Filhos de Gaia (gata desaparecida desde março de 2007)
quarta-feira, 27 de janeiro de 2021
13 TÉCNICAS DE MANIPULAÇÃO GLOBALISTA - MAQUIAVEL PEDAGOGO
13
Técnicas de Manipulação Globalista
Fonte: Canal Socran
Vídeo baseado no capítulo 1 do livro
Maquiavel Pedagogo – Pascal Bernadin, que retrata algumas técnicas de
manipulação de pessoas...
1.Submissão e Autoridade
2.Conformismo
3.Normas do Grupo
4.Pé na porta
5.Porta na cara
6.Dissonância Cognitiva
7.Não pague seus empregados
8.Gafanhotos fritos
9.Iniciação Sexual
10.Contatos Ovnis
11.Dramatização
12.Decisões e discussões em grupo
13.Avaliações
“O bom senso o guardará e o discernimento o
protegerá”
Provérbios
2:11
Uma revolução pedagógica baseada baseada
nos resultados da pesquisa psicodegógica está em curso no mundo inteiro.Ela é conduzida por especialistas na Ciência
da Educação que, formados todos nos meios revolucionários,logo dominaram os departamentos de educação
de diversas instituições internacionais:Unesco, Conselho da Europa, Comissão de
Bruxelas e OCDE. Na França, o Ministério da Educação e os IUFMS1 estão
igualmente submetidos à sua influência. Essa revolução pedagógica visa a impor
uma “ética voltada para a criação de uma nova sociedade”2 e a estabelecer uma
sociedade intercultural. A nova ética não é outra coisa senão uma sofisticada
representação da utopia comunista. O estudo dos documentos em que tal ética
está definida não deixa margem a qualquer dúvida: sob o manto da ética, e
sustentada por uma retórica e por uma dialética frequentemente notáveis,
encontra-se a ideologia comunista, da qual apenas a aparênciae os modos de ação foram modificados. A
partir de uma mudança de valores, de uma modificação das atitudes e dos
comportamentos, bem como de uma manipulaçãoda cultura,3pretende-se levar a
cabo a revolução psicológica e, ulteriormente, a revolução social. Essa nova
ética faz hoje parte dos programas da França,4 e é obrigatoriamente ensinada em
todos os níveis do sistema educacional.
A
submissão à autoridade
É uma série de experiências célebres, o professor Santley Milgran
evidenciou de maneira espetacular o papel da submissão à autoridade ao
comportamento humano. Milgram9 repetiu repetiu suas experiências com 300mil
pessoas, experiências estas que foram reproduzidas em diversos países. Os
resultados obtidos são indiscutíveis. A experiência de base envolve três
pessoas: o pesquisador, um suposto aluno, que na verdade é um colaborador do
pesquisador, e o verdadeiro objeto da experiência, o professor. A experiência
pretende supostamente determinar a influência das punições no aprendizado. O
professor deve então mostrar ao suposto estudante extensas listas de palavras
e, em seguida, testar sua memória. Em caso de erro, uma punição precisa ser
imposta ao colaborador. O objeto da experiência ignora, naturalmente, o status
real do colaborador, e crê que este , como ele próprio, não tem qualquer
relação com a organização da experiência. As punições consistem em descargas
elétricas de 15 a 450 volts, as quais o próprio professor deve acionar contra
osuposto estudante, situado em uma peça
vizinha. A voltagem das descargas aumenta a cada erro cometido. O colaborador,
é claro, não recebe essas descargas, contrariamente ao que acredita o professor
– este é quem recebe, no início do experimento, uma descarga de 45 volts,
para“assegurar-se de que ogerador funciona”. As reações que o
colaborador deve simular são estritamente codificadas: a de 75 volts ele começa
a murmurar; a 120 volts, ele reclama; a 150 volts ele pede para que parem com a
experiência e, a 285 volts, ele lança um grito de agonia, depois do qual se
calacompletamente. É assegurado ao
professor que os choques são dolorosos mas não deixam seqüelas. O pesquisador
deve zelar para que a experiência chegue ao seu termo, tratando de encorajar o
professor, caso este venha a manifestar dúvidas quanto à inocuidade da
experiência ou caso deseje encerrá-la. Também esses encorajamentos são
estritamente codificados: à primeira objeção do professor, o pesquisador lhe responde:
“Queira continuar, por favor”; na segunda vez: “A experiência exige que você
continue”; na terceira vez : “É absolutamente essencial que você continue” , na
quarta e ultima vez: “Você não tem escolha. Deve continuar.”Se o professor persiste em suas objeções após
o quarto encorajamento, a experiência é encerrada.
O
resultado da experiência é espantoso: mais de 60% dos professores levam-na até
o final, mesmo convencidos de que estão realmente administrando correntes de
450 volts.Em alguns países, a taxa
chega alcançar 85%. É preciso acrescentar que a experiência é extremamente
penosa para os professores, e que eles viviam uma forte pressão psicológica mas
seguem, não obstante, até o fim.
2)Conformismo
O conformismo
A tendência ao conformismo foi estudada por Asch,11 em sua célebre
experiência. Ao sujeito avaliado, apresenta-se uma linha traçada sobre uma
folha; além dela, três outras linhas de comprimento diversos. Em seguida, se
lhe pede para apontar, entre essas linhas três linhas, aquela cuja medida é
igual à da linha-padrão. Por exemplo: esta última mede quatro polegadas,
enquanto as linhas que devem ser a ela comparadas medem, cada qual três, cinco,
quatro polegadas. À experiência estão presentes indivíduos associados ao pesquisador,
que devem igualmente responder à questão. Estes,cujo papel real na experiência
é ignorado pelo avaliado, dão, nos ensaios válidos, a mesma resposta errônea,
combinada anteriormente à experiência. O individuo testado tem duas
alternativas: ou dar uma resposta errônea ou se opor à opinião unânime do
grupo. A experiência é repetida diversas vezes, com diferentes linhas-padrão e
linhas para comparar.Há ocasiões em que
os colaboradores respondem de modo correto (ensaios neutros). Aproximadamente três
quartos dos indivíduos realmente avaliados deixam-se influenciar nos ensaios
válidos, dando uma ou várias respostas errôneas. Assim, 32% das respostas dadas
são errôneas, mesmo que a questão não ofereça, naturalmente, qualquer
dificuldade. Na ausência de pressões,o percentual de respostas corretas chega
a92%. Verifica-se também que os
indivíduos conformistas, interrogados após a experiência, depositaram sua
confiança na maioria, decidindo-se pelo parecer desta, apesar da evidência
perceptiva. Sua motivação principal está na falta de confiança em si e em seu
próprio julgamento. Outros conformaram-se à opinião do grupo para não parecer
inferiores ou diferentes. Eles não têm consciência de seu comportamento. Assim,
a percepção de uma pequena minoria de sujeitos avaliados foi modificada:seus
membros enxergaram as linhas tais como a maioria as descreveu. Lembremos que o
individuo não sofria qualquer sanção caso errasse ao responder, da mesma forma,
que na experiência de Milgram , ninguém iria se opor a quem desejasse abortar a
experiência.
Convém
notar que, se um dos colaboradores dá a resposta correta, o individuo avaliado
então se sente liberto da pressão psicológica do grupo e dá, igualmente, a
resposta correta, resultado que ilustra bem o papel dos grupos minoritários. A
realidade social, contudo, é para estes bem menos favorável,uma vez que as
pressõesou sanções são aí muito
intensas.
3)Normas
de Grupo
A célebre experiência de Sherif12 sobre o efeito autocinético evidência
a influência exercida por um grupo sobre a formação das normas e atitudes de
seus membros. A experiência desenrola-se assim: tendo-se instalado um
individuo, sozinho, em uma sala escura, pede-se-lhe que descreva os movimentos
de uma pequena fonte luminosa, a qual na verdade, acha-se imóvel.O sujeito não encontrando nenhum ponto de
referência, logo começa a perceber movimentos erráticos (efeito autocinético).
Após algum tempo, passa a considerar que a amplitude dos movimentos oscila em
torno de um valor médio, que varia de individuo para individuo. Se, ao
contrário, a experiência é realizada com vários indivíduos observando a mesma
fonte luminosa e partilhando entre si observações, surge logo uma norma de
grupo à qual todos se conformam. No caso de, posteriormente, um individuo
deixado só, ele permanece, ainda assim, conformado àquela norma de grupo.
Tendo-se repetido a experiência, propondoagora ao sujeito outras questões ambíguas (estimativas de temperatura,
julgamentos estéticos etc), constatou-se que, quanto mais difícil era formular
um julgamento objetivo, mais estreita se fazia a conformidade à norma de grupo.
Sherif generaliza esses resultados até“o estabelecimento de normas sociais, como os estereótipos,as modas,as
convenções, os costumes, os valores”. Interrogando-se sobre a possibilidade “de
fazer com que o sujeito adote [-] uma norma prescrita,ditada por influencias sociais específicas”,
que submete o individuo em teste à influência de um companheiro prestigioso (um
universitário) , e logra obter que o sujeito ingênuo modifique sua norma e
substitua por aquela do companheiro de mais prestígio.
4)Pé
na Porta
Freedam e Fraser, em 1966, 13 trazem à luz um fenômeno conhecido como
pé-na-porta. Trataremos de duas de suas experiências.
Com a primeira delas, se buscava conhecer, em função da primeira como
era formulada a pergunta, o percentual de donas de casa dispostas a responder a
uma enquete a respeito de seus hábitos de consumo. Estimando que talenquete deveria ser longa e aborrecida,
somente 22% aceitaram dela participar quando se lhes convidou a isso
diretamente. Mas os autores, dirigindo-se a uma segunda amostragem, fizeram
preceder à pergunta um processo preparatório bastante simples: três dias antes
de formulá-la, telefonaram aos membros desse grupo, solicitando-lhes que
respondessem a oito perguntas a cerca de seus hábitos de consumo em matéria de
produtos de limpeza. Quando, três dias mais tarde, se lhes pediu para que se
submetessem à mesma enquete que fora feita com os membros da primeira
amostragem, a taxa de aceitação elevou-se a 52%.Chama atenção o fato de que um procedimento
tão simples possua tamanhopoder.
Portanto,
o princípio pé-na-porta é o seguinte: começa-se por pedir ao sujeito que faça
algo mínimo (ato aliciador) , mas que esteja relacionado ao objetivo real da
manipulação, que se trata de algo bem mais importante (ato custoso). Assim, o
sujeito sente-se engajado, ou seja, psicologicamente preso por seu ato mínimo,
anterior ao ato custoso.
Noutra experiência, os mesmos autores dividiram igualmente os
participantes em dois grupos. Os membros do primeiro não foram submetidos a
qualquer preparação particular. Aos membros do segundo foi solicitado que
colassem (ato aliciador) um adesivo na janela. Pediu-se em seguida aos membros
dos dois grupos que instalassem, cada qual em seu jardim,uma grande placa
–que chegava a encobrir parcialmente a
fachada da casa – a qual recomendava prudência aos motoristas. Enquanto , o
percentual de aceitação ,no primeiro grupo , foi de apenas 16,7%, no segundo
grupo esse percentual atingiu a marca de 76%. Ainda, convém notar que,
contrariamente à pesquisa anterior, nesta as duas pesquisas foram conduzidas
por duas pessoas diferentes.
E não é só isso. A enorme disparidade entre esses percentuais , citados
logo acima, foi obtida nos casos em que os adesivos também exortava os
motoristas à prudência. A atitude era a mesma(ser favorável a uma conduta mais prudente), tanto no ato aliciador
(fixar um adesivo) quanto no ato custoso (instalar em seu jardim uma placa sem
graça).
5)Porta
na Cara
“Portana Cara”
Técnica complementar à precedente, a “porta na cara”15 consiste em
apresentar, de início, um pedido exorbitante, que naturalmente será recusado,
depois do que se formula um segundo pedido,então aceitável. Em uma
experiência clássica, Citaldini et al. Solicitaram a alguns estudantes que
acompanhassem, por duas horas,um grupo
de jovens deliquentes em uma visita ao zoológico. Formulada diretamente, essa
solicitação obteve somente 16,7% de aceitação.Entretanto, colocando-a após um pedido exorbitante, a taxa elevou-se a
50%. Naturalmente, um “pé na porta” ou uma “porta na cara” podem ser úteis
parase extorquir um ato custoso,o qual,
por sua vez consistirá em um ato aliciador, no caso de um próximo pé na porta.
Com tal expediente, é possível obter comprometimentos cada vez mais
significativos. Essa técnica de “bola de neve” éefetivamente aplicada.
6)Dissonância
Cognitiva ou Espiritualismo Dialético
A teoria da dissonância cognitiva,
elaborada em 1957,por Festinger ,16
permiti perceber o quanto nossos atos podem influenciar nossas atitudes,
crenças, valores ou opiniões. Se é evidente que nossos atos, em medida mais ou
menos vasta, são determinados por nossas
opiniões, bem menos claro nos parece que o inverso seja verdadeiro, ou seja,
que nossos atos possam modificar nossas opiniões. A importância dessa
constatação leva-nos a destacá-la , para que, a partir dela, se tornem visíveis
as razões profundas da reforma do sistema educacional mundial. Verificamos
anteriormente que é possível induzir diversos comportamentos, apelando-se à
autoridade, à tendência ao conformismo ou às técnicas do “pé na porta” ou da “porta na cara”. Os fundamentos que
servem de base a esses atos induzidos repercutem em seguida sobre as opiniões
do sujeito, modificando-as (dialética
psicológica). Assim, encontramo-nos diante de um processo extremamente
poderoso, que permite a modelagem do psiquismo humano e que, além disso,
constitui a base das técnicas de lavagem cerebral.
Dissonância Cognitiva
*Dissonância Cognitiva é um termo da
psicologia
*A teoria da dissonância prega que
cognições contradizentes servem como estímulos para a mente obter ou inventar
novos pensamentos ou crenças, movimentar crenças pré-existentes, de forma a
reduzir a quantidade de dissonância (conflito) entre as cognições.
A Dissonância Cognitiva pode ser eliminada?
Conforme Festinger (1957), os profissionais
de Administração e Marketing não podem
eliminar a dissonância, mas eles podem compreender a forma de construção
dos mecanismos em que ocorre a dissonância e então, podem agir de forma a minizá-la ao máximo, reduzindo assim
sua intensidade.
A dissonância cognitiva
A dissonância cognitiva é um estado
psicológico relativamente desagradável que pode viver-se quando tomamos
consciência da discrepância entre as nossas atitudes ou entre as nossas
atitudes e os nossos comportamentos.
7)
Não pague aos seus empregados
A experiência de Festinger e Carlsmith18 pode ser assim resumida: num
primeiro momento, os examinados devem realizar uma tarefa manual repetitiva e
extremamente tediosa. Em seguida, o pesquisador- pretextando uma indisponibilidade de seu colaborador – lhes podem que
apresentem a tarefa a outros examinados , mostrando-a como um exercício
interessante, prazeroso. Para que realizem essa apresentação, a uns é oferecido
um dólar, a outros são oferecidos vinte dólares. Ao termo da experiência, os
indivíduos desses doisgrupos são
testados, a fim de se conhecer suas atitudes reais em relação àquela tarefa
inicial. Aqueles aos quais foram pagos vinte dólares descreveram-na como
tediosa, enquanto os demais, que receberam um dólar, modificaram sua cognição
relativamente à tarefa e passam não somente a considerá-la interessante e
prazerosa, mas, ainda, mostram-se dispostos a participar de outras experiências
semelhantes. Os primeiros justificam sua mentira admitindo haver agido por
interesse na retribuição, o que já não podem fazer os do outro grupo , aos
quais se havia prometido um dólar apenas.Colocados em situação de dissonância cognitiva , provocada pela
contradição entre sua percepção inicial da experiência e o ato e o ato que
foram levados a cometer.
Assim, uma pressão fraca (oferecer um dólar
como prêmio) , quer dizer, uma pressão apenas suficiente para induzir ao
comportamento buscado, têm efeitos cognitivos muito mais extensos que uma
pressão mais forte (oferecer vinte dólares). Esse fenômeno é bem conhecido
do“menagers”, que não ignoram que os
dirigentes que percebem salários menores são mais comprometidos com o trabalho
e na sua relação com a empresa. Da mesma forma, os pedagogos puderam constatar
que uma ameaça fraca, apenas suficiente para gerar o comportamento desejado, é
frequentemente mais eficaz a longo prazo do que uma ameaça mais forte. Nesse
último caso, a criança, consciente de que cede a uma forte pressão, conserva o
seu desejo inicial, o qual ela deverá satisfazer logo que possível.Entretanto, no primeiro caso dá-se o
contrário: a criança tenderá a entrar em dissonância cognitiva induzida pela
contradição entre seu desejo inicial e seu comportamento efetivo, produzido
pressão psicológica ligada à ameaça fraca. Exatamente como no caso dos indivíduos
submetidos às experiências de Festinger e Carlsmith, impõe-se a necessidade de
reduzir essa dissonância, o que se pode obter mediante o expediente de
desvalorizar o comportamento proibido. A modificação de atitude e de comportamento
é então duradoura, uma vez que, nesse
caso, ocorreu uma interiorização da proibição.
8)
Gafanhotos Fritos
Você gosta de gafanhotos fritos?
Sob o pretexto o menu do colégio militar, incluíram-se nele, gafanhotos
fritos,19, o que , convém notar, não agradou a ninguém. Mas a apresentação
dessa novidade foi realizada de duas maneiras diversas: um grupo foi convidado
a dela participar por um sujeito simpático, enquanto o segundo grupo foi
confiado a um homem desagradável, que tinha mesmo por objetivo forjar-se uma
figura antipática, efeito que obtinha – a par de outros recursos – ao tratar
seu assistente de modo grosseiro. Realizada a experiência, constatou-se que,
entre as pessoas que realmente comeram gafanhotos fritos, o percentual de membros
do segundo grupo que declaram haver gostado era significativamente maior que o
do primeiro grupo. Enquanto estes podiam justificar interiormente seu ato , já
que haviam agido motivados pela simpatia do apresentador, os membros do segundo
grupo viram-se obrigados a encontrar uma justificação do comportamento que lhes
fora extorquido. Para reduzir a dissonância cognitiva provocada pela
contradição entre sua aversão por gafanhotos fritos e o ato de comê-los, só
lhes restava mudar sua opinião a respeito daquela aversão.
9)
Iniciação Sexual
Para participar de discussões em grupo
acerca da psicologia sexual, algumas jovens foram levadas a passar por diversas
“provas iniciáticas”.20. Ao primeiro grupo impõe-se uma iniciação severa e
fastidiosa, psicologicamente aliciadora, portanto. Ao segundo, impôs-se uma
iniciação superficial. O grupo testemunho, por fim, foi admitido sem qualquer
iniciação. A discussão fora preparada para ser extremamente tediosa e
desinteressante. Constatou-se, ao final, que as jovens que declararam haver
gostado da discussão foram justamente aquelas que passaram pela iniciação mais
severa. Nesse caso, a dissonância cognitiva era provocada pela contradição
entre o investimento psicológico necessário para suportar uma iniciação severa
e a ausência de qualquer benefício daí obtido.
10)
Contatos Extra Terrestres
A senhora Keech, 21 fundadora de uma pequena seita,dizia receber
mensagens extraterrestres que informavam sobre a iminência do fim do mundo.
Tendo sido anunciado o dia da catástrofe, convidaram-se os membros da seita a
se reunirem, na véspera, para serem conduzidos à segurança dointerior de um OVINI, que aliás nunca veio. Festinger
estudava o grupo e se interessava pelo modo segundo o qual os seus membros
realizariam a redução da dissonância cognitiva após o resultado, previsível
desse momento crítico. (Com efeito, sabe-se que é bastante significativo o
investimento psicológico que ocorre em seitas; a dissonância cognitiva que se
gera em tais situações éconsiderável).Tendo já passado a hora fatídica, a senhora Keech declarou
ter recebido uma nova mensagem , pela qual era informada de que a fé e o fervor
de seus discípulos haviam permitido que a catástrofe fosse evitada. Então
estes,submetidos a uma forte dissonância cognitiva, apressaram-se a aceitar tal
explicação, que lhes proporcionava a custo baixo, reduzir aquela dissonância.
Além disso, passaram ao proseletismo , atitude que haviam cuidadosamente
evitado nos dias que precederam o dia fatídico.
11.
Dramatização
Constatou-se experimentalmente que uma
dramatização,em que pese seu caráter aparentemente lúdico, é capaz de provocar
dissonâncias cognitivas e as subseqüentes alterações de valor. A identificação
ativa ao papel assumido é suficientemente forte para aliciar o ator. Esse
surpreendente resultado é incontestável e firmemente estabelecido. Ao obrigar
os indivíduos a agir em oposição às suas convicções, sem constrangê-los
formalmente a isso, facilita-se o surgimento de dissonâncias cognitivas e a
conseqüente organização do universo cognitivo do ator. A dramatização é a base
do psicodrama , técnicas psicológica correntemente utilizada. Igualmente, a
dramatização constitui uma das psicopedagogias ativas mais poderosas e de uso
mais comum; é ensina nos IUFMS, por exemplo.
O
ator não é isento de receber influencia do papel que realiza, caso não esteja
preparado para isso. Em novatos, essa técnica pode ser muito promissora.
12)
Decisões e Discussões de Grupo
As decisões e discussões de grupo, por seu
inegável caráter público, tem um alto potencial para promover o engajamento.
Elas constituem uma das poderosas técnicas para introduzir dissonâncias
cognitivas. A terapia de grupo, técnica
psicoterapêutica clássica, tem nelas um
de seus elementos constitutivos fundamentais. Elas também são utilizadas pela
psicologia ativa , que frequentemente se apresenta como exercícios de
comunicação. E são ensinados nos IUFMS.
Claro está que a dinâmica de grupos apóia-se ainda sobre outros
elementos, principalmente afetivos, mas não seria pertinente detalhá-los aqui.
13)
Avaliações
Avaliação (dos alunos e dos professores)
A avaliação consiste em outro meio extremamente eficaz para conduzir à
interiorização de valores e de atitudes. Não é possível esclarecer os seus
fundamentos recorrendo-se a outras teorias da psicologia social que não a do
engajamento. Suas conclusões podem ser resumidas em poucas palavras ,
dizendo-se que, por força do exercício do poder personificado pelo avaliador, o
sujeito da avaliação é levado a interiorizar normas sociais. Esse processo está
na base da reprodução social ou – se se altera a escala da avaliação – da
modificação de valores. A avaliação formativa , conforme seu nome indica, visa
expressamente a ensinar o sujeito. Quando aplicada ao domínio da ética , leva a
interiorizar valores e atitudes. Sob a forma de autoavaliação , ela acrescenta
o engajamento do sujeito à sua avaliação. O estudo das diversas formas de
avaliação (teorias da avaliação) constitui um componente importante da
psicopedagogia e do ensino dispensado nos IUFMS.
Os IUFMS franceses integram, portanto, um
projeto mundial de formação de professores sustentado por pedagogias ativas e
que visa a modificar profundamente o papel da escola.
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Todo comentário e crítica construtiva é bem vinda. Destaco que não julgarei e respeitarei sua opinião, mesmo sendo diferente da minha.
Se soubesse, responderia...
Só sei q. sou uma tartaruga para assuntos tecnológicos. Sou apenas uma mortal, buscando nas pequenas coisas da vida a felicidade.
Sou aquela que aprendeu que a vida é uma verdadeira montanha russa, hoje vc pode estar lá em cima, mas amanhã bem pertinho do chão.
Enfim, procuro ser apenas mais uma sobrevivente neste mundo louco, buscando meu lugar ao sol.
Sou aquela que acredita que "enquanto houver vida há esperança".
Sou aquela que aprendeu que há pessoas que dão uma mão, mas tiram com a outra.
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