brasil? Com
relação a estratificação de gênero o critério é o mesmo, lembrando que gênero é
uma invenção cultural ao passo que sexo segue um critério puramente biológico. Assim quando
estamos falando de gênero estamos nos referindo [a orientação sexual – LGBT+] ,
ou seja é apresentado à pessoa essas categorias culturais de acordo com a sua
orientação sexual e a pessoa se coloca em uma delas; bem diferente da pergunta:
Qual é o sexo? [sexo de nascimento].
Para além destes dois critérios mencionados anteriormente podemos fazer
o seguinte: elaborar um questionário, entrevistar as pessoas e em seguida fazer
uma análise dos dados coletados.
Neste questionário poderíamos fazer perguntas relacionadas a vários critérios
de classificação/ estratificação social. Como por exemplo:
Questões do Questionário Piloto
1ª) O indivíduo trabalha? – Sim Não
2ª) Qual é a sua atividade econômica? Ou
qual é a sua profissão? [dimensão profissional]
3ª) Quanto você ganha? [dimensão econômica]
4ª) Sua atividade tem algum poder na
sociedade [capacidade de mando, status] – [dimensão política]
5ª) Qual é o seu sexo? - masculino
feminino
6ª) Qual é o seu gênero? Hétero LGBT+
7ª) Qual é a sua cor? [dimensão racial]
8ª) Estado civil?
9ª) Nível de escolaridade?
outros...
10ª) Qual é a renda familiar?
Ao perguntarmos a ocupação e a renda da pessoa automaticamente estamos
classificando ela em determinada camada social, ou classe social [dimensão
econômica, na qual fica mais claro a desigualdade, lembrando que o critério
educação também é considerado].
Desta maneira se priorizarmos a dimensão
econômica, podemos classificar a sociedade brasileira nas seguintes classes sociais:
*Classe social A – renda mensal = de 15
salários mínimos [s/m]
*Classe social B – renda mensal = de 05 a
15 s/m
*Classe social C – renda mensal = de 03 a
05 s/m
*Classe social D – renda mensal = de 01 a
03 s/m
*Classe social E – renda mensal = até 1
s/m
**Pobreza Absoluta = quem vive com até
menos de 1 dólar por dia.
Resumindo, classe
social é quando um grupo social apresenta a mesma renda e tem mais ou menos o
mesmo estilo de vida. Vale lembrar que
outros critérios também deve ser levados em consideração.
Observações Importantes:
1)Uma outra maneira de classificarmos o
indivíduo ou o grupo social em determinada classe é através do consumo
[capacidade de consumo], quer seja de comida, de aparelhos celulares, carro,
etc.
2)Ao classificarmos as pessoas e agrupá-las
sob a forma de classe social automaticamente estamos estratificando,
dividindo-as em diferentes camadas sociais. Quando observamos que há diferenças
enormes entre as classes sociais, ou quando as diferenças tomam proporções
assustadoras temos as desigualdades sociais e econômicas.
3)Apesar do sistema capitalista gerar
desigualdades e econômicas, somente em sociedades de classes há chances de
mobilidade social, mudança de classe social.
4) Desigualdade Social – podemos dizer que
está mais relacionada à dificuldade de acesso à educação, saúde, previdência,
trabalho, saneamento básico, alimentação, infraestrutura de um modo geral. Neste caso, o indivíduo o grupo social
desta classe social muitas vezes não consegue fazer valer os seus direitos.
5) Desigualdade Econômica - refere-se mais à renda [ao salário], está
diretamente ligada à dimensão profissional
e reflete também no poder aquisitivo [“capacidade de consumo”].
Texto
– Síntese de Indicadores Sociais
O que é
Fonte: https://www.ibge.gov.br/estatisticas-novoportal/sociais/trabalho/9221-sintese-de-indicadores-sociais.html?=&t=o-que-e
Analisa a qualidade de vida e os níveis de
bem-estar das pessoas, famílias e grupos populacionais, a efetivação de
direitos humanos e sociais, bem como o acesso a diferentes serviços, bens e
oportunidades, por meio de indicadores que visam contemplar a heterogeneidade
da sociedade brasileira sob a perspectiva das
desigualdades sociais.
A Síntese de Indicadores Sociais teve
início em 1998. Sua origem
remonta à publicação Indicadores sociais:
relatório 1979, também do IBGE, que, rompendo com a hegemonia de
indicadores econômicos para estes fins, em especial o Produto Interno Bruto –
PIB, avançou na proposição de um novo escopo de avaliação das condições de vida da população, contemplando,
à época, questões relacionadas a População e famílias, Divisão do trabalho,
Mobilidade ocupacional da força de trabalho, Distribuição de renda, Despesa
familiar, Habitação, Educação e Saúde. Até a edição de 2016, a Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílios – PNAD constituiu a sua principal fonte de
informação, complementada com outras estatísticas, tanto do IBGE como de fontes
externas. Com o
encerramento da PNAD e sua substituição pela Pesquisa Nacional de Domicílios
Contínua – PNAD Contínua, esta passou a ser principal fonte de informação do
estudo, somando-se a ela, da mesma forma, outras estatísticas internas e
externas.
Ao longo de sua existência, o estudo tem
procurado abarcar uma série de informações essenciais para o mapeamento das
desigualdades e seus efeitos sobre a realidade social brasileira, com vistas
não só à incorporação de assuntos atuais e relevantes para as políticas
públicas, como também ao aprofundamento das análises a partir do eixo das
desigualdades de gênero, cor ou raça e grupos de idade.
A periodicidade do estudo é anual, exceto
nos anos de realização do Censo Demográfico. Sua abrangência geográfica é nacional,
com resultados divulgados para Brasil, Grandes Regiões, Unidades da Federação,
Regiões Metropolitanas e Municípios das Capitais.
https://educa.ibge.gov.br/professores/educa-atividades/17677-trabalhando-com-o-conceito-de-renda-domiciliar-per-capita.html
https://educa.ibge.gov.br/professores/educa-atividades/17683-conhecendo-a-populacao-de-minha-cidade.html
https://cidades.ibge.gov.br/
https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rj/panorama*
*Dados Educação
1)Matrículas no ensino fundamental [2017]
- 2.019.459 matrículas
2)Matrículas no ensino médio [2017] - 573.300 matrículas
3)Docentes no ensino fundamental [2015] -
120.913 docentes
4)Docentes no ensino médio [2017] - 45.483 docentes
5)Número de estabelecimentos de ensino
fundamental [2017] - 7.680 escolas
6)Número de estabelecimentos de ensino
médio [2017] - 2.269 escolas
"A
valorização do salário mínimo transformou o mercado de trabalho", afirma
Lilian Marques
Lilian Marques, assessora técnica do Departamento Intersindical de
Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese)
última
modificação 22/12/2017 15h14 Reprodução/Portal Brasil
http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2016/04/ganho-real-de-77-do-salario-minimo-melhorou-a-vida-de-48-milhoes-de-pessoas
rever esta matéria de jornal com calma
qual é a metodologia de pesquisa usada por
este instituto