Filhos de Gaia (gata desaparecida desde março de 2007)

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quarta-feira, 6 de julho de 2022

Viajando na Filosofia 3

 

Colégio Estadual Miguel Couto

Disciplina: Filosofia [2º Ano - E.M. Regular]

Profa – Djane Bouças

 

Texto:  Capítulo - DEMÓCRITO

...o brinquedo mais genial do mundo...

Livro, O Mundo de Sofia

 

Páginas 57, 58, 59 e 60 – A TEORIA ATÔMICA

 

     Que bom poder falar com você novamente, Sofia! Hoje vou lhe contar  sobre o último grande filósofo da natureza. Ele se chamava  Demócrito  [c.460-370 a.C.] e era natural da cidade portuária de Abdera, na costa norte do mar Egeu. Se você conseguiu responder à pergunta sobre as peças de Lego, certamente não terá dificuldade para entender o projeto deste filósofo.

 

     Demócrito concordava com seus antecessores num ponto: as transformações que se podiam observar na natureza não significavam que algo realmente  “se transformava”. Ele presumiu, então, que todas as coisas eram constituídas por uma infinidade de pedrinhas minúsculas, invisíveis, cada uma delas sendo eterna e imutável. A estas unidades mínimas Demócrito deu o nome de  átomos.

 

     A palavra “átomo” significa  “indivisível”. Para Demócrito era muito importante estabelecer que as unidades constituintes de todas as coisas não podiam ser divididas em unidades ainda menores. Isto porque se os átomos também fossem passíveis de desintegração e pudessem ser divididos em unidades ainda menores, a natureza acabaria por  se diluir totalmente. Como uma sopa que vai ficando cada vez mais rala.

 

     Além disso, as “pedrinhas” constituintes da natureza tinham que ser eternas, pois nada pode surgir do nada. Neste ponto, Demócrito concordava com Parmênides e com os eleatas[1]. Para ele, os  átomos eram unidades firmes e sólidas. Só não podiam ser iguais, pois se todos os átomos fossem iguais não haveria explicação para o fato de eles se combinarem, para formar de papoulas a oliveiras, do pelo de um bode ao cabelo humano.

 

     Demócrito achava que existia na natureza uma infinidade de átomos diferentes: alguns arredondados e lisos, outros irregulares e retorcidos. E precisamente porque suas formas eram tão irregulares é que eles podiam ser combinados para dar origem a corpos os mais diversos. Independentemente, porém, do número de átomos e de sua diversidade, todos eles seriam eternos, imutáveis e indivisíveis.

 

     Se um corpo – por exemplo, de uma árvore ou de um animal – morre e se decompõe, seus átomos se espalham e podem ser reaproveitados para dar origem a outros corpos. Pois se é verdade que os átomos se movimentam no espaço, também é verdade que eles possuem diferentes            “ganchos”  e   “engates” e podem ser novamente reaproveitados na composição de outras coisas que vemos ao nosso redor.

 

     E agora acho que você não tem mais dúvida sobre o que eu queria dizer com as peças de Lego, não é? Elas possuem aproximadamente todas as características que Demócrito descreveu para os átomos. E é exatamente por isso que se prestam tão bem à construção de qualquer coisa. Em primeiro lugar,  são indivisíveis. Em segundo, diferem entre si na forma e no tamanho, são compactas e impermeáveis. Além disso, as peças de Lego possuem ganchos e engates, por assim dizer, o que permite que sejam combinadas na construção de todo tipo de figura. Tais ligações podem ser desfeitas para que as mesmas peças possam ser reaproveitadas na construção de novos objetos.

 

     Justamente por possibilitarem seu reaproveitamento é que as peças Lego se tornaram tão populares. A mesma peça de Lego pode servir hoje para a construção de um carro, amanhã para  um castelo. Ainda por  partcima, podemos dizer que são “eternas”. As crianças de hoje podem brincar com as mesmas pedras que fizeram a diversão de seus pais quando eles ainda eram crianças.

 

   

     É claro que também podemos construir objetos de barro. Mas o barro nem sempre pode ser reaproveitado, pois se desfaz em partes cada vez menores, até se reduzir a  . E estas minúsculas partículas de argila não podem ser reunidas para formar novos objetos.

 

     Hoje em dia  podemos dizer que a teoria atômica de Demócrito estava quase perfeita. De fato, a natureza é composta de diferentes átomos, que se ligam a outros para depois se separarem novamente. Um átomo de hidrogênio presente numa célula da pontinha do meu nariz pode ter pertencido à tromba de um elefantes. Um átomo de carbono que está hoje no músculo do meu coração provavelmente esteve um dia na cauda de um dinossauro.

 

     Hoje em dia, porém, a ciência descobriu que os átomos podem ser divididos em partículas ainda menores, as  “partículas elementares”. São elas os prótons, nêutrons e elétrons. E talvez estas partículas também possam ser divididas em outras, menores ainda. Mas os físicos são unânimes em achar que em alguma parte deve haver um limite para esta divisão. Deve haver as chamadas  partículas mínimas, a partir das quais toda a natureza se constrói.

 

     Demócrito não teve acesso aos aparelhos eletrônicos de nossa época. Na verdade, sua única ferramenta foi a sua razão. Mas a razão não lhe deixou escolha. Se aceitamos que nada pode se transformar, que nada surge do nada e que nada desaparece, então a  natureza simplesmente tem  de ser composta por pecinhas minúsculas, que se combinam e depois se separam.

 

      Demócrito não acreditava numa “força” ou numa “inteligência” que pudessem intervir nos processos naturais. As únicas coisas que existem são os átomos e o vácuo, dizia ele. E como ele só acreditava no “material”, nós o chamamos de materialista.

 

     Por detrás do movimento dos átomos, portanto, não havia determinada “intenção”. Mas isto não significa que tudo o que acontece é um “acaso”, pois tudo é regido pelas inalteráveis leis da natureza. Demócrito acreditava que tudo o que acontece tem uma causa natural; uma causa que é inerente à própria  coisa. Conta-se que ele teria dito que preferiria descobrir uma lei natural a se tornar rei da Pérsia[2].

 

     Para Demócrito, a teoria atômica explicava também nossas  percepções sensoriais. Quando percebemos alguma coisa, isto se deve ao movimento dos átomos no espaço. Quando vejo a Lua, isto acontece porque os “átomos da Lua” tocam os meus olhos.

 

     Mas o que acontece com a  consciência? Está aí uma coisa que não pode ser composta de átomos, quer dizer, de “coisas” materiais, certo? Errado. Demócrito acreditava que a alma era composta por alguns átomos particularmente arredondados e lisos, os  “átomos da alma”. Quando uma pessoa morre, os átomos de sua alma espalham-se para todas as direções e podem se agregar a outra alma, no momento mesmo em que esta é formada.

 

     Isto significa que o homem não possui uma alma imortal. E este  é um pensamento compartilhado por muitas pessoas em nossos dias. Como Demócrito, elas acreditam que a alma está intimamente relacionada ao cérebro e que não podemos possuir qualquer forma de consciência quando o cérebro deixa de funcionar e degenera.

 

     Com sua teoria atômica, Demócrito coloca um ponto final, pelo menos temporariamente, na filosofia natural grega. Ele concorda com Heráclito em que tudo “flui” na natureza, pois as formas vão e vêm. Por detrás de tudo o que flui, porém há algo de eterno e de imutável, que não flui. A isto ele dá o nome de átomo.

 

Enquanto lia, Sofia olhava constantemente pela janela para ver se o misterioso escritor daquelas páginas aparecia para colocar outra carta na caixa de correio. Agora,  terminada a leitura, Sofia tinha os  olhos fixos em algum ponto da rua, mergulhada em pensamentos.

 

Ela achou o raciocínio de Demócrito ao mesmo tempo muito simples e incrivelmente engenhoso. Ele tinha encontrado a solução para os problemas do  “elemento básico” e das  “transformações”. Esta questão era tão complicada que os filósofos tinham levado gerações quebrando a cabeça com ela. No fim, Demócrito resolveu todo o problema, usando para isto apenas a sua razão.

 

Sofia quase não conseguiu conter um sorriso. Tinha  que ser verdade que a natureza era composta de partículas minúsculas que nunca se modificavam. Ao mesmo tempo, Heráclito também tinha razão ao dizer que todas as formas da natureza “fluem”. Isto porque todos os homens e todos os bichos morrem, e até mesmo uma montanha vai se desintegrando aos poucos. O importante, porém, é que até esta montanha é composta de minúsculas partes, indivisíveis, que nunca se desintegram.

 

Ao mesmo tempo, Demócrito colocou ainda outras questões para a reflexão. Por exemplo, ao dizer que tudo acontece mecanicamente. Ao contrário de Empédocles e Anaxágoras, ele não acreditava na interferência de forças espirituais sobre a vida. Além disso, Demócrito não acreditava que o homem possuía uma alma imortal.

 

Será que ela, Sofia, podia realmente dizer que Demócrito tinha razão?

 

Isto ela não sabia. Mas ela estava só no começo de seu curso de filosofia

 

 

INFORMAÇÕES IMPORTANTES: Significados – O QUE É? Estimulando a curiosidade

 

1)Química – [substantivo feminino] ciência que estuda a estrutura das substâncias correlacionando-a com as propriedades macroscópicas e investiga as transformações destas substâncias // Química orgânica – parte da química que estuda os compostos que contém carbono. – Mini Dicionário Aurélio, p 673

 

2) Físico – [adjetivo] 1. Relativo à física ou às leis da natureza; [substantivo masculino] 2. As qualidades exteriores e materiais do homem.  3. Compleição [1].  4. Especialista em física. – Mini Dicionário Aurélio, p 408

 

3) Fisicoquímica – [substantivo feminino] Ciência que emprega métodos e informações da física e da química para investigar as propriedades de sistemas, relacionando-as a sua estrutura e constituição [Pl.: físico-químicas] – MD Aurélio, p 408

 

4) Inorgânico – [adjetivo] 1. Que não tem órgãos; não orgânico.  2. Sem vida. - M.D. Aurélio – p480

 

5) Orgânico – [adjetivo] 1. Relativo a órgão, organização ou a seres organizados.  2. Relativo a, ou próprio do organismo [2].   3. Relativo a, ou próprio da química orgânica     4. Relativo a, ou derivado de organismos vivos.  5. Relativo à agricultura e pecuário que não usam pesticidas e fertilizantes sintéticos.  6. Fig. Que é natural ou inato, ou profundamente arraigado, e não planejado ou imposto do exterior. - M.D. Aurélio – p 596

 

 

6)Substância – [substantivo feminino] 1. A parte real ou essencial de algo; 2. A natureza dum corpo; matéria ; 3. O que é necessário à permanência material de uma coisa;  4. O que é necessário à vida : substância;  5. Qualquer matéria caracterizada por suas propriedades específicas. – Mini Dicionário Aurélio, p 753

 

7)Macroscópicas – [adjetivo] 1. Diz-se de observação feita a olho nu; / visível a olho nu. – M.D.Aurélio; pg 528

 

8)Elemento – [substantivo masculino] 1. Aquilo que entra na composição de alguma coisa. ; 2. Cada parte de um todo.; 3. Ambiente, meio. ; 4.Aquilo que permite formar um raciocínio, uma hipótese, etc; dado.  5. Quím. Substância que não pode ser decomposta, mediante os processos químicos  ordinários, em outras substâncias mais simples; substância constituída por átomos com a mesma carga nuclear.

 

9) Molécula –[substantivo feminino] Fís-Quí. A menor porção duma substância capaz de existência independente sem perder suas propriedades químicas. - M.D. Aurélio pág 561

 

10) Átomo – [substantivo masculino] Fís-Quim. Sistema energeticamente estável, formado por um núcleo positivo que contém nêutrons e prótons, e cercado de elétrons; a menor quantidade duma substância elementar que tem as propriedades químicas de um elemento.

 

 Atividade Avaliativa neste texto : Destacar as principais partes do texto

 

 

Principais pontos [questões] do texto – continuação texto Héraclito e Parmênides: -

*Demócrito também está interessado no problema da transformação  colocado anteriormente por Heráclito e Parmênides.  Se para Heráclito as coisas [a natureza] vive em constante transformação e tem como característica a contínua interação entre os opostos [claro, escuro/ dia e noite por exemplo] e nada dura para sempre; Parmênides ao usar sua razão afirma que “nada pode surgir do nada” e que não podemos confiar nos sentidos somente na razão, e para ele uma coisa não poderia se transformar em outra diferente, pois tudo “que existe sempre existiu”.

 

*Resposta de Demócrito para o problema da transformação – o átomo era a origem de tudo. As coisas eram formadas por átomos, que são partículas invisíveis e indivisíveis, cada uma delas eterna e imutável

 

*Demócrito acreditava que os átomos se movimentavam no espaço e  tinham formas , tamanhos diferentes e que justamente por isso eles poderiam combinar-se  e dar origem a novos e diferentes corpos, assim como serem reaproveitados.

 

*Teoria Atômica de Demócrito é quase perfeita, pois de fato a natureza é composta por diferentes átomos, que se ligam a outros para depois se separarem novamente.  Pois bem , “se ligam”, poderíamos deduzir que estamos falando de ligações químicas [Química – uma das ciências da natureza

 

*O Materialismo em Demócrito

 

 



[1] Eleatas – referência  aos filósofos pré-socráticos que viveram na colônia grega de Eleia ao Sul da Itália. Também conhecidos por filósofos da natureza.

[2] Pérsia – apogeu do império persa [522-486 a.C.] ia do Egito até o atual Paquistão, e a partir do século  V .a.C. por causa das guerras contra as cidades gregas, o Império Persa começou a cair. – Fonte: Manual Compacto de História; Capítulo 2 A Pré História, Persas ; páginas 39 e 40.

Viajando na Filosofia 2

 

Este Plano de Estudos tem duas partes, a primeira refere-se às sinopses das aulas e a segunda às questões para responder. Alunos que tiveram nota acima 3,0 farão as questões de 1 a 9 , já os alunos que ficaram com nota baixa farão todas as questões.

 

PARTE 1

 

Aula 1

 

Razão e Sensibilidade, ou dito de outras maneiras: Razão versus Sentimentos (sentidos, emoção) ou Racional versus passional e emoção. Há na Filosofia todo um debate sobre a origem e processo do conhecimento que começa inclusive lá atrás com os Pré-Socráticos, os quais indagavam se podíamos confiar nos sentidos (tato, paladar, audição, olfato e visão principalmente) ou na razão como fonte de explicação para os fenômenos naturais.  Este debate continua séculos depois.

 

Como em qualquer debate é importante que tenhamos noção dos significados ou conceitos das palavras e expressões. Sendo assim fazer perguntas como: a) O que é razão? ; b) O que se entende por pensamento racional (Racionalismo) na filosofia moderna? ; c) O que significa ser uma pessoa racional , fazem parte do processo de elaboração do conceito de razão.

 

Segundo o Mini Dicionário Aurelio há vários significados para a palavra “razão”:

1) Substantitvo feminino – Faculdade de avaliar, julgar, ponderar ideias universais, raciocínio, juízo;

2) Faculdade de estabelecer relações lógicas de raciocínio, raciocínio, inteligência. Na lógica há dois processos de pensamento: o pensamento dedutivo e o pensamento indutivo;

3) Bom senso, prudência;

4) Direito natural; o princípio ou capacidade de conduta moral;

5) Causa , motivo;

6) Relação quantitativa entre grandezas da mesma espécie.

 

 

Aula 2

 

Há dois tipos de pensamento básicos: o concreto e o abstrato. O pensamento concreto está ligado ao mundo dos sentidos; ao passo que o pensamento abstrato está diretamente ligado/ relacionado à razão e à lógica. Quando lemos ou ouvimos falar em ideias universais como paz, igualdade, liberdade, direitos humanos estamos no plano do mundo das ideias, no pensamento abstrato.  O que significa dizer que estas ideias são conceitos elaborados mas sua realização, ou melhor, como tais ideias serão postas em prática depende de muitas variáveis. Só para ilustrar você pode compreender a ideia de igualdade e de liberdade de diferentes maneiras, tanto que é preciso perguntarmos: Igualdade em que sentido? De gênero? Econômica? ; o mesmo vale para a liberdade, liberdade de quê: ir e vir? De pensamento? É por isso que o pensamento abstrato, racional, tem na lógica como uma de suas funções buscar a verdade e reger as leis do pensamento.

Aula 3

 

O que é lógica? A palavra lógica vem do grego “logos” que significa palavra e razão (raciocínio). Há outros significados para a palavra lógica como: 1) coerência de raciocínios e ou ideias; 2) modo de raciocinar de alguém ou de um grupo; 3) sequência coerente e regular necessária aos acontecimentos, às coisas; exemplo: por quê chove. E o que é raciocínio? Raciocínio é o ato pelo qual a mente adquiri um novo conhecimento. E o que é ato? Há vários significados para a palavra ato, temos os seguintes: 1) aquilo que se fez, feito ; 2) o que se está fazendo, ação ; 3) comportamento; 4) cerimonia , solenidade; outros.

 

Mas afinal de contas quais são as funções da lógica?  A principal delas é buscar a verdade e reger as leis do pensamento.  E a lógica ela tem como objetivo  estudar o raciocínio e o argumento. Aristóteles, na Grécia Antiga, já dizia que se o homem pode ser considerado um ser racional isso se deve ao uso da linguagem verbal (palavra), fundamental para a construção do argumento. Por exemplo, vejamos o pensamento dedutivo ou um exemplo de silogismo: “Todo homem é mortal. Sócrates é mortal.”

 

Enfatizando. Vale lembrar que argumentar é um ato racional, pois depende do uso da linguagem verbal e é preciso que esta siga uma sequência lógica. E para Aristóteles o homem é um animal racional pois depende do uso linguagem verbal e não-verbal para criar símbolos. Como por exemplo  as operações matemáticas: x ; : ; + ; - . Destaca-se também que a lógica apresenta dois tipos de pensamento e de raciocínio: o indutivo e o dedutivo. O raciocínio indutivo parte do particular para o geral. Ao passo que o dedutivo parte do geral para o particular. Como exemplo de raciocínio dedutivo temos: Todo homem é um animal racional. Sócrates é um animal racional.

 

 

Aula 4 – revisão para o simulado

 

Abordando brevemente o método científico, convém alertar que apesar das diferenças de objeto de estudo entre as Ciências Humanas , Ciências Exatas/Naturais o ponto de partida de ambos os métodos é a observação constante.  

 

Foi no século XVII (17) com Descartes que a corrente de pensamento chamada racionalismo busca aplicar o método matemático à reflexão filosófica. E só com a razão se podia chegar ao conhecimento seguro, pois para René Descartes só a razão era confiável os sentidos não.

 

“Segundo o filósofo, se algo se mostra minimamente dubitável, então deve ser excluído e considerado como não verdadeiro. É isso que ele chama de dúvida metódica: um modo diferente de duvidar, que não consiste no ato comumente exercido pelas pessoas quando estão diante de algo duvidoso. Em função da impossibilidade de saber quais de seus conhecimentos adquiridos desde a infância são verdadeiros ou falsos, Descartes decidiu colocar todos eles em dúvida para começar do zero uma busca do verdadeiro.

 

Mas como isso não deve ser feito sem um instrumento seguro e confiável para distinguir o certo do duvidoso, Descartes criou o método cartesiano, um caminho seguro a se seguir, pautado nos seguintes procedimentos:

 

1. Nunca aceitar como verdadeiro algo de que fosse possível duvidar.

2. Dividir os problemas em problemas menores, que sejam mais fáceis de resolver. Desse modo, a solução é encontrada em partes. É o que chamamos análise (palavra de origem grega, que significa por meio da divisão). Baseia-se no método matemático de resolução de equações.

3. Conduzir o pensamento de forma ordenada, indo sempre do mais simples para o mais complexo.

4. Revisar a produção do conhecimento em cada etapa, de modo a nada esquecer ou deixar de lado.

 

Esse método, baseado na matemática, concebe a ciência como um conhecimento racional e demonstrativo, ou seja, produzido exclusivamente com o uso do pensamento e de seus instrumentos lógicos, os raciocínio, e , por isso mesmo, possível de ser demonstrado, assim como conseguimos demonstrar o resultado de uma equação matemática.

 

Quando falamos em conhecimento, há sempre dois polos envolvidos: o sujeito do conhecimento, um ser que pensa e observa o mundo, produzindo ideias sobre ele; e o objeto, a coisa que é pensada pelo sujeito, a matéria do conhecimento. No método cartesiano, a posição do sujeito que conhece é mais importante que a do objeto que é conhecido, pois a verdade é uma criação do sujeito. (*)

 

PARTE 2 – Questões para responder

Obs:

Alunos que tiveram nota baixa no simulado terão que fazer todas as questões.

Alunos que tiveram nota boa farão as questões 1 a 9

 

Aulas 1, 2 e 3

1ª) O que é razão?

2ª) O que é pensamento concreto?

3ª) O que é pensamento abstrato?

4ª) Qual a relação entre o pensamento abstrato e a lógica?

5ª) O que é lógica? E quais as suas funções e objetivos?

6ª) O que é raciocínio?

7ª) O que Aristóteles quis dizer ao afirmar que o “homem é um ser racional”?

8ª) Por que podemos dizer que argumentar é um ato racional?

9ª) Há na lógica dois tipos de raciocínios /ou pensamento: o dedutivo e o indutivo. Explique cada um deles e cite um exemplo para cada.

 

Aula 4

1ª) O que é racionalismo?

2ª) O racionalismo está em oposição a quê?

3ª) Quem foi René Descartes?

 

4ª) Para Descartes se algo logo de cara se mostra duvidoso ele já não pode ser considerado como não verdadeiro. Em outras palavras: se há dúvida em algo esse algo já não pode ser verdadeiro.

Faça uma reflexão e escreva 3 linhas sobre esse problema. Ou melhor sobre a “dúvida metódica” de Descartes.

 

5ª) Para Descartes como é impossível saber se os conhecimentos adquiridos na infância são verdadeiros ou não , ele resolveu partir do zero e colocar todos em dúvidas. Então ele criou seu método (método cartesiano), que dentre os 4 procedimentos, destaca-se o 4: “Revisar a produção de conhecimento em cada etapa, de modo nada esquecer ou deixar de lado.”

Pergunto a você:

Estudei para a prova, agora vou  fazer uma revisão, ao termina-la se eu perguntar a mim mesma : será que esqueci algo, o que estudei é não verdadeiro?

Faça uma reflexão sobre procedimento e escreva um comentário de 3 a 4 linhas.

 

 

PARTE 3 – Ponto Extra

6ª) Escreva o que entendeu sobre a seguinte frase:  “No método cartesiano, a posição do sujeito que conhece é mais importante que a do objeto que é conhecido, pois a verdade é uma criação do sujeito.”

 

 

 

 

Gabarito

Parte 2 – aulas 1,2 e3

1ª) – Faculdade de avaliar, julgar, ponderar ideias universais, raciocínio, juízo; Faculdade de estabelecer relações lógicas de raciocínio, raciocínio, inteligência. Na lógica há dois processos de pensamento: o pensamento dedutivo e o pensamento indutivo;

2ª) O pensamento concreto está ligado ao mundo dos sentidos

3º) ao passo que o pensamento abstrato está diretamente ligado/ relacionado à razão e à lógica.

4ª) Há outros significados para a palavra lógica como: 1) coerência de raciocínios e ou ideias; 2) modo de raciocinar de alguém ou de um grupo; 3) sequência coerente e regular necessária aos acontecimentos, às coisas; exemplo: por quê chove. E o que é raciocínio? Raciocínio é o ato pelo qual a mente adquiri um novo conhecimento

5ª) Mas afinal de contas quais são as funções da lógica?  A principal delas é buscar a verdade e reger as leis do pensamento.  E a lógica ela tem como objetivo  estudar o raciocínio e o argumento. Aristóteles, na Grécia Antiga, já dizia que se o homem pode ser considerado um ser racional isso se deve ao uso da linguagem verbal (palavra), fundamental para a construção do argumento. Por exemplo, vejamos o pensamento dedutivo ou um exemplo de silogismo: “Todo homem é mortal. Sócrates é mortal.”

6ª)=5ª

7ª) Vale lembrar que argumentar é um ato racional, pois depende do uso da linguagem verbal e é preciso que esta siga uma sequência lógica. E para Aristóteles o homem é um animal racional pois depende do uso linguagem verbal e não-verbal para criar símbolos

8ª) aberta – nível de reflexão mais argumentação

9ª) Destaca-se também que a lógica apresenta dois tipos de pensamento e de raciocínio: o indutivo e o dedutivo. O raciocínio indutivo parte do particular para o geral. Ao passo que o dedutivo parte do geral para o particular. Como exemplo de raciocínio dedutivo temos: Todo homem é um animal racional. Sócrates é um animal racional

Parte 2 – Aula 4

1ª) 2ª) Destaca-se também que a lógica apresenta dois tipos de pensamento e de raciocínio: o indutivo e o dedutivo. O raciocínio indutivo parte do particular para o geral. Ao passo que o dedutivo parte do geral para o particular. Como exemplo de raciocínio dedutivo temos: Todo homem é um animal racional. Sócrates é um animal racional

 

4ª) em aberto e 5ª) – objetivo provocar alunos, ver nível de reflexão e argumentação

Viajando na Filosofia 1

 

Aula 25.04.2012 – Filosofia- Eja fase 3

 

Aula 11 – 25.4.2012 – fase 3 eja – AULA DA FILOSOFIA

 

Prova de recuperação de sociologia

Prova de recuperação de filosofia

 

Texto

Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.

 

Escolas que são gaiolas  existem para os pássaros que desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixam ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.

 

Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.

 

1)O que o autor quis dizer a com “Escolas que é asas”

2)O que o autor quis dizer com “Escolas que é gaiola”?

Pássaros = alunos e alunas

 

Temas para reflexão:

1)Controle social

2)Escola como lugar de conhecimento

3)O que significa conhecimento?

4)Por onde começa o conhecimento? -  “Só sei que nada sei” Sócrates.

5)O que é conhecer?

6)O que vocês aprenderam aqui vai ser útil para a vida de vocês?

 

CONHECIMENTO – ARISTÓTELES

Aristóteles, 384 a.C; filósofo grego – “Não há nada na nossa inteligência que não tenha passado pelos sentido.”

A questão é: Como podemos conhecer a realidade à nossa volta?

Um bebê conhece não conhece a realidade à sua volta?

Os 5 sentidos: tato, visão, audição, olfato  e paladar – (percepção)

 

A escola é o único lugar de conhecimento?

A realidade já um conhecimento. A realidade tem vida ou é morta? A natureza é viva ou morta?

 

*comentar sobre a importância da percepção

Percepção no dicionário – perceber – 1.Adquirir conhecimento de, pelos sentidos; 2 compreender; 3. Dar-se conta de; atentar; reparar; 5. Ver bem; 6. Ver ao longe

 

*Controle

 

*Liberdade e a questão da igualdade

 

Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar. (Carlos Drummond de Andrade)

 

*Reflexão – Escola como lugar de conhecimento – visão – e a realidade da escola

Pergunto:

*Se  a escola é um lugar de conhecimento então porque os professores são tão desvalorizados?

*O que significa conhecimento? Por onde começa o conhecimento? O que é conhecer?

*O que vocês aprenderam aqui vai ser útil para a vida de vocês?

 

Aristóteles 384 a.C; filósofo grego:

“Não há nada na nossa inteligência que não tenha passado pelos sentidos.”

A questão é: Como podemos conhecer a realidade à nossa volta?

Um bebê não conhece a realidade à sua volta?

 

Sentidos: Tato, audição, paladar, visão, olfato

 

*Busca-se uma educação formal – um tipo de conhecimento que não é o único.

 

>aula passada para o computador no dia 24.05.2017

 

Conceitos Sociológicos 2

 

Breve Revisão Processos Sociais em cima das experiências de vocês:

 

1)Processos sociais podem ser Associativos e Dissociativos

1.1) Processos sociais Associativos

a)Cooperação – quando os membros se juntam em grupo em torno de um mesmo objetivo. Há um consenso em torno dos valores, crenças e normas coletivas. Temos a cooperação temporária e a contínua.

-cooperação temporária = quando surge em grupo social formas de coesão e de ajuda mútua. Obs: o mutirão é uma cooperação temporária direta.

- cooperação contínua = quando há uma certa estabilidade nas formas de ação cooperativa.

 

Atenção !!! Nem sempre na cooperação há consenso. “A cooperação existe quando há uma troca satisfatória para ambas as partes.” Ou seja quando o resultado da troca beneficia ambos os lados.

Obs: “Nunca devemos confiar em ninguém, nem mesmo em pessoas da própria família.” – Ariana

 

a.1)Obs importante Cooperação (Solidariedade)

Durkheim já falava da importância da solidariedade para manter a estabilidade (coesão) da vida social.

Exs:

1)quando a pessoa consegue se realizar no casamento.

2)importância da família nos momentos de dor – solidariedade

3)na família nem sempre temos uma cooperação

4)vizinhança – pode ser solidária quando precisamos de ajuda

 

b) Acomodação = é o processo social em que grupos sociais mesmo tendo crenças, valores e comportamentos diferentes convivem pacificamente, visando evitar o conflito. “Não há mudança e pensamentos, sentimentos e atitudes. As mudanças são apenas exteriores. “Como se jogássemos “para a plateia”. Indivíduos e grupos se ajustam à sociedade, internamente nada mudou.

*quando a pessoa demora para tomar a decisão de se mudar

*a questão da gravidez fora de hora é interessante – porque o processo foi inverso, - a pessoa internamente mudou mas teve que segurar a onde para evitar o conflito.

*família – quando há pessoas que ficam quietas para evitar conflitos

Obs: “Nunca devemos confiar em ninguém, nem mesmo em pessoas da própria família.”- Ariana

 

c) Assimilação = é o processo social onde os indivíduos e grupos trocam suas bagagens culturais, ocorre uma mudança interna (sentimentos) , a qual faz com que indivíduos e grupos acabem mudando suas atitudes e comportamentos. Neste processo, as mudanças envolvem mudanças na maneira de pensar, sentir e agir.

Ex:

Imigrantes japoneses.

- a questão do casamento antigamente e o casamento atual – a importância de escutarmos as gerações anteriores

- a questão da realização profissional da  mulher atual

- a questão da separação podemos dizer que nasceu dos processos sociais de cooperação e assimilação-obs 06.05.2017 – rever esses casos, é necessário incluir nesses como o marxismo cultural influenciou

- a questão da dor.

 

 

1.2)Processos Sociais Dissociativos

a) Competição:

Exs: jogos olímpicos. A disputa por uma vaga na faculdade. Neste processo há regras claras e ocorre quando todos os membros ou grupos buscam alcançar um objetivo que pode ser atingido por todos.

Uma competição pode ser pacífica, consciente e impessoal.

 

a.1)Competição: “Para Darwin, em sua teoria da seleção natural das espécies, a competição é um elemento explicativo da ordem social existente na natureza. De acordo com essa teoria, em todas as espécies a competição e o conflito teriam a função de selecionar os seres mais aptos, perpetuando su bagagens genética através da reprodução.”

 

b) Conflito = Ocorre quando o indivíduo ou grupos sociais têm interesses divergentes/ diferentes entre si. Há dois tipos de conflitos: o conflito temporário e o conflito contínuo.

Exs de conflito temporário:

- separação conjugal

- conflito familiar*

- disputa jurídica*

 

Exs de conflito contínuo:

- formas de rivalidade = disputas por terras, guerra, violência urbana ou rural.

 

Obs importante – Conflito:

a)Para Durkheim o conflito significa a total ausência de regras. Ou seja “anomia”.

 

b)Para Marx: “as relações entre os homens são relações de oposição e exploração”. Conflito de classe social.

b.1)Teóricos marxistas consideram que o conflito faz parte da sociedade capitalista, consideram esta a responsável pelas desigualdades sociais e econômicas. Uma vez que a sociedade capitalista é estratificada duas classes sociais, a burguesia (dona dos meios de produção) e o proletariado (classe operária que vende sua força de trabalho a burguesia). Para estes teóricos o conflito e não a integração social (solidariedade) seria o responsável pelos mecanismos de transformação e manutenção da sociedade.

Ex: patrão e empregado

 

c)Para outros autores o conflito ocorreria quando o conflito chegasse ao auge da tensão, quando as regras já foram para o espaço.

 

>revisão passada para o computador em 06.05.2017