Filhos de Gaia (gata desaparecida desde março de 2007)

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quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Leitura Livros - recortes - A Espiral do Silêncio

 Elizabeth Noelle-Neumann

A Espiral do silêncio

A espiral do silêncio. Opinião: nosso papel social

     Inspirada a partir das exposições clássicas ou conceitos clássicos de opinião público, pretendo fazer uma pesquisa empírica sobre o processo de formação desta, a qual parte da observação que um indivíduo faz de seu entorno social.

     Entre os diferentes exemplos anteriores, de Tocqueville, Tonnies, Bryce y Allport, apenas Allporta apresenta o exemplo de um processo de formação da opinião pública: a pressão que se exerce sobre os habitantes de um bairro para que despejen de nieve sus aceras. Este exemplo nos mostra que as convenções sociais, os costumes e as normas junto com as questões políticas, estão entre as “situações” e as “proposições de significação” capazes de multiplicar as posturas públicas.

   Se a opinião pública é o resultado da interação entre os indivíduos e seu entorno social, deveríamos encontrar em execução os processos que Aschs y Milgran confirmaram de modo experimental.  Para não sentir-se sozinho, isolado, um indivíduo pode renunciar a seu próprio juízo. Esta é uma condição de vida em uma sociedade humana; se for de outra maneira, seria impossível a integração.

    Esse medo ao isolamento (não é só o medo que o individuo tem de o excluíram mas este indivíduo pode também começar a duvidar sobre a capacidade de seu juízo) é parte integrante, segundo os outros, de todos os processos de opinião pública. Aqui está o ponto vulnerável , ponto fraco do in-divíduo; pois os grupos sociais podem castiga-lo por não saber se adaptar ao grupo. Há uma ligação bem estreita entre os conceitos de opinião pública, sanção e castigo.

     Mas em que momento um individuo se encontra isolado? É aquele individuo que tenta descobrir mediante um  “organo cuasiestadístico”  que ao observar o seu entorno social “,estimar la” distribuição das opiniões a favor ou contra suas ideias, - “estimar la distribución de las opiniones a favor o en contra de sus ideias, pero sobre todo al evaluar la fuerza y el caráter movilizador y apremiante, asi como las possibilidades de êxito, de ciertos puntos de vista e de ciertas propuestas.”

      Isto é especialmente importante quando numa situação de instabilidade, o indivíduo está dentro de uma luta diante de proposições opostos e que se vê obrigado a tomar partido. Pode estar de acordo com o ponto de vista dominante, o qual reforça a confiança em si mesmo e o permite expressar-se sem reticências e sem correr o risco de ficar  isolado diante daqueles que têm pontos de vista diferentes.  Mas o contrário, pode advertir/ admitir que suas convicções perdem terreno (estão perdendo terreno); quando mais isso acontece, menos seguro o individuo estará de si e menos propenso estará a expressar as suas opiniões. Não falamos dos 20% referentes aqueles sujeitos da experiência de Asch cujas convicções seguem inquebráveis, mas dos 80% restantes. “Estas conductas remitem, pues, a la imagem cuasiestadística que se forma el individuo de su entorno social en términos de reparto de las opiniones.”  . A opinião pública dividida se afirma com mais frequência e com mais segurança; escuta-se o outro cada vez menos. Os indivíduos percebem estas tendências e consequentemente adaptam-se as suas tendências. A tendência em expressar –se em um caso e a guardar silêncio em outro, gera um processo em espiral que gradualmente  vai instalando criando uma opinião dominante.

     Basándonos en le concepto de un processo interactivo que genera una “espiral” del silencio, definimos la opinión pública  como aquella que pude ser expressada en público sin riesgo de sanciones, y en la  cual puede fundar se la acción  llevada adelante en público.

 

Estudo realizado no dia 15.04.2017

 

     Expressar ou dar uma opinião oposta e efetuar (por em prática) uma ação pública em seu nome significa correr perigo de ver-se isolado. Em outras palavras,  podemos descrever a opinião pública como a opinião dominante que uma postura e uma conduta de submissão,  uma vez que ameaça com isolamento o individuo rebelde, e ameaça ao politico coma perda do apoio popular.”Por esto, el papel activo de iniciado de un proceso de formación de  la opinión queda reservado para cualquiera que pueda resistir a la amenazza de aislamiento.” –p2

      Encontramos entre os autores clássicos aqueles que escreveram sobre a opinião pública e mencionaram que a opinião pública é um assunto de palavra e silêncio.

     Tonnies ecreve: “A opinião pública sempre pretende ser autoridade. Exige o consentimento. Ao menos obriga o silêncio “o a evitar que se sostenga la contradicción”.  Bryce fala de uma maioria que fica em silêncio por se sentir-se vencida.: “O fatalismo da multidão não depende de uma obrigação moral ou legal. Trata-se de uma perda da capacidade para resistir, de um sentido debilitado da responsabilidade pessoal e do dever de combater com as próprias opiniões.”

      O processo de formação da opinião pública fundado na “espiral do silêncio” foi descrito por Toequeville, em seu livro – O Antigo Regime e a Revolução.  Tocqueville, ao mostrar que o desprezo pela religião se converte em uma atitude amplamente difundida e dominante durante o século XVIII francês, e apresenta a seguinte explicação: la Iglesia francesa “se volvió muda”: “Los hombres que conservaban la antigua fe termieron ser los únicos que seguían fieles a ella y , más amedrentados por el aislamiento que por el erro, se unieron a la multitud sin pensar como ella. Lo que aún no era más que el sentimento de uma parte de la nación pareció entonces la opinión de todos, y desde esse momento pareció irresistible ante los mismos que le  daban esa falsa apariencia.”

     Antes de submeter à prova esse modelo interativo do processo de formação da opinião pública, cinco hipóteses serão expostas.

1.”Los indivíduos se forman uma idea del reparto y del éxito de las opiniones dentro de su entorno social.”Observam quais são os pontos de vista que pedem força fuerza y caules decaen. – quais são os pontos de vista fortes e os fracos. Este é um requesito para que exista e se desenvolva uma opinião pública, entendida como a interação entre os pontos de vista do indivíduo e daqueles que estão ao seu entorno. A intensidade da observação do seu entorno por parte de um determinado indivíduo varia não só de acordo com os seus interesses por tal ou qual assunto em especial “sino también según pueda o no ser a impelido a tomar partido publicamente respecto de eso.” –p.2

2. A disposição de um individuo em se expor ao público o seu ponto de vista varia de acordo as diferentes opiniões no seu entorno social –

 

>estudo realizado no dia 16.04.2017

 

2. La disposición de un individuo a exponer en público su punto de vista varía según la apreciación que hace acerca del reparto de las opiniones en su entorno social y de las tendências que caracterizam la fortuna de essas opiniones. Estará tanto mejor dispuesto a expresarse que piensa que su punto de vista es, y seguirá siendo, el punto de vista dominante; o si bien aún no es dominante, comienza a expandirse com creces. A maior ou menor disposição que um indivíduo tem em expressar uma opinião – influye em su apreciación del favor que hallan las opiniones que Suelen exponerse enn publico.

 

3.Se pude deducir de esto que si la apreciación del reparto de una opinión está en flagrante contradicción con su efectiva distribución es porque -  a opinião cuja força se sobrepõe é aquela que mais se expressa com mais frequência em público.

 

4. Hay umna correlación positiva entre la apreciación presente y la apreciación antecipada: se uma opinião é considerada dominante, é plausível pensar que ela continuará sendo no fuduto (e vicer-versa). Esta correlação, no entanto, pode variar. Quando mais débil, mais fraca é,  mais a opinião pública encontra-se um processo de troca.-Cuanto más débil es, la opinión pública más se enreda en un proceso de cambio.

 

5. Si la apreciación de la fuerza presente de una opinión determinada difiero de la de su fuerza futura, lo que determinará el punto hasta el cual el individuo este dispuesto a exponerse será la previsión de la situación futura, pues se supone que la mayor o menor buena disposición de um indivíduio depende su temor a encontrarse aislado, del temor a ver sua confianza quebrantada en si, en caso de que la opinión mayoritaria o la tendência de ésta no confirmara su próprio punto de visa. Si está convencido de que la tendência de la opinión va en su misma dirección, el riesgo de aislamiente es mínimo.

 

Nesta brincadeira a maioria dos indivíduos têm medo de se expor suas próprias opiniões em público, ao que tudo indica o maior medo é do isolamento. A questão é: mesmo que este indivíduo não concorde com a opinião pública seu medo é proporcional a sua confiança; mesmo que a opinião da maioria ou a tendência não confirma seu próprio ponto de vista. Agora se o indivíduo está convencido que a tendência da opinião vá em sua dieção, o risco de ver-se isolado é mínimo.

 

     Para provar tais hipótese uso como provas pesquisas sobre variados temas, organizadas pelo Instituto fur Demoskopie Allenbasch, entre os anos de 1971 e 1972. Estas pesquisas representam um total de 1000 a 2000 entrevistas, feitas por meio de questionários que refletem amostras representativas da população. Formularam-se quatro tipos de perguntas:

a)preguntas sobre la opinion del entrevistado, concernentes a temas controvertidos (una persona o una organización, un tipo de conducta, una propuesta);

b)preguntas sobre el punto de vista del entrevistado, referidas a lo que la mayoría (“la mayor parte de los alemanes occidentales”) piensa sobre un tema;

c)preguntas referentes a la evolución de la opinión en el porvenir;

d)preguntas relacionadas con la disposición del entrevistado a tomar partido publicamente. Pro eso les pedí a los entrevistados que imaginaran una conversación vinculada con un tema controvertido entre los pasajeros de un tren de línea principal y que indicaran si intervendrian o no, y de qué manera, en semejante conversación. – p.3

 

 

>estudo realizado no dia 17.04.2017

 

     Deste modo os entrevistados foram submetidos a doze temas que mais ou menos davam lugar a controvérsias:

- a lei sobre o aborto (abril de 1972)

-o nível máximo (repreensível) de porcentagem de álcool no sangue dos motoristas de automóvel (abril de 1972)

-a pena capital (junho de 1972)

-a união livre (setembro de 1972)

-os castigos corporais às crianças (novembro de 1972)

- os trabalhadores estrangeiros da República Federal (maio de 1972)

-o triunfo social (agosto de 1972)

- os tratados de Moscou e da Varsóvia ( maio de 1972)

- o reconhecimento da RDA (fevereiro de 1971)

- a proibição do Partido Comunista (setembro de 1972)

- a influência crescente de Franz Josef Strauss (outubro/novembro de 1972)

- Vocês apoiam Willy Bradt como chanceler? (outubro de 1972)

 

     Como podemos ver na Tabela 1 (vide anexo no final), a disposição em discutir sobre um tema em público varia segundo o sexo, a idade, la profissão, a renda e o lugar de residência (onde mora). Os homens, as categorias mais jovens e as classe média e alta expressam-se de maneira com más gusto. Estas mesmas discrepâncias /diferenças são encontradas a respeito de todos os demais resultados da investigação. Por isso pus-me a examiná-los sem fazer distinções entre estes subgrupos demográficos.

     Se hizo uma comparação entre os grupos que pessoas que compartilham uma mesma visão sobre a evolução da Alemanha. Pensam que a República Federal se encaminha ao socialismo. A diferencia  entre estes grupos é que um apoia/concorda com isto; e o outro não. Os resultados mostram diferenças de grau na propensão em expressar-se em cada um dos grupos. A “facción preocupada” é na realidade numericamente mais importante que a  “fracción triunfante”, mas a tendência desta maioria de ficar em silêncio é considerável e da a impressão de uma “maioria silenciosa”.

     Convém agora examinar a propensão da expressão do grupo que apoia/ se alegra pelo avanço do socialismo, isto se deve por um interesse mais pronunciado pela política. O resultado foi que a tendência em se falar da “facción victoriosa”  e a tendência em ficar em silêncio da “facción perdedora”  é evidente tanto no que se refere ao interesse pela política como naqueles que não tem interesse política.

 

>estudo realizado no dia 18.04.2017

 

     Se os partidários das teses da esquerda parecem mais inclinados que os conservadores “a situarse en la brecha” –p4, é porque suas previsões sobre a evolução dos acontecimentos  revelaram-se corretas.  A respeito desta questão realizou-se uma pesquisa (entrevista/ amostra)  sobre o reconhecimento da RDA. A investigação (a pesquisa) realizada em 1971, um ano antes da formalização do Tratado entre a República Federal da Alemanha e a República Democrática da Alemanha. Nesta pesquisa realizada em 1971, em linhas gerais observou-se que havia quantidades iguais de pessoas a favor e contra ao reconhecimento deste Tratado.  E havia pouca diferença entre ambos os grupos, quando estes eram perguntados se achavam que eram maioria na população. A diferença aumentava no momento em que os grupos eram interrogados sobre o que esperavam , ou quais eram as expectativas de uma evolução crescente em seus grupos. O que pensaram que eram maioria tinham a clara impressão de que o tempo lhes daria a razão.

      Nesta série de pesquisa (provas, entrevistas), os exemplos modificaram as hipóteses do silêncio. Em dois temas,  as partes perdedoras (minorias que variavam entre 17% a 25% , frente a maiorias que variavam de 53% a 61%) mostraram uma disposição a estar do lado da minoria, (menos igual) – “muestran una disposición a tomar partido por lo menos igual, si no superior, a la de la mayoría.” (p.4)  Tratavam-se me minorias opostas aos Tratados de Moscou e Varsóvia que apoiavam o político conservador Franz Josef Strauss. Estes resultados sugerem que por trás de um longo combate, uma pequena parcela (facción minoritária)  pode ficar reduzida a núcleo compacto cujos membros não estão dispostos a adaptarem-se, nem a mudarem de opinião , “o incluso”  ficar silêncio frente a opinião pública.  Alguns membros deste grupo são capazes de enfrentar seu isolamento. Em sua maioria, podem seguir mantendo seus pontos de vista apoiando-se em um círculo seletivo e elegendo “los médios de los que se dispone.” – p4

     Para chegar uma confirmação inequívoca sobre a hipóteses 3 mais estudos seriam necessários. “En especial habría que examinar la diferencia entre los repartos reales y supuestos de la opinión.” – p4  É preciso também saber se a percepção das entrevistas expressas em público com maior frequência se relaciona com o opinião do mesmo entrevistado e com a confirmação de que sua opinião é a mesma da opinião dominante. Tenho a hipótese de que em processos de formação de opinião a observação que um indivíduo faz sobre as mudanças/transformações em seu entorno  ocorre antes das mudanças de sua própria opinião.  Deste modo, meus estudos têm mostrado um “cambio en la voluntad de votar durante la campana de las elecciones de 1972 a favor de la opinión que se presentaba publicamente con la mayor fuerza.” –p4. El balanceo  o equilíbrio parece estar mais marcado entre as mulheres, que se sente menos seguras em opinar sobre matéria política.

     Basándonos en esta comprobación de un efecto diferido de la previsión de los resultados de una elección acerca de las intenciones de voto, examinemos el valor predictivo de la hipótesis del silencio” –p4

 

>estudo realizado no dia 25.04.2017

 

     As ponderações sociográficas (sociogeográficas) habituais sobre a distribuição das opiniões na população devem ser completadas com perguntadas que levem em consideração as opiniões do entorno – Quais são as opiniões que predomina e quais ganharam terreno? – assim como perguntas acerca da disposição do entrevista em defender determinado ponto de vista em público.

      Tendo em mãos semelhante (certas informações) informação é possível considerar, na análise de um grupo, a opinião de parâmetros tais como a confiança que tem em si mesmo (de acordo com sua segurança (“de acuerdo con su seguridade de tener consigo o no a la mayoría presente o futura), assim como sua inclinação a defender certo ponto de visa em público. Partindo dos resultados destas análises podemos deduzir que podemos contar com uma mudança na opinião pública. Quais são as opiniões que defenderiam ser difundidas e quais deveriam cair (ou ser silenciadas)? “Cuál es la forma de la presíon conformista?” –p.38 . Então é possível fazer previsões, tais como:

- Se uma maioria se considera minoria, pode ser que ocorra o processo contrário, ou seja , uma maioria tornar-se minoria. Pode ocorrer também o inverso – se uma minoria é vista como maioria , poderá aumentar.

- Se os membros de uma maioria não calculam a força desta maioria, a força de sua opinião ao longo do tempo como ela se mantem, pode ocorrer um fracasso. Pode acontecer também , que a crença num crescimento favorável  compartilhada por muitos, seus membros precisaram de muito tempo para mudarem de opinião.

- “Si la inseguridad en cuanto a lo que es la opinión dominante, o lo que será, aumenta, es porque está ocurriendo un cambio profundo en la opinión dominante.” – 39

- Se duas facções (opiniões diferentes) se distinguem claramente por sua respectiva disposição em expor seus pontos de vista em público, o lado que mostre maior disposição será talvez o que predomine no futuro.

 

>estudo realizado no dia 26.04.2017

  

     Combinando estas ponderações, podemos concluir que uma minoria convencida de sua força, de seu predomínio futuro e, por conseguinte disposta a expressar-se, poderá tornar sua opinião dominante, principalmente se combate uma maioria que duvida de seus próprios pontos de vista mesmo que esta siga vencendo no futuro, mas não tanto disposta a defende-los em público.  A opinião desta minoria se converte em uma opinião que mais a frente não pode se contradizer sem correr o risco de cair em alguma sanção. Deste modo passa da hierarquia, muda de posição deixa de ser simples opinião de uma parte da população para tornar-se opinião pública.

        Este tipo de análise pode ser aplicar à previsão das opiniões políticas, às tendências de moda, a evolução dos costumes e das convenções sociais, e decidir – determinar vários aspectos dos quais a atitude , a conduta do indivíduos estejam determinados pela relação de suas próprias convicções e o resultado da observação do seu entorno social.  Na minha opinião, esta interação é o principal aspecto do processo de formação da opinião pública.  A  importância do papel da observação do entorno faz com que todas as potencias sobre a opinião pública –“La importância del papel de la observación del entorno hace que todas las potencias sobre la opinión pública sólo valgan para períodos y sítios determinados.” –p39

     Se suele afirmar que los médios de comunicación massiva influyen enn la opinión pública pero enn realidade esta relación no es para nada clara. – p .39

      Os meios de comunicação de massa pertencem ao sistema através do qual o individuo consegue se informar sobre o seu entorno. “Respecto de todas las preguntas que no atanen a su esfera personal, depende casi totalmente de los médios de comunicación massiva tanto en lo que se refiere a los hechos mismos como a la evaluación del clima de la opinión. Por regla general reaccioanrá ante la presión de la opinión en la forma en que ésta há hecho pública (o sea publicada).-p39. É preciso investigar sobre o modo como uma opinião sobre uma pessoa ou um tema específico chega a prevalecer a partir do “a partir del sistema de los médios”.  Quais são os fatores que facilitam este processo, e quais são os fatores que o inibem?  Este processo depende das convicções dos periodistas? Está vinculado com as obrigações de trabalho do periodista? Os partidários das opinião dominante ocupam dentro do sistema dos meios (de comunicação) os postos chave que lhes permitem manter a distância dos grupos considerados numericamente do contra/contrários?

       Não pode estudar a influencia dos meios de comunicação de massiva na opinião pública sem levar em conta um /o conceito operatório da origem da opinião pública.  Neste sentido, a “espiral do silêncio” é um conceito para estudar este fenômeno da  origem da opinião pública. As perguntas que plantea são as seguintes: Quais são os temas que os meios de comunicação de massa apresentam/ consideram como opinião pública (função de agenda) e entre estes, quais são os temas privilegiados? Para quais pessoas e que argumentos são usados para dar – “A qué personas y a qué argumentos se confiese un prestigio especial y se profetiza una importância futura”? Há unanimidade na apresentação dos temas, e na sua urgência, en la anticipación de su futuro?

     A pergunta  acerca de saber se os meios de comunicação antecipam a opinião pública faz parte das discussões científicas há muito tempo. Segundo o mecanismo psicossocial que lhe temos chamado “a espiral do silêncio”, convém ver os meios de comunicação de massa como criadores de opinião pública. Constituem o entorno cuja pressão desencadeia a combatividade, a submissão e o silêncio. – “La pregunta acerca de saber si los médios anticipan la opinión pública o si solo la reflejam constituye el centro de las discusiones cientificas desde hace ya mucho tempo. Ségun el mecanismo psicossocial que hemos llamado “la espiral del silencio”, conviene ver a los médios como creadores de la opinión pública. Constituyen el entorno cuya presión desencadena la combatividade, la sumisión o el silencio.”-p5

 

>estudo realizado no dia 28.04.2017

 

    “Tenho experimentado a espiral do silêncio em meu clube.” “Tenho visto ela funcionar em minha equipe de voleibol.” “As coisas são exatamente assim em minha empresa.” -  A gente confirma desta maneira o conceito de espiral do silêncio.  E é o que nos cabia esperar, pois há inúmeras ocasiões para observar essa conformidade de comportamento humano. As experiências que todos temos em pequenos grupos formam parte do processo. Quando a opinião pública está em formação, a comprovação por parte dos indivíduos observadores de experiências idênticas ou similares nos diferentes grupos leva a supor que “todo mundo” vai pensar igual. “Sin embargo, cuando la espiral del silencio empieza a desarrollarse en público sucede algo único”-p5  O que dá uma força irresistível ao processo é seu caráter público. O elemento da atenção pública entra no processo com máxima eficiência através dos meios de comunicação de massas.  De fato, os meios de comunicação encarnam a opinião pública, uma “publicidade” informe, anônima, incansável e inflexível.

 

La sensación de impotência antes los médios de Comunicación

A sensação de impotência perante os meios de comunicação.

 

     A comunicação pode dividir-se em unilateral e bilateral (uma conversação por exemplo, bilateral), direta e indireta (uma conversação é direta), pública e privada (uma conversação pode ser só privada).  Os meios de comunicação de massas são formas de comunicação unilaterais, indiretas e públicas.  Contrastam portanto, de inúmeras com a forma de comunicação humana mais natural, a conversação.  Por isso os indivíduos se sentem desvalidos, (sozinhos?) perante os meios de comunicação.  Em todas as pesquisas em que se pergunta a pessoas que tem muito poder na sociedade atual, os meios de comunicação aparecem nos primeiros lugares. Esta impotência se dá duas formas.  A primeira ocorre quando uma pessoa tenta conseguir a atenção pública (no sentido de Luhmann), e os meios de comunicações através de seus processos de seleção não lhe dão atenção. O mesmo acontece quando se realizam grandes esforços para que a atenção pública se fixe numa ideia, numa informação ou num ponto de vista. “Esto puede desembocar en un estalido desesperado en presencia de los guardianes que han denegado el acceso a la atención pública: uno tira un bote de tinta a un Rubens en el museo de aarte de Munich; otro arroja una botella de ácido contra un Rembrandt en un museo de Amsterdam, otro secuestra un avión para que la atención pública se fije en un mensaje o en uma causa.” – p6

      O segundo aspecto da impotência entra em jogo quando se usam os meios de comunicação de massa como  uma picota ; quando orientam a atenção pública  anônima, para um individuo que entrega o outro como um bode expiatório para ser “exibido”. Não podendo este defender-se.  Não podendo desviar-se das pedras e das flechas.  As formas de réplicas são grotestacas por sua debilidade, “por su torpeza en comparación con la tersa objetividade de los médios”. Os  que aceitam voluntariamente aparecer em um debate ou em uma entrevista de televisão sem pertencer ao círculo interior dos “cancerberos”  dos meios de comunicação estão metendo suas cabeças dentro da boca do tigre.

 

 

Un nuevo punto de partida para la investigación sobre los efectos de los médios

Um novo ponto de partida para a investigação sobre os efeitos dos meios de comunicação.

 

>estudo realizado no dia 03.05.2017

 

      A atenção pública pode experimentar-se (ser analisada) a partir de ponto de vista diferentes: a do indivíduo exposto a ela, e a do indivíduo que é ignorado por ela. – que acabamos de descrever

 

 

Dia09.05.2017

 E também a partir da perspectiva de um acontecimento coletivo, quando milhares de pessoas observam seu meio e falam ou permanecem caladas, criando assim a opinião pública. A observação do entorno tem duas fontes, dos manantiales que nutrem a opinião pública: de um lado o indivíduo observa diretamente seu meio; por outro lado, ele recebe a informação sobre o seu meio através dos meios de comunicação.  Atualmente a televisão crea, con el color y el sonido, uma grande confusão entre a própria observação e a observação mediada pelos meios. “Boa Tarde”, diz o homem do tempo ao comentar sobre a informação metereológica. “Boa tarde”, responderão os hóspedes de um hotel que estão de férias.

 

     A gente leva muito tempo questionando os efeitos dos meios comunicação acreditando que há uma relação muito simples e direta entre a causa-efeito. Supõem-se que as afirmações transmitidas por qualquer meio de comunicação geram mudanças de opiniões – o que também seria um efeito – reforçam a opinião da audiência. A relação entre os meios de comunicação e a audiência pode ser comparada com uma conversa privada entre duas pessoas, uma delas diz algo que pode ser reforçado ou combatida.  A influência real dos meios de comunicação é muito mais complexa e muito diferente do modelo de conversa privada/ individual.  Walter Lippmann nos ensinou mostrando que os meios de comunicação graban os estereótipos através de inúmeras repetições, e que estes servem de ladrillos do “mundo intermediário”, da pseudorealidade que surge entre as pessoas e o mundo objetivo exterior. Esta é a consequência da “función del agenda-setting de Luhmann”, a seleção daquilo que o público deve assistir, daquilo que deve ser considerado urgente, dos assuntos que devem ser mais importantes para todos. Todo resto é decidido pelos meios de comunicação.

     Ademais, os meios de comunicação influenciam a percepção individual do que “puede decirse o hacerse sinn peligro de aislamiento” –p6 e ee por último, encontramos algo que poderia ser chamado da função da articulação dos meios de comunicação.  Este faz com que retornemos ao ponto de partida da nossa análise sobre a espiral do silêncio, “el test del tren como situación paradigmática de un pequeno grupo en el que se crea opinión pública mediante el habla y la resistência a  hablar.” –p6

     Mas por hora vamos seguir com o tema: de como as pessoas experimentam (sentem) o clima da opinião através dos meios de comunicação.

 

 

El conocimiente público legitima

O conhecimento público legitima

 

     Todos que lerem as reimpressões do “memoral”, que hizo –p6  público um grupo de estudantes por ocasião da morte de Buback , um fiscal federal assassinado por terroristas em 1977, sabiam que a reimpressão não pretendia apenas documentar.  O texto assinado com o pseudononimo “Mescaleros”, voltou a ser publicado , evidentemente, para que o máximo de pessoas pudessem le-lo e formasse uma opinião sobre ele.  A publicidade ativa que acompanhou sua reimpressão mostrou o impacto do texto. Apesar de tímidos comentários editoriais condenatórios, que apenas ocultavam uma aprovação subjacente, “la publicidade produjo la impresión de que se podia estar secretamente satisfecho por saber que unn fiscal federal hubiera sido assinado, y que esto podia expresarse publicamente sinn correr riesgo de aislamiento.” –p6 . Algo semelhante acontece sempre que uma conduta considerada tabu se torna publica. – “por el motivo que sea – sin que califiquem de mala, de algo a evitar o a empicotar. -p6. É muito fácil saber se nos encontramos com uma notoriedade que estigmatia ou com uma perdona un comportamento. “Dar a conocer una conducta que viola normas sin censurarla energicamente la hace más adecuada socialmente, más aceptable. Todos puedem ver que esa conducta ya no aisla. Los que rompen normas sociales anhelan conn frecuencia recibir las mínimas muestras de simpatia pública. Y su avidez está justificada, porque de esse modo la regla, la norma, queda debilitada.” –p 7 e 8

 

>estudo realizado no dia 09.05.2017

 

La opinión Pública tiene dos fuentes: uma de ellas, los médios de comunicación

A opinião pública tem duas fontes: uma delas, os meios de comunicação

 

     No início de 1976, meio ano antes das eleições federais da Alemanha, pela primeira vez se montou todo um instrumental de investigação demoscópica  disponível para acompanhar o desenvolvimento do clima da opinião e o mapeamento das intenções de voto a partir da teoria da espiral do silêncio. O principal método usado foi a la entrevista repetida de unna muestra representativa de votantes, lo que se llama tecnicamente unn estúdio panel.  Foram realizadas também, entrevistas/ pesquisas representativas normais para não se perder o que ia  se sucedendo. Foram realizadas entrevista a periodistas, e programas políticos foram gravados nos canais nacionais de televisão.  Mostraremos aqui apenas uma pequena parte do total desse esforço , para mostrar como a teoria da espiral do silencio orientou a investigação empírica (Noelle-Neumann 1977b; 1978; Kepplinger 1979; 1980ª).

     Haviamos elaborado perguntas pertinentes às eleições federais de 1965. Estas se referiam às intenções de votos dos entrevistados, suas crenças sobre o possível vencedor, sua disposição em demonstrar publicamente suas preferências políticas, seu interesse por política em geral  y su grado de utilización de los médios de comunicación (periódicos y revistas leídos –y televisión vista -), con una atención especial a los programas políticos de televisión.

 

 

Cambio súbito del clima de opinión antes de las elecciones de 1976

Súbita mudança de clima na opinião antes das eleições de 1976

 

     Em julho, em plena temporada de férias, chegou ao Instituto Allensbach uma remessa de questionários contestados. Faziam parte da segunda onda de um panel de aproximadamente 1.000  votantes representativos de toda a população da Alemanha Ocidental. Naquela época eu estava em Tessin (Suissa) desfrutando dos dias ensolarados de verão e me recordo vivamente do contrate entre as grandes hortas verdes do vinhedo e a mesa de granito sobre a qual estavam os resultados das pesquisa. Faltavam poucos meses para as eleições e não era o momento de abandonar completamente o trabalho.  De los impresos se desprendia algo conn claridade:  la medición más importante, la pregunta sobre la percepción que la gente tenia del clima de opinión, mostraba unn dramático descenso de los cristianodemócratas. La pregunta era ésta: “Por supuesto nadie pude estar seguro pero - ? quíen cree usted que va a ganhar las próximas elecciones federales? Quíen va a recibir más votos, la Unión Cristianodemócrata o el Partido Socialdemócrata, - Partido Demócrata Libre?”  Em março de 1976, os entrevistados da pesquisa /amostra havia dado uma vantagem de 20 por cento à União Cristianodemocrata, esperando que este ganhasse as eleições; mas agora a sensação havia mudado pois há uma diferença de 7 que separa as estimativas entre a Unión Cristianodemocrata e o Partido Social Democrata- Partido Democrata Livre.  Poco después el Partido Socialdemócrata- Partido Demócrata Libre alcabzaba a la Unión Cristianodemócrata. (tabela 2, no final do capítulo).

      Minha primeira suposição foi que os que apoiavam os cristianodemocratas havia se comportado igual às eleições de 1972, permanecendo publicamente em silêncio e não demonstrando,  incluso una vez empezada la campana electoral, caules eran sus convicciones.

p-8

>estudo realizado no dia 12.05.2017

 

     Eu sabia que a jefatura  da campanha de todos os partidos políticos, incluindo ai a União Cristianodemocrática, tinha tentado convencer, fazer com que os seus votantes (eleitores) proclamassem sua posição publicamente; mas, como sabemos as pessoas são precavidas e medrosas. Telefonei para Allensbach e perguntei pelos resultados das perguntas sobre a disposição em se apoiar publicamente um partido. O resultado foi surpreendente: não se enquadra na teoria. Em comparação com os resultados de março, os seguidores/ eleitores do Partido Socialdemocrata tendiam a mostrarem-se mais remissos que os da União Cristianodemocrática. Em resposta à pergunta : o que estavam dispostos a fazer por seu partido, e dada uma lista de atividades possíveis inclusive a resposta “absolutamente nada”- “nada de todo esto” , o número de eleitores/votantes do Partido Socialdemocrático que disseram que não fariam nada aumentou entre março e julho de 34 a 43 por cento, todavia já  os eleitores da União Cristianodemocrática permaneceram praticamente constantes (em 38 por cento disseram que não fariam nada em março, e 39 por cento em julho). Uma disposição decrescente dos partidários/ eleitores cristianodemocráticos em apoiar publicamente seu partido não pode explicar a mudança no clima da opinião (tabela 3, ao final do capítulo).

 

Con el ojo de la televisión

Com o olho na televisão

 

     Depois eu pensei nas duas fontes de que dispomos para obter informação sobre a distribuição das opiniões em nosso meio: a observação da primeira mano   da realidade e a observação da realidade através dos olhos dos meios de comunicação. De modo que pedi a Allensbach que os dados fossem tabulados de acordo com a quantidade de prensa leída ou de televisão vista pelos entrevistados.  Quando tive os resultados desplegados  sobre a mesa, eram tão  sencillos  quanto uma cartilha de escola. Somente os que haviam observado o meio entorno com maior frequência através dos olhos da televisão perceberam uma mudança no clima da opinião; aqueles que haviam observado o entorno sem os olhos da televisão não notaram nenhuma mudança no clima da opinião (tabela 4, ao final do capítulo).

     As diversas comprovações/pesquisas que realizamos para ver se o filtro da realidade pela televisão mudou o clima de opinião – em outras palavras:  a mudança no clima da opinião gerada pelo filtro da televisão – no ano eleitoral de 1976 estão detalhadamente descritos em outro lugar (Noelle-Neumann 1977b; 1978).  De todas as formas, não podemos deixar de sentir curiosidade pela maneira a qual é produzida a mudança de clima da opinião pública. Novamente entramos em um território que foi pouco explorado pela investigação.

 

Los periodistas no manipularon. Refirieron lo que vieron

Os periodistas / jornalistas não manipularam.

 

     Para tentarmos chegar ao menos a uma solução para este enigma , analisamos entrevistas realizadas a jornalistas e , os vídeos de programas políticos de televisão desse ano eleitoral. De acordo com as teses de Walter Lippmann, não é absolutamente surpreendente que os “televidentes vieran esfumarse las possibilidades de la Unión Cristianodemócrata.” –p9. Os próprios jornalistas não acreditavam que os cristianodemocráticos poderiam ganhar as eleições federais de 1976. Na realidade, “los dos bandos políticos tenían prácticamente la misma fuerza,e a União Cristianodemocrática venceu no dia das eleições, em 3 de outubro de 1976, com 350.000 dos 38 milhões de eleitores aproximadamente (un 0,9 por ciento) hubieran cambiado su voto del Partido Socialdemócrata o el Partido Demócrata Libre a la Unión Cristianodemócrata.  Uma estimação objetiva da situação anterior às eleições teria feito os jornalistas a responder à pergunta: Quem acredita que vai ganhar as eleições?” con un “Está completamente enn el aire”.  Mas pelo contrário, mas de 70 por cento respondeu que acredita que a coalização socialdemócrata-liberal iria ganhar, e apenas 10 por cento esperava uma vitória cristianodemocrática.

 

>estudo realizado no dia 16.05.2017

  

 

     Os periodistas (jornalistas digamos assim) viam o mundo de uma maneira bem diferente do eleitorado , Lippmann tinha razão, só podiam mostrar o mundo da maneira como o viam. Em outras palavras, a audiência tinha duas visões da realidade, duas impressões distintas sobre o clima da opinião: a impressão própria, baseada em observações de primeira mão e a impressão baseado no olho da televisão. Isto produziu um fenômeno fascinante: um “clima de dupla opinião” (tabela 5).

 

     Por que a população e os periodistas viam de maneira tão diferente a situação política? O eleitorado, afinal , todavia acreditava (no verão de 1976) que uma vitória dos cristianodemócratas era um pouco mais provável que uma vitória dos socialdemocratas e liberais.

 

     Uma razão era que a população e os periodistas tinham convicções políticas e preferências completamente diferentes por uns e outros partidos. E como deixa claro Lippmann, as convicções guiaram seus pontos de vista. Os eleitores do Partidos SocialDemocrata e do Partido Demócrata Liberal (os Liberais) viam mais indícios de vitória para seus partidos, assim como os eleitores da União Cristianodemócrata consideravam mais provável a vitória de seu partido. Isto é assim em geral,  e assim em 1976  no caso da população e dos periodistas. Como a população estava dividida em partes iguais entre o Partido Socialdemócrata – Partido Demócrata Libre por uma parte  e por outra parte pela Unión Cristianodemócrata, mientras que los periodistas se decantaban en una proporción de três a uno a favor del Partido Socialdemócrata y el Partido Demócrata Libre, era natural que percibieram la realidade de manera distinta. – p.10

 

 

La descodificación del linguaje de las sinales visuales

 

    Assim começou a expedição por um território virgem para a investigação de modo que os periodistas (jornalistas) de televisão transmitem suas percepções aos telespectadores mediante imagens etc. Primeiro dirigimos nosso olhar para o que hacia os Estados Unidos, Grã Bretanha, Suécia e França na esperança que os investigadores de comunicação (especialistas em comunicação) desses  países soubesse o resultado desse problema. Mas não encontramos nada. Depois organizamos um seminário – de estudantes, ajudantes e professores – e examinamos nós mesmos.

 

     Contemplamos sem nenhuma discussão prévia , gravações de vídeos de congressos políticos e de entrevistas com políticos, e imediatamente depois respondemos questionários sobre a maneira pela qual fomos influenciados pelas pessoas que havíamos visto. Donde coincidíamos enn nuestra descodificación del mensaje visual, intentábamos indagar las claves que hablamos empleado para obtener esa impresión particular. Por último convidamos conhecidos especialistas em comunicação – como Perey Tannenbaum, da Universidade da Califórnia (Berkeley) , Kurt e Gladys Engel Lang, da Universidade Stony Brook de Nova York – Instituto de Publicidade de Maguncia. Mostramos vídeos e os programas políticos , e pedimos conselhos a eles. Percy Tannenbaum sugeriu que fizéssemos uma pesquisa a los cámaras preguntándoles  que técnicas visuais empregam quando querem chegar a um efeito determinado. Perguntamos também: como evaluaban el efecto de los distintos planos y las distintas técnicas sobre los televidentes.  Colocamos em pratica estas perguntas na pesquisa realizada em 1979 (Kepplinger 1983; Kepplinger y Donsbach 1982). La mayoria de los cámaras, 51 por cento respondeu às nossas perguntas por escrito e recebemos 151 questionários. Cerca de 78 por cento de los cámaras creia “muy probable”  e 22 por cento “bastante provável”  “unn câmara pudiera conseguir, por métodos puramente ópticos, que se viera a las personas mas positiva o más negativamente”. Que técnicas podem produzir estes efeitos?

 

     Os câmaras entrevistas estavam majoritariamente de acordo em um ponto. Dois terços dos câmaras harian un plano frontal a la altura de los ojos a los políticos que les gustasen, ya que, en su opinión, esto tenderia a despertar simpatia y a causar umna im-presión de calma y de espontaneidade. Ninguno de ellos los enfocaria desde arriba (plano picado) e desde abajo (plano contrapicado), já que estas posições tendiam / tendem a provocar antipatia e produz uma impressão de debilidade ou de vacuidade.

 

>estudo realizado no dia 13.06.2017 – fiz p9 metade + p.10 – parei início p. 11

 

     O  professor Hans Mathias Kepplinger e um grupo de trabalho estudaram depois as gravações em vídeo da campanha eleitoral tal como haviam sido cobertas pelas redes de televisão alemãs, a ARD e a ZDF, entre 1 de abril e as eleições de 3 de outubro de 1976. Entre muitas coisas descobriram que Helmut Schmidt só apareceu 31 vezes em planos picados e contrapicados, ao passo que Kohl apareceu 55 vezes. Mas tivemos que interromper a investigação  devido aos protestos dos jornalistas (periodistas) e dos cámaras, que eram contrários a análise sobre os efeitos dos ângulos das camaras.

 

    Atualmente, mas de uma década depois, continuamos investigando como os jornalistas (periodistas) de televisão transmitem suas percepções aos telespectadores através de imagens. Durante este tempo tem se repetido a indignação causada pelo estudo cientifico das camaras e dos montadores (produtores). Estudos experimentais publicados posteriormente confirmaram definitivamente a influência que as técnicas de filmagem e montagem exercem sobre as concepções de realidade  nos telespectadores.  Estos estúdios, sinn embargo , se han escrito tan desapasionadamente, que probablemente no vayan a servir de estímulo para ulteriores investigaciones (Kepplinger 1987, 1989b).

 

    Além do mais, não tem havido eleições federais na Alemanha com resultados parecidos com os das eleições de 1976.  Não há portanto, acusações violentas sobre a influência dos meios de comunicação no clima da opinião, se essa influencia não pode ser decisiva, por depender do resultado do resultado de umas poucas centenas de milhares de votos.  Esta ausência de interesse público tem sido na realidade favorável para a  investigação da comunicação que visa determinar a influencia que as imagens da televisão tem sobre os telespectadores. Michael Ostertag dedicou sua tese (1992), elaborada no Instituto de Publicidade de Maguncia ao tema de como as preferências políticas dos jornalistas (periodistas) aos políticos entrevistados na  televisão e como este efeito, por sua vez, configura as impressões que os políticos causam no público. Analisando 40 entrevistas de televisão com os principais candidatos – Sehmidt, Kohu, Strauss e Genscher – realizadas durante a campanha das eleições federais de 1980, Ostertag e seus colaboradores trabalharam con el sonido apagado. Queriam evitar serem influenciados por argumentos  esgrimidos  e linguagem utilizada, assim como pelos elementos relacionados com a fala, tais como timbre de voz, a entonação e as pausas deliberadas; em outras palavras, pelo que eles consideram “modos de expressão verbal” o “paralinguísticos”. Seu único interesse era os conteúdos visuais.

 

    A investigação de Ostertag incluía uma comparação entre as expressões faciais e os gestos dos quatro políticos alemães principais os quais fossem/ foram entrevistados por um jornalista (periodista) com opiniões políticas parecidas ou por um outro que tinha inclinação política para o outro lado. O resultado foi que as expressões faciais e os gestos típicos dos quatro políticos eram essencialmente os mesmos em todas as entrevistas.  Habla, sin embargo, un cambio de grado.  Quando falavam com um jornalista de outra tendência política, el asentimiento rítmico  da cabeça dos políticos movimenta-se mais intensamente ao falar; y el processo de apartar la mirada o olhar fixo na outra pessoa se prolongava. Esta intensidade parecia produzir um efeito desfavorável ao telespectador. Entrevistados por jornalistas com quais estavam de acordo, os quatro políticos foram praticamente cem por cento valorizados (positivamente) pelos telespectadores, “apenas os políticos que discutiam com o entrevistador tinham uma valorização negativa (Ostertag, 1992, 191 y sigs.).

 

    Sinn embargo, aunque ahora  podemos identificar algumas de las señales  visuais que influenciam a opinião sobre os políticos que aparecem na televisão, a investigação ainda que avançar muito antes de poder determinar realmente como a televisão transmite o clima de opinião.

 

>Estudo realizado no dia 14.06.2017 – fim da tentativa de tradução, kkk

 

 

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