Filhos de Gaia (gata desaparecida desde março de 2007)

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domingo, 2 de julho de 2023

Leitura livros - Anotações e Recortes - "A Mente Esquerdista"

Livro – A Mente Esquerdista – As Causas Psicológicas da Loucura Política

 Anotações gerais e recortes

 =Capítulo 15 – Desenvolvimento da criança e processo social – p.149 a 154

Natureza humana e liberdade

Ponto chave:

“..., a discussão até o momento tem mostrado, de forma geral, que os relacionamentos da criança com seus responsáveis determinam a maneira pela qual seus impulsos biológicos são integrados às disposições psicológicas: ou seja, os padrões de pensamento, sentimento, comportamento e relacionamento que caracterizam seu desenvolvimento em particular e o individuo único que emerge dele.”

 Caralho esse parágrafo é fundamental – mostra a importância do pai e da mãe no desenvolvimento integral do filho -inclusive até mesmo na maneira de pensar. Não tem como a esquerda acabar com o legado do Bolsonaro: Deus, Pátria e Família, e não tem como negar que a família é o núcleo da sociedade, sem ela o indivíduo fica solto como um átomo perdido. Por mais confusa e doida que seja família. A  minha de parte de mãe é um balaio de gatos....

 Agora vejamos que se entende , quer dizer, um zoom geral – em padrões de pensamento ou padrões mentais

Fonte google

 O que é um padrão de pensamento?

Os padrões mentais são consolidados na infância e, na maioria das vezes, fortalecidos e mantidos por toda a vida. Um padrão mental se forma com a repetição constante de situações, de pensamentos e de sentimentos. No caso da criança, sabe-se que família e escola são os primeiros ambientes sociais em que elas interagem.”

 E isso vai de encontro com a terapia Aba... a questão do reforço

Fico imaginando famílias mais humildes que moram em favelas

É foda!! Tenso!!

E esses padrões de pensamentos acabam se tornando padrões de pensamento coletivo. Ex: preto, pobre e favelado. É muito sério: preto (preconceito de cor); pobre (preconceito de classe social) e favelado (além de classe social já carrega a marca da exclusão)

 A criança cresce nesse meio, onde a mãe ganha bolsa família, não trabalha e seus pais ainda usam o dinheiro da comida para beber. Quando começamos observar várias situações semelhantes em comunidades mais carentes podemos dizer que desenvolveu-se um padrão de pensamento coletivo?

 Bom Durkheim já dizia que algo para ser um fato social, precisa ser neutro, ter frequencia, apresentar características semelhantes... – se as cenas se repetem e só mudam os atores então a coisa é mais séria ainda....

 *quando falamos em desenvolvimento da criança estamos falando tb não só dos aspectos físicos mas principalmente psicológicos – o que significa dizer do ego da criança

Crianças que tiveram o ego muito ferido nesse processo podem vir no futuro desenvolver algum tipo de transtorno.....

 Objetivo do capítulo: caracterizar certos processos no desenvolvimento da criança e relacioná-los à sua eventual capacidade de cumprir os desafios da vida adulta.

 De fato: família e escola – são instituições fundamentais para a socialização (mas é na família que tudo começa, por isso consideramos que a família como responsável pela socialização primária), não tem como a esquerda se livrar da família. Vão fazer o que? Tirar os filhos dos pais e das mães?

O pensamento esquerdista é contraditório nele mesmo , quer dizer, no fundo não cria classes sociais e castas sociais e escraviza o povo dentro de um grande leviatã. Sem contar que a esquerda gosta muito do pensamento crítico ... que porra é essa de pensamento crítico se não há nem o reflexivo nem i dialético.

 Quais são os tipos de pensamento?

*pensamento reflexivo

*pensamento crítico

*pensamento lógico

*pensamento criativo

*pensamento prático

Eu incluiria também: o pensamento dialético (crítico-dialético)

 

Vou observar a esquerda – e começar a catalogar os pensamentos disfuncionais

Como identificar um pensamento disfuncional?

Entenda como os pensamentos disfuncionais surgem

1.apresentarem visões parciais a respeito de fatos;

2.interpretarem situações de maneira errada;

3.terem ideias baseadas em dados incompletos ou, simplesmente inverídicos.

 

Tríade das crenças centrais disfuncionais – desamor, desvalor e desamparo

Se a criança passa por alguma situação que gerou algum desses sentimentos repetidamente ao longo da infância, certamente será um adulto problemático.

Onde não tem amor nada cresce.

Mas estamos em tempos de cultura do ódio..... agora parece impossível falar de amor.

 Outro ponto importante:

“De particular interesse é a maneira pela qual os padrões de comportamento adquiridos durante a infância afetam o encontro posterior de um individuo com as regras de convivência da sociedade.”

Eu – fico pensando no Gibinha.....e em toda essa questão da inclusão.

 Padrão de comportamento

“Um padrão de comportamento é uma maneira de agir que sempre se repete  diante de situações semelhantes. Se você sempre “explode” à menor contrariedade é porque criou um padrão de comportamento. Quando se depara com algo que não saiu como você queria, “dispara” internamente sempre a mesma reação.”

 Como explicar o comportamento?

O que é comportamento:

“Ele trata da forma que as pessoas ou organismos procedem perante os estímulos em relação ao entorno, mas também podem ser realizados de acordo com as diversas convenções sociais existentes, onde a sociedade espera que as pessoas devem agir de acordo com os padrões em determinadas situações.”

 Detonando os esquerdistas:

- quais são os padrões de comportamento numa sociedade comunista?

Pergunta à um comunista – você prefere o mundo livre ou o padrão comunista de comportamento – american way of life or north corea or china.

 Se o Brasil virar comunista – vou ter que aprender todas as convenções sociais comunistas, alias já estou em silêncio. Dentro do Estado a maioria é comunista eu não respeitei mandei governador tomar no cú

.Quais são as fases do comportamento?

Os seis estágios de mudança de comportamento

*1)Pré-contemplação (“que problema?”)...

*2)Contemplação (“ok, talvez exista um problema.”)...

*3)Preparação (“me sinto pronto”)...

*4)Ação (“vou agir”)...

5)Manutenção (“continue a agir!”)...

6)Recaída (“interrompi minha ação”)

 

=p. 154 – As funções gerais da criação da maternidade – vital

O que é necessário para que uma mãe crie sua criança e a conduza à maturidade adulta? Certas capacidades de criação com mais chances de proteger contra defeitos sérios de desenvolvimento e de assegurar os fundamentos do crescimento à competência vêm facilmente à mente:

*Amor maternal: uma reverência afetuosa intensa para com a criança.

*Ternura maternal: uma valorização profunda da vulnerabilidade emocional e física da criança e uma resposta compreensiva à mesma.

*Uma determinação feroz de proteger a criança de quaisquer perigos.

*Uma habilidade de se conectar à mesma em mente, disposição e espírito.

*Uma habilidade de compreender o que ela percebe, identificando, validando e corrigindo esta percepção.

*Uma habilidade de instruir a criança em como se relacionar racionalmente consigo mesma e com os outros.

*Habilidades de instruí-la na moralidade dos relacionamentos humanos, para validar seu domínio real e crescente sobre si mesma e seu mundo, para afirmar seu valor pessoal em bases realísticas, e para insistir em seu respeito pela soberania individual de outras pessoas.

 São essas capacidades de criação que estabelecem o fundamento para o desenvolvimento posterior. Quando adequadas, elas instalam a infra-estrutura emocional para a conquista eventual de confiança básica, autonomia, iniciativa, atividade , identidade, intimidade, geratividade e integridade.

 

=Capítulo 18 – Autonomia e Processo social

“A personalidade desenvolve-se pela aquisição de liberdades sucessivas.”

 *autonomia = auto – governo e isto só pode ser conseguido através do processo de individuação que não tem nada a ver com o individualismo

Individuação: “é o processo de diferenciação e integração da pessoa de alguém num ego distinto ,unitário e soberano. A individuação é fundamental para qualquer sociedade baseada nos princípios de liberdade individual.”

 Quando começa  a individuação?

Na infância quando a criança começa a descobrir o mundo – a partir do momento em que ela começa a fazer escolhas.

- é associado ao desenvolvimento cognitivo e mobilidade física

 *”O adulto autônomo assume corretamente seu direito à vida, à liberdade, à busca da felicidade. Assume esse direito como uma convicção moral: ele tem o senso adeuqado de direito a uma vida própria de viver como entende ser certo e não como alguém diz.”

 *”O individuo moralmente capaz reconhece prontamente que a dignididade que ela aplica em sua própria vida ´pertence da mesma forma às vidas dos outros. Em termos intersubjetivos, ela reconhece o outro como sujeito, e não como mero objeto. Com base nesse reconhecimento, a pessoa verdadeiramente autônoma honra a soberania de outras pessoas competentes e respeita o direito de cada uma de viver uma vida de si mesma. Essas descobertas são criticas para a participação numa sociedade livre. Elas dao base a nossos conceitos de liberdade individual, levam a proibições contra a invasão de privacidade e propriedade dos outros, e estabelecem o fundamento para a atitude de igualdade perante a lei.”

 Eu - pessoas verdadeiras autônomas reconhecem o espaço do outro, pois sabem o valor da liberdade individual para o desenvolvimento da sua própria personalidade – acho que inclusive essas pessoas não sentem problemas em ficarem sozinhas – pois é aquela historia muitas vezes o talento desenvolve na solidão e pode ser trabalho com alguém próximo e de confiança.

Eu – mas porra, estamos vivendo numa sociedade livre? Eu acho que politicamente correto está enterrando os talentos e a espontaneidade. Não acho que não, não vivemos mais numa sociedade livre – mas tem uma coisa, convenções sociais sempre existiram, a diferença está naquilo que Milan Kundera nos ensinou em seu livro A Insustentavel Leveza do Ser – tudo depende de como lidamos com essas convenções, eu prefiro ser: bad reputation, a perturbadora da ordem.... – foda-se aparência, não to aqui para agradar a ninguém, apenas respeito o outro, a soberania do outro. Até porque sem respeito ao próximo não há sociedade que sobreviva. – por isso seria interessante passar adiante essa ideia : mais atenção ao processo de individuação.

Eu – poderia trabalhar isso com os alunos...... , porque falar de processo de individuação significa falar de desenvolvimento da personalidade, do ego, da auto-estima. Gostei vou pensar sobre isso.... – e através do processo de individuação que vamos desenvolver quem realmente somos....

 *”A individuação é, assim , um processo complexo envolvendo grandes progressos na maturação física e intelectual da criança. Esse processo é fortemente influenciado pelo comportamento de seus pais ou responsáveis, e bastante depende de ela ter adquirido os fundamentos de confiança básica nos primeiros 12 a 15 meses de vida. O suporte da sociedade à individuação é critico para a realização da liberdade econômica, social e política. O individuo autônomo que pode definir, ajustar e buscar seus próprios objetivos significativos procura naturalmente a liberdade para atingi-los enquanto respeita os direitos dos outros a fazer o mesmo. De fato, quanto mais o individuo for capaz de governar a si mesmo, menor será sua necessidade de ser governado por outros. Quanto mais regulação governamental for imposta sobre ele, menos liberdade ele terá para governar a si mesmo, e menos incentivos e oportunidades ele terá para conquistar a autonomia. Ele então procurará o governo para compensar suas deficiências.” – p.175

 Eu – o processo de individuação vai de encontro as etapas do desenvolvimento da personalidade proposta pelo professor Olavo de Carvalho.

 

quarta-feira, 29 de março de 2023

Série reflexões - Confiança e Sociedade


 Série reflexões – Confiança e Sociedade

 Ao invés de fazer uma reflexão sobre os processos sociais dissociativos , aqueles que dividem a sociedade e isolam indivíduos uns dos outros, optei por ir na contramão por mais que pareça loucura nesses tempos de cultura do ódio, do cancelamento e da desensibilização. Aproveito essa ocasião para sonhar com uma sociedade mais humana, menos egoísta, menos narcisista e menos materialista. Vou na contramão por ainda conservar dentro de mim a esperança de que certos elementos ou sentimentos são fundamentais para o fortalecimento da liberdade na sociedade civil e também as próprias liberdades individuais.

 Vou na contramão ao refletir sobre a questão da confiança nas relações humanas e sua importância. Assim sendo, pergunto: por que vocês deveriam confiar em mim? O que leva uma pessoa a confiar na outra? Por que somos tão desconfiados em relação ao outro? Em primeiro lugar é preciso deixar claro que relações humanas não nascem prontas e que quando entramos nesse campo o debate é praticamente interminável e interdisciplinar. E refletir sobre a questão da confiança é importante se quisermos construir um tecido social saudável em todos os sentidos: mental, social e econômico.

 Goethe tem uma frase em que busco orientar-me na vida: “Se queres que tua bússola te dirijas bem, tomas cuidado com os imãs que te acompanham.” Acho que é por aí, diante da nossa condição humana dependemos uns dos outros para viver, não tem como escapar, precisamos ter algum tipo de contato com as pessoas mais diferentes neste mundão. Todavia, o fato de você ter contato com alguém isso não significa que você esteja disposto a construir uma relação, você está apenas se socializando, ou melhor, interagindo.

 Refletir sobre a confiança é justamente refletir sobre uma relação que foi cultivada ao longo do tempo, não se trata de um simples contato físico ou virtual. E vai de encontro com os “imas que te acompanham” ou melhor, com aquelas pessoas que você sabe que pode contar quando a festa acabou. É uma via de mão dupla em que precisamos estar com nossos sentidos despertos e também não podemos nos deixar enganar por eles, afinal de contas o “essencial é invisível aos olhos” e muitas vezes ficamos cegos com as aparências e com o materialismo.

 “Pode-se levar anos para construir confiança e segundos para destruí-la.” Ao longo da minha vida observei que é muito mais fácil você destruir do que construir, assim também são as relações humanas (sociais). Basta imaginar o efeito devastador de uma bomba atômica e quanto tempo levou para aquela cidade atingida se reerguer. Em tempos de rápidos avanços tecnológicos e da cultura do mundo virtual, parece que as pessoas estão mais aceleradas, perderam a paciência e já estão substituindo os contatos físicos que são fundamentais para o cultivo da confiança.

 Cultivar a confiança implica transmitir ao outro uma série de comportamentos e atitudes que são sinalizadores que só o tempo e o caminhar na mesma estrada vão mostrar se são verdadeiros ou não. Mais do que palavras, mais do que promessas podem ser simples gestos, até mesmo pequenas atitudes que muitas vezes o outro nem vai perceber. É aquela coisa de fazer o bem sem olhar a quem, de fazer o que você acha certo fazer e de acordo com a sua consciência e deixar a coisa fluir naturalmente.

 Confiança e intimidade caminham juntas.... quanto maior a intimidade , maior a aproximação, mais vamos nos envolvendo emocionalmente. Mas tudo leva tempo.... mas as pessoas hoje tem pressa... preferem relacionamentos superficiais. Não querem envolvimento....é o fim do romantismo e a era do descartável.

 Mas é importante ressaltar que não precisamos inspirar confiança em todos, até porque para que você consiga transmitir confiança é preciso que ela esteja alinhada à sua consciência. Se a sua consciência está tranquila, se você está bem consigo mesmo, em harmonia com seus sentimentos, não querendo o mal do outro quem sabe a confiança é transmitida naturalmente?  Você não vai precisar bajular nem manipular o outro, o jogo será limpo e leve. Mas sei também que o jogo sujo faz parte da vida e cada um joga com as cartas que tem em mãos. E cada um escolhe que jogo prefere participar: jogo político? Jogos esportivos? Jogos virtuais? Jogo de sedução? ..... Desde que todos os participantes conheçam as regras, tudo bem. Do contrário é covardia. E quebra de confiança.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Declaração Universal dos Direitos do Homem - As Liberdades Democráticas

 

As Liberdades Democráticas na Declaração Universal dos DIREITOS DO HOMEM

 

APROVADA EM RESOLUÇÃO DA III SESSÃO ORDINÁRIA DA ASSEMBLÉIA GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS E RATIFICADA PELO CONGRESSO NACIONAL

 

Artigo I – Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.

 

Artigo II – Todo homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidas nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de qualquer outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição.

 

Artigo III – Todo homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

 

Artigo V – Ninguém será submetido a tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

 

Artigo VIII – Todo homem tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.

 

Artigo IX – Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.

 

Artigo X – Todo homem tem direito, em plena igualdade a uma justa e pública audiência por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.

 

Artigo XI – Todo homem acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público, no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa.

 

Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituam delito perante o direito nacional ou internacional.

Também não será imposta pena mais forte do que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.

 

Artigo XX – Todo homem tem direito à liberdade de reunião e associação pacíficas.

 

Artigo XXI – Todo homem tem o direito de tomar parte no governo de seu país diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos.

 

Fonte:

O Direito à  Liberdade,  Organização das Nações Unidas – Departamento de Questões Econômicas e Sociais. Civilização Brasileira, 1967 – Estudo sobre o direito de ninguém ser arbitrariamente preso, detido ou exilado.; tradução Leônidas Gontijo de Carvalho

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Texto, aula e observações gerais: Livros- O Mundo de Sofia e A Insustentável Leveza do Ser

 

Texto – Cap Os Filósofos da Natureza –

...nada pode surgir do nada...

Livro – O Mundo de Sofia

 

Páginas 46 e 47 – NADA PODE SURGIR DO NADA

 

     Os três filósofos de Mileto[1] acreditavam em uma – e só uma – substância primordial, a partir da qual tudo se originava. Mas como uma substância era capaz de subitamente se modificar e se transformar em algo completamente diferente? Vamos chamar este problema de o problema da transformação.

 

     A partir de 500 a.C., aproximadamente, viveram na colônia grega de Eleia, no Sul da Itália, alguns filósofos. Esses “eleatas” interessavam por questões como esta que acabamos de mencionar. O mais conhecido entre eles foi Parmênides [c.540-480 a.C.].

 

     Parmênides acreditava que tudo o que existe sempre existiu. Este era um pensamento muito corrente entre os gregos, para quem era praticamente evidente que tudo o que existe no mundo sempre existiu. Nada pode surgir do nada, dizia Parmênides. E nada que existe pode se transformar em nada.

 

    Mas Parmênides foi mais longe do que a maioria dos outros. Ele considerava totalmente impossível qualquer transformação real das coisas. Nada pode se transformar em algo diferente do que já é.

 

     É claro que Parmênides sabia das constantes transformações que ocorrem na natureza. Mas ele não conseguia harmonizar isto com aquilo que sua razão lhe dizia. E quando era forçado a decidir se confiava nos sentidos ou na razão, decidia-se pela razão.

 

     Todos nós conhecemos a frase “Só acredito vendo”. Mas Parmênides não acreditava nem quando via. Ele dizia que os sentidos nos fornecem uma visão enganosa do mundo; uma visão que não está em conformidade com o que nos diz a razão. Como filósofo, ele achava que sua tarefa consistia em desvendar todas as formas de “ilusão dos sentidos”.

 

     Esta forte crença na razão humana é chamada de racionalismo. Um racionalista é aquele que tem grande confiança na razão humana enquanto fonte de  conhecimento do mundo.

 

 

Páginas 47 e 48 - TUDO FLUI

 

     Na mesma época de Parmênides viveu Heráclito [c. 540-480 a.C.] de Éfeso, na Ásia Menor. Para ele, as constantes transformações eram justamente a característica mais fundamental da natureza. Poderíamos talvez dizer que Heráclito, mais do que Parmênides, confiava no que os sentidos lhe diziam.

 

     “Tudo flui”, dizia Heráclito. Tudo está em movimento e nada dura para sempre. Por esta razão, “não podemos entrar duas vezes no mesmo rio”. Isto porque quando entro pela segunda vez no rio, tanto eu quanto ele já estamos mudados.

 

     Heráclito também nos chama a atenção para o fato de que o mundo está impregnado por constantes opostos. Se nunca ficássemos doentes, não saberíamos o que significa a saúde. Se nunca tivéssemos fome, não experimentaríamos a agradável sensação de saciá-la depois de uma refeição. Se nunca houvesse guerras, não saberíamos o valor da paz, e se nunca houvesse inverno, não poderíamos assistir à chegada da primavera.

 

     Tanto o bem quanto o mal são necessários ao todo, dizia Heráclito. Sem a constante interação dos opostos o mundo deixaria de existir.

 

     “Deus é dia e noite, inverno e verão, guerra e paz, satisfação e fome”, dizia ele. Ele emprega nesta passagem a palavra “Deus”, mas é claro que com isso não se refere aos deuses de que falavam os mitos. Para Heráclito, Deus – ou o elemento divino – é algo que abrange o mundo inteiro. Deus se manifesta na natureza em constante transformação e crivada de opostos.

 

     No lugar da palavra “Deus” ele emprega com frequência a palavra grega logos, que significa razão. Mesmo quando nós, homens, não pensamos da mesma forma ou não possuímos a mesma razão, deve haver – segundo Heráclito – uma espécie de “razão universal”, que dirige todos os fenômenos da natureza. Esta razão universal – ou “lei universal” – é a mesma para todos; é a partir dela que todos se orientam. E não obstante, a maioria das pessoas vive segundo sua própria razão, dizia Heráclito. Ele não considerava muito as pessoas que o cercavam. Para ele, a opinião da maioria delas não passava de “brincadeira de criança”.

 

     Em todas as transformações e opostos da natureza Heráclito via, portanto, uma unidade, um todo. Esta “alguma coisa” que era subjacente a tudo ele chamava de “Deus” ou de “logos”.

    

Resumo – Grécia Antiga [Pré-Socráticos: Heráclito e Parmênides]

Heráclito:

*As constantes transformações eram justamente a principal característica da natureza.

*”Tudo flui” – tudo se transforma, tudo está em movimento e nada dura para sempre.

*O mundo está cheio de opostos

*O mundo está em constante movimento e as impressões dos sentidos são confiáveis, ou seja, podemos confiar no que vemos. Podemos confiar nos sentidos

*Acreditava no vir a ser

*”Não entramos no mesmo rio duas vezes.

 

Parmênides:

*”Nada pode mudar.

*”Nada pode surgir do nada.

*”Nada que existe pode se transformar em nada.

*A razão deixa claro que nada podia mudar.

*Acreditava que tudo que existe sempre existiu.

*Não podemos confiar nos sentidos e sim na razão.

* O universo está dividido em duplas de contrário (luz e obscuridade, quente e frio, ser ou não ser, leve e pesado)


Observação: Logo no segundo capítulo do Livro a Insustentável leveza do ser"  o autor, Milan Kundera, coloco-nos diante do fardo e cita Parmênides para responder a esta pergunta: o leve? ou o pesado ?

De minha parte não pretendo ser um fardo para ninguém...

Mas...

"... Quanto mais pesador o fardo, mas próxima da terra está nossa vida, e mais ela é real e verdadeira."

"Por outro lado a ausência total do fardo faz com que o ser humano se torne mais leve que o ar, com que ele voe, se distancie da terra, do ser terrestre, faz com que ele se torne semi-real, que seus movimentos sejam tão livres quanto insignificantes."

Talvez seja melhor ser uma dusty the wind, uma poeira ao vento...



 

Debate entre os dois: questões que foram colocadas  [sentidos X razão]

Devemos confiar no que os sentidos dizem ou na razão?

Uma coisa pode mudar de aparência mas continuar sendo a mesma coisa?

Podemos falar do ser?

 

 

bcbdjane@gmail.com



[1] Tales, que acreditava ser a água a origem de todas as coisas. Anaximandro que viveu em Mileto também, para ele nosso mundo era apenas um dos mundos que surgem de alguma coisa e se dissolvem em alguma coisa que ele chamava de infinito e Anaxímenes , conhecia a teoria de Tales e ao observar a chuva via que o ar se comprimia até virar água e acreditava que comprimindo ainda mais a água ela se transformaria em terra.

domingo, 27 de novembro de 2022

Leitura Livros - recortes e anotações - O Sentido da Vida

 Livro – O Sentido da Vida

Viktor Frankl

 

Frases para reflexão:

 

“A vontade de humor é a tentativa de enxergar as coisas numa perspectiva engraçada, constitui um truque útil para a arte de viver.” – p. 62

 

“Sempre e em toda parte, a pessoa está colocada diante da decisão de transformar sua situação de mero sofrimento numa realização interior de valores. Tomemos o caso dos doentes, particularmente os incuráveis.” -p 91

 

“A emoção que é sofrimento deixa de ser sofrimento no momento em que dela formamos uma ideia clara e nítida.” – frase de Espinosa ; p. 98

 

“Quem tem por que viver aguenta quase todo como.” – frase de Nietzsche

p.

 

“Viver não significa outra coisa se não arcar com a responsabilidade de responder adequadamente às perguntas da vida, pelo cumprimento das tarefas colocadas pela vida a cada individuo, pelo cumprimento da exigência do momento.” – p. 102

 

“Em cada situação é chamada a assumir outra atitude.” – p. 102

 

 

=Observações:

1)Qual  e o sentido do sofrimento e da morte?

2)O que a vida espera de nós? – se trata de fazer uma Revolução Copernicana

A revolução Copernicana constituiu-se no processo histórico que redundou na substituição do sistema geocêntrico pelo sistema heliocêntrico, inclusive no que diz respeito às profundas consequências acarretadas por essa substituição para a história da humanidade. Wikipédia

(**)

3)Vital – questão de sobrevivência = relações existentes entre estado emocional de uma pessoa e as condições de imunidade do organismo. – p.  100

 

(**) sem sol (luz) não há vida – terra um dos planetas do sistema solar, acho que o 3º planeta // - heliocentrismo - postula que o Sol está parado e que é a Terra que faz um movimento de rotação completa em torno de seu próprio eixo no decurso de 24 horas ; translação completa da Terra em torno do Sol no decurso de 365 dias que, como sabemos, constitui-se no próprio fundamento do sistema heliocêntrico

Essa pergunta lembra outra colocação feita pelo ex-presidente americano JK, “não pergunte o que país pode fazer por você, mas sim o que você pode fazer pelo país.”

 

“Esse fato de cada indivíduo não pode ser substituído nem representado por outro é no entanto aquilo que, levado ao nível da consciência, ilumina em toda a sua grandeza a responsabilidade do ser humano por sua vida e pela continuidade da vida.” – pg 105

 

“O efeito direto do ser exemplo sempre é maior do que o efeito das palavras.” – pg 105

 

 

=Logoterapia – pgs 145 a 151

 

“...”o desejo é o pai do pensamento” para “a angústia é a mãe do evento.” -pg 146

 

“A logoterapia baseia sua técnica denominada “intenção paradoxal” no fato duplo de que o medo produz aquilo de que temos medo e de que a intenção excessiva impossibilita o que desejamos. Em alemão, descrevi a técnica da intenção paradoxal já em 1939. Nessa abordagem, o paciente que sofre de fobia é convidado a intencionar precisamente que teme, mesmo que apenas por um momento.” – pg 147

 

“O leitor perceberá que esse procedimento consiste numa inversão da atitude do paciente, uma vez que seu temor é substituído por um desejo paradoxal. Através desse tratamento, tira-se o vento das velas da ansiedade.

Semelhante procedimento, entretanto, precisa fazer uso da capacidade especificamente humana do autodistanciamento, inerente ao senso de humor. Essa capacidade básica da pessoa distanciar-se de si mesma entra em ação sempre que se aplica a técnica logoterápica chamada “intenção paradoxal”. Ao mesmo tempo, o paciente é capacitado a se colocar numa posição distanciada de sua própria neurose. Há uma afirmação coerente neurótico que aprende a rir de si mesmo pode estar a caminho da autodireção, talvez da cura”. A intenção paradoxal é a validação empírica e aplicação clínica da afirmação de Allport.” – pp 146 e 147

 

“Quanto à real causa das neuroses, fora os elementos constitucionais de natureza somática ou psíquica, mecanismos retroalimentadores, como ansiedade antecipatória, parecem constituir importante fator patogênico. Um dado sintoma ocasiona a fobia; a fobia provoca o sintoma; e o sintoma, por sua vez, reforça a fobia. Uma cadeia como essa pode ser observada em casos obsessivo-compulsivos, nos quais o paciente combate as ideias que o perseguem. Desta forma, porem , ele aumenta o poder que elas têm de perturba-lo, uma vez que pressão provoca contrapressão, e mais uma vez é reforçado o sintoma! Por outro lado, assim que o paciente para de combater suas obsessões, procurando ridiculariza-las, tratando-as com atitude irônica, aplicando a intenção paradoxal, interrompe-se o círculo vicioso, o sintoma diminui e acaba atrofiando. Nos felizes casos em que não houver um vazio existencial propiciando o sintoma e convidando-o a se instalar, o paciente não só conseguirá ridicularizar seu medo neurótico, mas, por fim, conseguirá ignorá-lo completamente.

Estamos vendo que a ansiedade antecipatória precisa ser combatida através da intenção paradoxal; à hiperintenção bem como à hiper-reflexão, é preciso opor a derreflexão; a derreflexão, em última análise, não é possível a não ser através de uma orientação do paciente para a sua vocação e missão específica na vida.

Não é a preocupação do neurótico consigo mesmo, seja ela de comiseração ou de desprezo, que vai romper o círculo vicioso; a chave para a cura é a autotranscendência!” – pp 150 e 151

 

 

Pontos chaves para reflexão:

 

“Antes de mais nada, há um perigo inerente na doutrina do “nada mais que” aplicado à pessoa; teoria de que o ser humano é “nada mais que” o resultado de  condicionantes biológicos, psicológicos e sociológicos, ou produto da hereditariedade e do meio ambiente. Semelhante visão do ser humano faz o neurótico acreditar no que ele já tende a pensar de qualquer forma, a saber, que é um fantoche, vítima de influências externas ou circunstâncias internas. Esse fatalismo neurótico é fomentado e reforçado por uma psicoterapia que nega liberdade à pessoa. (*)

Sem dúvida, o ser humano é um ser finito e sua liberdade é restrita. Não se trata de estar livre de fatores condicionantes, mas sim da liberdade de tomar uma posição frente aos condicionamentos. Como eu disse certa vez: “Sendo professor em dois campos, neurologia e psiquiatria, sou plenamente consciente de até que ponto o ser humano está sujeito às condições biológicas, psicológicas e sociológicas. Mas além de ser professor nessas duas áreas sou sobrevivente de quatro campos – campos de concentração – e como tal também sou testemunha da surpreendente capacidade humana de desafiar e vencer até as piores condições concebíveis.” (**)

(*)Eu – onde está a nossa liberdade?

(**) – Eu também me considero uma sobrevivente, sobrevivente de 7 surtos psicóticos o último, o 8 – fiquei pelada de bunda para cima...e fui filmada, olha que lindo. Ela filmou a prova contra ela.... e agora coloca uma câmera na casa dela, torcendo para que eu tenha outro. É muito ordinária mesmo. To rindo a toa daquela narcisista, meu silêncio minha busca pela sabedoria. Só tenho pena.... Tadinha é muito limitada , narcisismo emburrece porque a pessoa perde a capacidade de refletir sobre si mesma. Vive de aparência e esquece o mais importante, a essência. Quem ela é? Uma vida vazia, sem sentido que resolveu virar meu encosto... nunca vai ser alguém. Enquanto isso vou recheando minha alma, só no silêncio, assim como a natureza, pássaros quando voam não fazem barulho....   a liberdade tem que ter responsabilidade... pena que as pessoas ainda não entenderam isso confundiram com libertinagem e ficaram escravas de um sexo vazio....qualquer coisa satisfaz. Vale qualquer merda... – deixaram limitar-se pelos condicionantes – se todo mundo faz....  todos vazios, todos gados.

Better apart... do que na mediocridade.

Imagina que vou me igualar aquela merda – só porque tem peitão e bundão e deve ser gostosa pra caralho... – só isso?  Qualquer travesti tem bundão e peitão... e um pirocão – e aí... Esse é o nosso mundo hoje. Se é isso prefiro ficar apart... Ainda não encontrei um amante de verdade... – não quero libertinagem, liberdade sempre com responsabilidade, sou adulta e assumo as consequencias pelo que faço, não sou como ela... Sou mulher de verdade. Não uma covarde narcisista, limitada. Sou professora e tá na cara que é uma invejosa... problema é dela, vai ter que me engolir porque não vou mudar, kkkk. Vou me aprimorar, desenvolvendo meu lado sombra e rindo de mim mesma – vou ficar uma velha e louca. – Viva a logoterapia.

Cada um que busque seu caminho.

Sou bipolar com muito orgulho. Sobrevivente  de 8 surtos psicóticos e campanha de difamação de uma narcisista perversa.  Quanto mais falar melhor... tá todo mundo vendo. Quem se esconde é ela!!

Não tenho culpa se o brasileiro despreza o conhecimento e ridiculariza quem busca o auto conhecimento e abre mão de certos condicionantes. E não ama a Filosofia. Acha coisa inútil.

Só lamento... livros também são perigosos

Ler é um ato revolucionário...

Afeto é um ato revolucionário

Amor aos livros então nem se fala...

Plante seu jardim e decore sua alma

Ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...

Ódio divide

Amor une, soma

Amor liberta

Ódio acorrenta e mata

Outro ponto chave para reflexão:

 

“Parece-me, entretanto, que existe um pressuposto ainda mais errôneo e perigoso, que eu chamo de “pandeterminismo”. Refiro-me à visão do ser humano que descarta sua capacidade de tomar uma posição frente a condicionantes, quaisquer que sejam. O ser humano não é completamente condicionado e determinado; ele mesmo determina se cede aos condicionantes ou se lhes resiste. Isto é, o ser humano é autodeterminante, em última análise. Ele não simplesmente existe, mas sempre decide qual será sua existência, o que se tornará no momento seguinte.

Da mesma forma, todo ser humano tem a liberdade de mudar a qualquer instante. Por isso podemos predizer seu futuro somente dentro de um quatro muito amplo de um levantamento estatístico relativo a um grupo inteiro; a personalidade individual , entretanto, permanece essencialmente imprevisível. A base para qualquer previsão estaria constituída pelas condições biológicas, psicológicas ou sociológicas. No entanto, uma das principais características da existência humana está na capacidade de se elevar acima dessas condições, de crescer para além delas. O ser humano é capaz de mudar o mundo para melhor, se possível, e de mudar a si mesmo para melhor, se necessário.” – pp 152 e 153

 

“A liberdade, no entanto, não é a última palavra. Não é mais que parte da história e metade da verdade. Liberdade é apenas o aspecto negativo do fenômeno integral cujo aspecto positivo é responsabilidade. Na verdade, a liberdade está em perigo de degenerar, transformando-se em mera arbitrariedade, a menos que seja vivida em termos de responsabilidade. É por esse motivo que propus a constrição de uma Estátua da Responsabilidade na Costa Oeste dos Estados Unidos, para complementar a Estátua da Liberdade na Costa Leste.” – pg 154

 

Eu – “O mundo é maior que seu quarto.”

O que está por trás dessa colocação por parte dele?

Qual será a visão de mundo dele? Gostaria de saber.

Quem se prendeu a condicionantes foi ele!!

Quem está querendo condicionar minha vida é ele!!

Quem quer me esquecer é ele! – negar minha existência

Quem não admite que errou é ele!!

Eu apenas – i forgive you, it is time to forget. – turn page.

Não posso deixar de ser bipolar por causa dele. – faz parte da minha personalidade. – tenho essa limitação biológica – minhas sinapses são diferentes... – cada um com suas limitações, não posso fazer altas viagens nas drogas , viajo de outras maneiras... – lendo. Mas o mundo dele é das aparências – prefere acreditar na mentira e mentir também.

Anos de convivência com aquela merda estragou esse menino. 

 

Liberdade e responsabilidade caminham juntas é fundamental que entendam isso. Fácil fazer as merdas e jogar a responsabilidade no outro. Querer culpar o outro. Meu surto psicótico não foi um crime, eles se aproveitaram do que eu tenho, da minha doença e da paixão que sentia naquela época. Hoje restou amor materno , afinal depois de toda a liberdade que dei a ele – ao meu filho de 24 anos – que só vem fazendo merda. É aquela musica – “ame a sua missão”. Mais uma vez só me resta xingá-lo: filho da puta. E rir de mim, que virei piada. Uma puta professora? Ou uma professora puta? É um moleque mesmo. Rsrsrsrs E ciumento ainda por cima – “chain” .Filho da puta, filho da puta e filho da puta.

Ele merece uma surra da mãe. Chinelada.

Agora sou vovozinha.

 

Obs: doentes mentais foram mortos por nazistas, eu estaria morta.

Eles praticavam a eutanásia.

 

= Reumanizando a psiquiatria

 Ponto para reflexão:

 

“O ser humano não é uma coisa entre outras; coisas se determinam mutuamente, mas o ser humano, em última análise , se determina a si mesmo. Aquilo que ele se torna – dentro dos limites dos seus dons e do meio ambiente – é ele que faz de si mesmo. No campo de concentração, por exemplo, nesse laboratório vivo e campo de testes que ele foi, observamos e testemunhamos alguns dos nossos companheiros se portarem como porcos, ao passo que outros agiram como se fossem santos. O ser humano tem dentro de si ambas as potencialidades; qual será concretizada depende de decisões e não de condições.” – p. 155

 

Eu – não existe condição mais sub-humana que a de um campo de concentração, ali vemos que a maldade humana não tem limites. O que uma ideologia e sua propaganda não faz?! E aqui faço ponte com Hannah Arendt – e seu conceito de “banalidade do mal”. Não sei... mas sinto que estamos em tempos sombrios – parece que estamos pouco a pouco perdendo nossas referências de humanidade.

Minha decisão – nada substitui o contato físico. – confiança só olhando no olho bem fundo. E o olhar humano é o mais expressivo que tem.

Quanto a minha bipolaridade, sei que não tem jeito, vão sempre me julgar. O mundo é assim – julga, condena , anula .... apenas deixo falarem , viro as costas e sigo em frente. Fácil falar, fácil destruir... é muito mais fácil destruir do que construir qualquer coisa. Sempre foi assim, construir dá trabalho e vc conta com poucos, conta nos dedos. Agora para destruir , todos se juntam covardemente, para nenhum assumir a responsabilidade, passar a imagem ruim. Melhor sozinha, do que com pessoas assim, - do meu lado Only good vibes – no time for toxic people. – essa é a minha decisão, escolhi esse caminho há mais de 20 anos. Meu histórico profissional é a prova.

 

 

A nossa liberdade está justamente nos momentos em que precisamos tomar importantes decisões na vida.

ainda posso  fazer outras viagens... hehehe – ler é perigoso.... atiça a imaginação

 

 

= A TESE DO OTIMISMO TRÁGICO – pag  161 a 175 – super hiper mega importante – ler, reler, reler,....

 

Pontos chave reflexão:

 

“Vamos começar perguntando-nos o que se deve entender por “otimismo trágico”. Em resumo, significa que a pessoa é e permanece otimista apesar da “tríade trágica”, como é chamada em logoterapia a tríade daqueles aspectos da existência humana que podem ser circunscritos por: 1.dor; 2.culpa; 3.morte. De fato, este capítulo levanta  a questão: “Como é possível dizer sim à vida apesar de tudo isso?” Como, para colocar a questão de outra forma, pode a vida conservar seu sentido potencial apesar de seus aspectos trágicos? No final das contas, “dizer sim à vida apesar de tudo”, para usar o título de um livro meu em alemão, pressupõe que a vida, potencialmente, tem um sentido em quaisquer circunstâncias, mesmo nas miseráveis. E isso, por sua vez, pressupõe a capacidade humana de transformar criativamente os aspectos negativos da vida em algo positivo ou construtivo. Em outras palavras, o que importa é tirar o melhor de cada situação dada. O “melhor”, no entanto, é o que em latim se chama optimum -daí o motivo por que falo de um otimismo trágico, isto é, um otimismo diante da tragédia e tendo em vista o potencial humano que, nos seus melhores aspectos, sempre permite: 1.transformar o sofrimento numa conquista e numa realização humana; 2. Extrair da culpa a oportunidade de mudar a si mesmo para melhor; 3. Fazer da transitoriedade da vida um incentivo para  realizar ações responsáveis.” – p. 161

 

“... . Mas a felicidade não pode ser buscada; precisa ser decorrência de algo. Deve-se ter uma razão para “ser feliz”. Uma vez que a razão é encontrada, no entanto, a pessoa fica feliz automaticamente. Na nossa maneira de ver, o ser humano não é alguém em busca da felicidade, mas sim alguém em busca de uma razão para ser feliz, através – e isto é importante – da realização concreta do significado potencial inerente e latente numa situação dada.” – p. 162

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Eu – é aquilo que o professor Olavo falou não se fazer de coitadinho, aceitar as situações, buscar lidar com elas dentro da realidade...Será que realmente a culpa é minha? Do crime não! Surtar não é crime!! Ela sabe direitinho o que ela fez – só que  narcisistas são incapazes  de refletir sobre eles mesmos, justamente por se acharem perfeitos e os maiores. Fico me perguntando que tipo de seres humanos estão nascendo nessa nova era – das redes sociais. Tá tudo tão confuso!!

Eu – Será que a culpa é minha? Se eles estiverem olhando pelo efeito borboleta, tem uma certa lógica – mas não vou me responsabilizar , nem me culpar pelo crime dela, que foi intencional, ela mesma falou que quer – que eu vá internada num manicômio. Ou seja, ela se entregou... kkkk . Não sou galinha otária, sou uma águia...., ainda sou uma loba em pele de cordeiro – dusty in the wind – ela não é nada – NDDD – better apart...

 

“Essa necessidade de uma razão é similar a outro fenômeno especificamente humano – o riso. Se você quer que alguém ria, você deve dar-lhe uma razão, tem que contar-lhe uma piada por exemplo. Não é possível, de modo algum, obter dele uma risada real exortando-o ou .pessoas em frente a uma máquina fotográfica que sorriem, para depois constatar nas fotos reveladas que suas fisionomias estão congeladas em sorrisos artificiais.

 

Em logoterapia, esse padrão de comportamento é chamado de “hiperintenção”. Ele cumpre importante papel na origem da neurose sexual, seja frigidez ou impotência. Quanto mais o paciente – em vez de esquecer-se de si mesmo doando-se – esforçar-se diretamente por alcançar o orgasmo, isto é, o prazer sexual, tanto mais essa busca de prazer sexual causará seu próprio fracasso. Na verdade, o chamado “princípio do prazer” é um estraga-prazeres.

 

Uma vez que a busca de sentido por parte do indivíduo é bem sucedida, isto não só o deixa feliz, mas também lhe da a capacidade de enfrentar sofrimento. E o que acontecerá se a procura de sentido por parte da pessoa tiver sido em vão? O resultado pode ser uma situação fatal. Quero lembrar, por exemplo, o que aconteceu algumas vezes em situações extremas como campos de concentração ou acampamentos de prisioneiros de guerra. Nestes, como ouvi de soldados americanos, surgiu um padrão de comportamento que eles chamavam de “desistite”. Nos campos de concentração, esse comportamento encontrava paralelo naqueles que, determinada manhã, às cinco horas, recusavam-se a levantar e a ir trabalhar, preferindo ficar na cabana, sobre palha molhada de urina e fezes. Nada – nem advertências, nem ameaças – podia induzi-los a mudar de comportamento. E então ocorria alho típico: puxavam um cigarro do fundo de um bolso qualquer, onde o haviam guardado, e começavam a fumar. Naquele momento, nós sabíamos que, durante as próximas quarenta e oito ,horas, iríamos observa-los morrer. A percepção de sentido havia desaparecido e, consequentemente, a busca do prazer imediato havia tomado as rédeas.

 

Porventura isso não nos lembra de uma situação paralela com que nos confrontamos todos os dias? Penso naqueles jovens, em escala mundial, que se referem a si mesmos como “geração sem futuro”. Sem dúvida, não é apenas ao cigarro que eles apelam: é às drogas.

 

Na verdade, o consumo de drogas é apenas um aspecto de um fenômeno de massa mais geral,  a saber, o sentimento de falta de sentido que resulta de uma frustração das nossas necessidades existenciais – o que, por sua vez, se transformou num fenômeno universal das nossas sociedades industriais. Hoje não apenas os logoterapeutas que afirmam que o sentimento de falta de sentido cumpre um papel sempre crescente na etiologia da neurose. Como escreve Irvin D. Yalon da Universidade de Stanford, em Existencial Psychotherapy: “De quarenta pacientes consecutivos procurando terapia numa clínica psiquiátrica de atendimento externo (...) doze (30%) tinham algum problema de vulto relacionado com sentido (segundo dados de autoavaliação, testemunhos de terapeutas ou julgamentos independentes)”. Milhares de quilômetros a leste de Palo Alto, a situação difere por apenas um porcento: as últimas estatísticas pertinentes indicam que, em Viena, 29% da população afirmam que falta sentido em suas vidas.

 

Quanto à origem do sentimento da falta de sentido, pode-se dizer, ainda que de maneira muito simplificadora, que as pessoas têm o suficiente com que viver, mas não têm nada por que viver; têm os meios, mas não têm sentido. Sem dúvida, alguns não têm nem mesmo os meios. Penso especialmente na massa de pessoas que hoje estão desempregadas. Cinquenta anos atras, publiquei um estudo sobre um tipo específico de depressão que havia diagnosticado em casos de pacientes jovens sofrendo do que eu chamava de “neurose de desemprego”. E consegui demonstrar que essa neurose tinha realmente sua origem numa dupla identificação errônea: estar sem emprego era considerado o mesmo que ser inútil, e ser inútil era considerado o mesmo que levar uma vida sem sentido. Consequentemente, sempre que eu conseguia persuadir os pacientes a trabalhar voluntariamente em organizações de jovens, educação dea adultos, bibliotecas públicas e atividades similares – em outras palavras, quando preenchiam seu abundante tempo livre com alguma atividade não remunerada, mas significativa e portadora de um sentido - , a sua depressão desaparecia, embora sua situação econômica não houvesse mudado e sua fome continuasse a mesma. A verdade é que o ser humano não vive apenas de bem-estar.

 

Ao lado da neurose de desemprego, desencadeada pela situação socioeconômica do individuo, há outros tipos de depressão atribuíveis a condições psicodinâmicas ou bioquímicas. Consequentemente, são indicadas, conforme o caso, a psicoterapia e a farmacoterapia.

 

No que tange ao sentimento de falta de sentido, no entanto, não devemos esquecer que, em si, ele não é uma questão de patologia: mais do que ser sinal e sintoma de uma neurose, eu diria que é a prova da humanidade da pessoa. Mas, embora não seja causado por nada patológico, esse sentimento bem pode causar uma reação patológica; em outras palavras, é potencialmente patogênico.

 

Pensamos na síndrome neurótica de massa tão difundida na jovem geração: há ampla evidência empírica de que as três facetas dessa síndrome – depressão, agressão, dependência de drogas – são devidas ao que se chama em logoterapia  “o vazio existencial”, um sentimento de vacuidade e de falta de sentido.

 

Não é necessário dizer que nem todo caso de depressão pode ser atribuído a um sentimento de falta de sentido. Tampouco o suicídio – a que a depressão, às vezes, leva a pessoa – sempre é resultado de um vazio existencial. Contudo, mesmo que todo e qualquer caso de suicídio não tenha sido levado a cabo por causa de um sentimento de falta de sentido, é bem possível que o impulso de tirar a vida tivesse sido superado se a pessoa tivesse estado consciente de algum sentido e propósito pelos quais valesse a pena viver.

 

Se, portanto, uma forte percepção de sentido cumpre um papel decisivo na prevenção do suicídio – como intervir nos casos em que há risco de suicídio? Quando jovem, passei quatro anos como médico do maior hospital estatal da Áustria, onde estava encarregado do pavilhão dos pacientes com depressão profunda. A maior parte deles havia sido admita depois de uma tentativa