Filhos de Gaia (gata desaparecida desde março de 2007)

Filhos de Gaia (gata desaparecida desde março de 2007)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Pequenas Reflexões

 Ninguem vai me pegar sabe porque porque é tudo ilusão. 

Sou um baú de problemas

Vivo numa família disfuncional

Fui roubada a vida inteira

Surtei aos 19 anos

Querem ganhar fama em cima dos meus surtos

Mais isso vai ser muito divertido.......

Filme: Uma surtada solta na cidade: qual das duas vizinhas? Qual das duas é mais maníaca?


segunda-feira, 20 de outubro de 2025

 Artigo – Transtorno de personalidade narcisita e abuso emocional e psicologico

Há anos venho observando um fenômeno psico-social que realmente está me preocupando e pelo qual estou passando. E eu no papel de cientista social que busca compreender pedaços da realidade, sou ciente de que a realidade de uma maneira geral parte também da maneira como o indivíduo vive e interpreta a realidade. E que logicamente não se pretende entender o fenômeno do narcisismo  na sua totalidade.  Neste  texto serão construídos argumentos que alertam para os efeitos negativos do contágio social que o transtorno de personalidade narcisista provoca. 

Não podemos perder de vista o fato de que estamos tratando de personalidade, que tem uma estreita relação com a construção da identidade que começa logo nos primeiros anos de vida ,de difícil percepção num primeiro momento. Mas com um impressionante contágio social

Após quase sete anos de abuso emocional e psicológico narcisista, passando por roteiro:  isolamento, tratamento de silêncio, calúnia, campanhas de difamação, triangulação, descarte, gaslight até mesmo invasão de privacidade. Colocar para fora de maneira racional e coerente é o mínimo que posso fazer para que eu consiga salvar a minha própria saúde mental desta confusão demoníaca causa por este transtorno de personalidade contagioso que usa o sexo como arma de manipulação e controle e tem na inveja o sentimento motor para destruir o próximo.

Trata-se também de um processo de desumanização do outro, uma vez que narcisistas carecem de empatia, compaixão e olham o próximo como objetos não como seres humanos com defeitos e qualidades. As relações são apenas utilitárias e permeadas de vibrações baixas. 

Por terem esse transtorno de personalidade apresentam dificuldades em lidar com os próprios sentimentos e capacidade de reflexão problemática, pois jamais admitem seus próprios erros, responsabilizam os demais, apresentam comportamentos infantis e vivem num eterno ciclo de culpa – vitima. São como costuma-se dizer crianças feridas que precisam de atenção e validação a todo momento. E apresentam comportamento passivo-agressivo para expressar sua raiva ou discordância de maneira muito sutil invisível para a sociedade.

 Outro ponto a ser destacado é que tem o hábito de mentir, muitos são mitomaníacos o perigo encontra-se na distorção da realidade e confusão mental que esse tipo de personalidade gera em suas vítimas. Há de se ter cuidado, pois podem acabar com a vida da vítima, uma vez que são extremamente hábeis na manipulação ao longo de todo o ciclo do abuso emocional e psicológico. 

Há vários tipos de narcisistas e não cabe aqui estuda-los, isso é tarefa da psicologia, a tarefa da sociologia é alertar para este fenômeno, uma vez que ele afeta grupos sociais e seu contágio parece ser rápido, arrisco-me a salientar que é ponerológico (gênese do mal), que atinge em cheio a psique e a saúde mental.

Este artigo veio com a intenção de apresentar apenas alguns dentre os muitos pontos a serem levantados, como por exemplo: trata-se de uma guerra psicológica. Vivenciando este abuso sinto-me dentro de um cenário de guerra psicológica (operação psicológica). E tudo me resta a fazer e manter contato zero e tornar-me uma pedra cinza. É a metamorfose ambulante.

Cabo Frio,17 de dezembro de 2025



quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Guerra Psicológica e Engenharia Social

 


Citation preview

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GUERRA PSICOLÓGICA e ENGENHARIA SOCIAL “Lutar e vencer todas as batalhas não é a glória suprema. A glória suprema consiste em quebrar a resistência do inimigo sem lutar.” Sun Tzu


Desde os tempos imemoriais o homem procurou se utilizar de meios e expedientes psicológicos como arma contra seu inimigo. O vetor psicológico é tão antigo como a própria humanidade, foi utilizada por Ciro, o Grande, no que hoje conhecemos como Oriente Médio, por César na Gália, por Genghis Khan na Ásia e, talvez, pelo mais famoso, polemico e emblemático operador da Guerra psicológica na sua expressão mais extrema, Vlad III, também cognominado como Vlad Tepes ou Vlad, o Empalador. Defendeu a passagem que separava a Europa dos turcos Otomanos, a região balcânica da Valáquia, atualmente, o Sul da Romênia. Na Revolução Francesa as ações psicológicas adquiriram dimensões inusitadas e mais complexas, em termos de levantamento em massa, onde os fatores psicossociais passaram a ter uma influencia fundamental nas futuras decisões politicas e militares. Menos de um século mais tarde, o próprio Marx admitia que : “A guerra é militar em sua última instância, antes, ela é decidida no front econômico e psicológico.” Mais tarde, já no início do século XX, Lenin afirmaria : “Dentro de 50 anos os exércitos não terão mais necessidade de se bater, nós teremos minado suficientemente nossos inimigos para que não seja mais necessário a intervenção militar.” No entanto, até a primeira metade do seculo XIX, com raras exceções, as ações psicológicas predominantes consistiam-se de ações violentas visando à desestabilização emocional do inimigo, pelo terror. A partir do incremento dos conhecimentos da mente humana, sua estrutura psicológica e comportamental, bem como do estudo do comportamento das massas, o âmbito da Guerra Psicológica foi se abastecendo de dados advindos desses estudos e se sofisticando. Gustave Le Bon, sociólogo francês, de forma pioneira, nos estertores do século XIX, fez uma abordagem do comportamento dos grandes grupamentos humanos e dos modos de manipula-los, em sua obra “Psicologia das Massas” de 1895. Um quase contemporâneo de Le Bom, Edward Bernays, foi o autor da frase que, muito frequentemente, é erroneamente atribuída à Goebbels : “Uma mentira repetida várias vezes torna-se uma verdade”. Embora a autoria seja de Bernays, tanto Goebbels como Lenin, e tantos outros ditadores, revolucionários e manipuladores, fizeram muito uso dessa assertiva. Edward Bernays foi o idealizador pioneiro da cultura de massa. Por meio das técnicas da psicanálise, criadas pelo seu tio, Sigmund Freud, Bernays promoveu significativa mudança na sociedade ao transferir o desejo de consumo motivado pela necessidade, para o desejo de consumo motivado pelo desejo simbólico. Os símbolos são elementos importantes do arsenal da Guerra Psicológica.


A Escola de Frankfurt, fundada em 1923, em seus estudos uniu a psicanálise freudiana ao marxismo, criando assim uma poderosa ferramenta para a chamada reconstrução da realidade, instrumento muito adaptável às Guerras Psicológicas vindouras. No entanto, o grande centro de produção de armamentos psicossociais prontos e bem acabados, veio a ser o Instituto Tavistock de Londres ou, “Tavistock Institute of Human Relations”, fundado em 1946. Esse instituto, e seus congêneres, desenvolveram as técnicas (armas) psicossociais ao estado da arte e continuam a elabora-las e desenvolve-las até hoje. Na Guerra Psicológica o teatro de operações prioritário passa a não ser mais o terreno físico, mas o cérebro dos indivíduos, e o objetivo final, a sua mente. As táticas e estratégias militares convencionais são substituídas por táticas e estratégias de controle social, mediante a manipulação informativa e a ação psicológica orientada para direcionar a conduta social em massa. Os alvos já não são físicos (como na guerra tradicional), mas psicológicos e sociais. O objetivo principal já não é a destruição material, como bases militares, soldados e infraestrutura em geral, nem tão pouco o controle de áreas territoriais, mas a conquista da mente humana. O bombardeio militar é substituído pelo bombardeio midiático: os símbolos e as imagens substituem os mísseis, bombas e projéteis, do campo militar tradicional. Esses bombardeios midiáticos, por meio da inundação contínua de informações insignificantes, objetivam destruir as etapas do pensamento reflexivo, composto por - Informação, Processamento e Síntese – Pois uma mente dividida e/ou fragmenta com notícias desconectadas entre si, deixará de analisar as pertinências e razões de cada informação e se converterá em consumidor passivo de informação, um indivíduo em alienação controlada. Nesse cenário de Guerra Psicológica, as grandes cadeias midiáticas fazem o papel dos Porta-Aviões das guerras convencionais e as notícias, imagens e símbolos, devidamente manipulados, são os seus mísseis de última geração, disparados sobre os cérebros da população, agora convertidos em Teatro de Operações. A Guerra Psicológica se torna mais eficaz, se intensificada por uma guerra assimétrica (física) de baixa e média intensidade. Nesse caso, o terror e o medo serão elementos de aprofundamento do processo de fragmentação mental, facilitando o objetivo final do controle. As possibilidades de êxito de uma Guerra Psicológica são muito amplificadas se forem precedidas por um período de Engenharia Social. A Engenharia Social aplaina o terreno, preparando-o como o teatro de operações ideal de uma Guerra Psicológica.


Engenharia Social A Engenharia Social, para usar uma expressão do professor de Harvard, Joseph Nye, é a versão “soft power” da Guerra Psicológica e atua em um arco de tempo mais longo e permanente, sendo por essa razão, a ferramenta preferida dos adeptos do gradualismo da Escola Socialista Fabiana. A Engenharia Social pesquisa e aplica técnicas da psicologia avançada, para moldar as crenças e padrões de comportamento social. A Engenharia Social consiste em manipular para persuadir, é o processo artificial de construção psicossocial de regras de conduta humana para influenciar e manipular, visando o controle da sociedade. Prepara a maioria para a adoção de comportamentos programados e, na medida do possível, padronizados, induzindo opiniões e deslocando o senso comum ao longo do tempo. O emprego da Engenharia Social é feito, principalmente, por intermédio dos meios de comunicação de massa como, jornais, revistas, TV e literatura. Se bem aplicada, a Engenharia Social torna a Guerra Psicológica desnecessária. O grande efeito multiplicador da Engenharia Social se dá quando, suas próprias vitimas, se tornam agentes inconscientes replicadores de sua implantação. Desarmamento civil, tributação confiscatória e regramento excessivo são exemplos de ações muito comumente empregadas pela Engenharia Social. Longe de ser uma metodologia aplicada apenas em países de regimes totalitários, a Engenharia Social é muito utilizada nas sociedades de regimes democráticos, aplicada pela própria autoridade governante, visando a consecução de objetivos do governo ou de grupos ligados a este. Pode também ser inserida de fora, por governos e/ou instituições estrangeiras, dentro de um contexto de Guerra de 5ª Geração, sem o conhecimento da autoridade governante local, ou, mediante sua prévia cooptação, contando com a leniência e a cumplicidade dela. Os valores espirituais e morais de uma sociedade, assim como a sua cultura, constituem a sua linha de defesa natural, os anticorpos, ou ainda, o perímetro de defesa a ser transposto e/ou suprimido, em um contexto de Guerra Psicológica ou de implementação de Engenharia Social. Portanto, o declínio espiritual, moral e cultural facilitam a submissão social a um projeto de poder ou a uma sobreposição de projetos. Por fim, o texto acima, não tem a pretensão de abarcar todas as vertentes e complexidades da Guerra Psicológica e da Engenharia Social, mas informar, prevenir e despertar a reflexão critica diante dos cenários sociais novos que se apresentam, nos âmbitos de costumes, ideias e tendências, suscitando, por exemplo, indagações como : Por que, para que e por quem. Enos Francisco Beolchi Diretor de Estudos Geopolíticos - ADESG – SP


quarta-feira, 23 de julho de 2025

Reflexões

Eu sei que já não podemos pensar...

Cuidado com a patrulha do pensamento único... 


O tempo mostrou que o Brasil está virando um hospício

 E puteiro a céu aberto. 

Somos governados por psicopatas.

E agora vivemos de fato a cleptoditaura

Iludidos, ainda esperamos uma migalha. 


Responda-me doutor:

É esse o país que você vai deixar para as futuras gerações?

Ainda acredita no Brasil?

E a história se repete

“Ame-o ou Deixe-o.”


domingo, 13 de julho de 2025

Romance no século XX e no XXI - Uma breve reflexão

 Romance século XX e XXI – Uma breve reflexão

Hoje em dia as pessoas não sabem mais paquerar. Hoje em dia tudo começa pelas redes sociais  e depois vai para o mundo real.  (há casos ao contrário, lógico) Sou do século passado e não entendo como isso pode ocorrer antes do contato físico. Nada substitui o contato físico. O século passado não tinha este tipo de celular com tantas funções, no século passado tudo partia do contato físico no mundo real, com a paquera, que é um estágio gostoso do envolvimento com o outro. 

O politicamente correto e o feminismo estão conseguindo eliminar este estágio tão gostoso. E parece estar acabando pouco a pouco acabando com o romantismo e com o cavalheirismo também. Em tempos de ódio, não adianta falar se o outro não quer escutar, ele não vai te ouvir. E os relacionamentos estão cada vez mais difíceis.

Se no século XX tivemos o privilegio de viver romances, no século XXI o gênero literário é outro. 


sábado, 17 de maio de 2025

Mais... Menos...

 Mais... Menos...

Mais livros

Menos armas

Mais sensibilidade

Menos perversidade

Mais flores

Menos armas

Mais gentileza

Menos ganância

Menos hipocrisia

Mais compaixão

Menos competição

Mais cuidado

Menos descartável

Precisamos é de Humanidade

Só nós humanos precisamos

Equilibrar razão e emoção



quinta-feira, 15 de maio de 2025

Educação Antirracista - Aliança Antirracista


1a) Biblioterapia realizada em 13/5/25 e 20/5/25

 1.1) Roda de Leitura- Educação Antirracista (13/5/25 e 20/5/25)


Trechos para leitura compartilhada do livro Conversas desconfortáveis com um homem negro, autor Emmanuel Acho

Capítulo 2 – O que você vê quando me vê? – Preconceito implícito

Pág 37

“Novamente, preconceitos inconscientes podem se manifestar na forma de ações racistas, esse é o problema. Mas acho que é importante começar neste  ponto com o fato de que uma pessoa nem mesmo precisa saber que está sendo racista para que o dano seja feito.”


Pág 38

“É função das pessoas empáticas e ponderadas não deixar que esses preconceitos ditem ações que prejudiquem os outros.”


Pg 40

“... . Encare as pessoas como indivíduos. Reafirme suas particularidades e diferenças. É isso que nos torna humanos. Em seu trabalho, na escola ou em qualquer outra instituição à qual pertença, apoie medidas voltadas para a diversidade – assim como medidas de responsabilização.”


Capítulo 7 – A Banca sempre vence, Racismo Sistêmico ** (Estrutural ou Institucional)

Pg 83

“O racismo é uma forma de opressão, ou seja, uma situação em que aqueles com mais poder dominam os com menos poder. E a opressão é tão antiga quanto a civilização. Pesquise quanto quiser: assim que grupos de pessoas começam a criar regras para si mesmas, assim que começam a dividir o poder, os direitos, um governo, alguém é oprimido. Mais cedo ou mais tarde, haverá sistemas em vigor para garantir que algumas pessoas se saiam melhor do que outras. Nos Estados Unidos, assim como em muitos outros países que foram colônias (antes mesmo de chegarmos à escravidão!), os legisladores são brancos e os que ficam em pior situação são negros e pardos.”


Pg. 86

“.... . Também precisamos olhar para a história da relação da comunidade negra com a educação no país. Jamais devemos deixar de levar em conta o fato de que, quando eram escravizados, os negros eram proibidos de ler e escrever, que seus proprietários brancos faziam todo o possível para que eles permanecessem analfabetos, poucos instruídos, ignorantes. Imagine o efeito que isso teve sobre aquelas pessoas escravizadas, e sobre seus filhos e os filhos de seus filhos. Eis um pouco mais de perspectiva. Fundada em 1636, Harvard é a instituição de ensino superior mais antiga dos Estados Unidos. A mais antiga faculdade e universidade historicamente negra é Cheyney University, fundada em 1837. Há portanto, uma lacuna de duzentos anos de ensino superior entre brancos e negros.”

A parte – refletir sobre o sistema de justiça criminal no Brasil

Realidade Brasileira

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, ano 2023

- dos 850 mil presos no país, cerca de 70% são negros (cerca de 470 mil)

-https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/direitos-humanos/audio/2024-07/estudo-70-da-populacao-carceraria-no-brasil-e-negra#:~:text=Dos%20mais%20de%20850%20mil,Anu%C3%A1rio%20Brasileiro%20de%20Seguran%C3%A7a%20P%C3%BAblica. – Estudo: 70% da população carcerária no Brasil é negra – Pesquisa mostra racismo estrutural no sistema carcerário.


Realidade norte americana

Pg 87

“.... Embora componham 13% da população dos Estados Unidos, os negros representam mais de um terço dos detentos nas prisões federais e estaduais. Essa super-representação não é um acidente, e sim um produto do racismo sistêmico. Os negros não são mais criminosos do que  as outras pessoas (falaremos mais sobre isso no capitulo 10), mas foram criminalizados tanto quanto ou mais do que qualquer outro grupo nos Estados Unidos.”


Contexto Histórico – 1ª Ação Afirmativa

Pg 96

“....  vamos voltar a 1961, quase cem anos depois da Guerra Civil, quando o presidente John F. Kennedy assinou a Ordem Executiva 10925, que instruía os contratantes federais a adotar “ações afirmativas a fim de garantir que todos os candidatos sejam tratados da mesma forma, independentemente de raça, cor, religião, gênero ou nacionalidade de origem”. Essa ordem executiva foi o primeiro exemplo de ação afirmativa do país. Desde então, elas foram implementadas (e contestadas) numa série de áreas onde o racismo sistêmico persistiu.

     Em suma, as ações afirmativas são um esforço no sentido de reparar as desigualdades sistêmicas causadas por séculos de discriminação. Para tentar alcançar medidas de igualdade social, elas dão tratamento preferencial aos grupos que foram vitimas dessas desigualdades prolongadas. Algumas pessoas argumentam que não é justo das preferência aos negros e, consequentemente, tratar os brancos de forma injusta. Em relação a isso, proponho a pergunta: o que é justo? Se você me perguntar, a justiça só pode ocorrer entre partes que estejam em igualdade de condições, e os negros nunca foram tratados com igualdade nos Estados Unidos e no mundo. Na verdade, injustiça não chega nem perto de descrever como eles foram tratados.”

“... . A questão é que não podemos julgar o racismo apenas no nível individual. Ele também é histórico e sistêmico – lembre-se os brancos sempre terão uma vantagem de séculos.”


Pg 98

“Pense nisso: a injustiça que os negros vivenciam é o objetivo do racismo sistêmico, não o subproduto de algum outro objetivo. Aquilo que os brancos vivenciam como injustiça resultante de ações afirmativas não tem como objetivo ser injusto com os brancos. E é aí que reside a principal diferença.”


Pg 99

“... . Os negros tiveram que lutar para celebrar a si mesmos e sua cultura em público.”


**História do Brasil – Quilombos

Cenário – Movimento Vidas Negras Importam

Pgs 99/100

“Por razões parecidas, é no mínimo insensível dizer “Todas as vidas importam” quando alguém diz que vidas negras importam. As vidas brancas nunca estiveram em perigo por causa das vidas negras na mesma medida em que as vidas negras foram ameaçadas pelos brancos e pela branquitude, e isso em nível individual e sistêmico. Embora algumas pessoas digam isso para incitar conflitos e outras possam fazê-lo em nome da inclusão, em ambos os casos é insensível e prejudicial.


Observação: Os capítulos do livro da Parte Nós

*O amor sempre vence: a família inter-racial – cap 12

*Briga boa: a luta por mudanças – cap 13

*Solicitamos sua presença: como ser um aliado ou aliada – cap 14

*Partindo para o jogo: como acabar com o racismo – cap 15


Pg 156

“É disso que trata este “nós”. Se conseguirmos realmente integrar pessoas brancas e negras, trabalhando em conjunto, então nosso mundo produzirá uma melodia cheia de alegria


Observaçãozinha: Reflitam sobre o papel da música na construção deste “nós” (Rap, Hip Hop e também o Reggae)

A título de curiosidade o Reggae, gênero musical jamaicano, foi declarado pela Unesco em 2018, como Patrimônio Imaterial da Humanidade.

O Reggae assim como outros gêneros musicais simboliza:

-Resistência Negra

-Espiritualidade

-Defesa dos Direitos Humanos

-Luta por Justiça Social

Segundo a IA do Google:

O Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, definido pela UNESCO, refere-se a práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas que as comunidades, grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante do seu patrimônio cultural. É um patrimônio transmitido de geração em geração e recriado pelas comunidades, em função do seu ambiente, interação com a natureza e história.

==Capítulo 14 – Solicitamos sua presença – Como ser um aliado ou aliada

Pg 177 – “Essa luta sempre precisou de brancos nas trincheiras, e isso não mudou.”


Pg 183

“... . A aliança verdadeira é o compromisso de se engajar nessa luta por um longo tempo: muito tempo depois de deixar de ser uma noticia no topo da primeira pagina; muito depois de as câmeras terem parado de filmar. Não hoje, mas amanhã, na próxima semana, no próximo ano, na próxima década.”


Eu – aqui é de fundamental pois estamos falando de direitos civis


== Capítulo 15 – Partindo para o jogo – Como acabar com o racismo

Pg 188

“MORRISON: Há apenas a raça humana. Cientificamente, antropologicamente. O racismo é uma construção – uma construção social. 


Pg 192

“... Sim, uma pessoa negra pode ser racista individualmente (veja a discussão anterior a esse respeito), mas os negros como um todo não têm poder suficiente nos Estados Unidos para concretizar o racismo sistêmico.” .....   “Nosso sistema de justiça criminal tendencioso trabalho lado a lado com o estereótipo de homens negros como inerentemente perigosos, marginais e membros de gangue – o que leva a um policiamento excessivo, encarceramento excessivo e ainda mais preconceito no sistema judiciário.”


Pg 193

“Vamos pensar no que isso significa: raça foi uma criação política, uma criação econômica – todos esse ódio desenvolvido a fim de garantir o interesse de alguns sujeitos do século XVII que queriam enriquecer plantando cana-de-açúcar e algodão, que queriam ter certeza de que sempre estariam no topo da pirâmide social. Isso significa que o racismo sempre teve a ver com poder. O que, por sua vez, significa que nós inventamos o racismo. O que, por fim, quer dizer que talvez possamos aprender a desinventá-lo também.”


“Se você está criando filhos brancos, por favor, fale com eles sobre raça. Todos nós precisamos ver cor para enxergar o racismo. Além disso, cor e etnia são parte do que torna as pessoas humanas, e negar a qualquer um de nós nossa particularidade é negar nossa humanidade. E , como disse Toni Morrison, a nossa única raça é, no fim das contas, a humana.”


Pg 197

“Acabar com o racismo não é uma linha chegada que vamos cruzar. É um caminho que vamos percorrer.”


Pgs 218,219

“O Brasil carrega a triste e desconfortável marca de ter sido o país que sustentou a escravidão de forma legalizada durante mais tempo. Os registros indicam que os primeiros escravizados chegam ao Brasil em 1535, e a Lei Áurea só leva a escravidão para a ilegalidade em 1888, mas a gente sabe que uma lei não muda nada num estalar de dedos, quanto mais naquela época e num país da dimensão do Brasil. Durante mais de 353 anos, no Brasil, o negro era mercadoria. A nossa historia oficial, a historia dessa sociedade complexa que chamamos de Brasil e com a qual nos identificamos como cidadãos, tem cerca de 520 anos (desde 1500), e mais da metade dessa história derramou, sem qualquer desconforto e constrangimento, sob o ponto de vista da lei, o sangue negro. A lei dizia: vidas negras não importam! E, depois, a lei mudou, mas a sociedade, não. Afinal,  que condições foram dadas aos negros que, de repente, acordaram libertos e analfabetos, sem qualquer profissionalização, sem casa, sem bens, sem ter para onde voltar? Nossa, não ter para onde voltar! Depois de trezentos anos, muitos negros brasileiros nem sabem mais de onde vieram, não têm registro de suas origens. Dá para imaginar uma coisa assim? As colônias, como o Brasil, receberam muitos imigrantes, de países diversos. Muitos chegaram aqui famintos e precisando reconstruir suas vidas. No entanto, todos trouxeram o seu passado consigo. O Brasil recebeu portugueses, italianos, alemães, libaneses, chineses, japoneses, coreanos, turcos, armênios, gregos e tantos e tanto outros. Os escravizados chegaram aqui e foram condenados a não ter nome, origem, família, passado. O nosso autor também enfrenta, de frente, este desconforto: Sim, somos todos afrodescendentes. Mas a África é grande e diversa. A África é “muitas”. Muitos povos, muitas nações, muitos idiomas, culturas, crenças, culinária. A África não é nação, é continente. É como se de repente, o mundo todo virasse para nós, brasileiros , e falasse: Brasileiro, argentino, venezuelano, boliviano é tudo igual, não é? Vocês não têm a mesma história, língua, costumes, tradições?!


=O Elo entre Educação Antirracional e a Educação Ambiental 

Contexto Histórico – ECO 92 (anos 90)

Livro O  Que o Brasileiro Pensa da Ecologia

Capítulo - Quem são os ecologistas (p.37)


Falam os negros:


“O pessoal não consegue perceber que desde 1531, quando começaram a chegar os negros no Brasil, estão questão do meio ambiente sempre esteve ligada à nossa cultura... Por exemplo, o quilombo dos Palmares, primeiro Estado Africano na América, teve uma política de preservação do meio ambiente _ durou 100 anos, preservando todo aquele meioambiente, e hoje, a gente pode ver que havia um planejamento de desenvolvimeno sustentado lá dentro. Então, quando hoje a gente vê discutir essa questão ambiental eu me pergunto se essas pessoas nunca leram nada sobre a cultura negra, porque isso já existe há anos nos Brasil junto a comunidade negra. Por isso é que eu digo que essa questão chega ao Brasil com a tanga do Gabeira.”


Cabo Frio, 12/05/2025