Filhos de Gaia (gata desaparecida desde março de 2007)

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Matéria – Mais que uma consulta

Revista Transtorno Bipolar – Ano 3, no 4 – 2017

Editora Alto Astral

 

Matéria – Mais que uma consulta

 Sentar no divã e contar sobre a rotina diária e as maiores aflições internas pode não ser uma tarefa fácil no início. No entanto, com certeza esse processo se torna mais fácil com o passar do tempo, e a saúde mental só tem a ganhar com isso! A psicoterapia é um tratamento psicológico utilizado para tratar problemas de ordem emocional de qualquer tipo, como dificuldades em aceitar uma doença e problemas de relacionamento. É realizado com base na conversação e não faz uso de medicamentos. “Ele é conduzido por um psicólogo que detém o conhecimento de diversas técnicas de abordagem e pode, desta forma, selecionar a que melhor atende o paciente”, explica a psiquiatra Célia Cortez.

 

Uma importante e benéfica decisão

      O tratamento psicológico pode auxiliar o paciente no entendimento e na aceitação da doença e da necessidade de seguir as orientações médicas quanto ao uso de medicamentos. Além disso, o profissional ajuda no reconhecimento dos sinais que indicam um episódio de depressão ou mania. “Por meio da psicoterapia, o indivíduo pode ser incentivado a realizar caminhadas (para ajudar na fase depressiva) e mudanças no estilo de vida, evitando ambientes e situações estressantes”, explica Célia. A profissional destaca também que esse acompanhamento pode diminuir o risco de recaídas.

 

 O papel do psiquiatra

     O profissional trabalha com a avaliação, o tratamento e a manutenção do bem-estar do paciente com a ajuda de medicamentos. O psiquiatra Sander Fridman cita os mais comuns: “Antidepressivos, estabilizadores do humor, antipsicóticos, tranquilizantes, entre outros, que são usados isolados ou associadamente, dependendo do arranjo sintomático, da sensibilidade do paciente aos efeitos colaterais, das condições de suporte da família e dos amigos, dos motivadores existenciais e do contexto existencial do paciente”.

 

 Terapia familiar

     A psiquiatra explica que o tratamento torna-se complicado sem o apoio e e o envolvimento de familiares. “No início da doença é difícil convencer o paciente a buscar tratamento, pois um dos sintomas da fase maníaca é o bem-estar e a felicidade. Também é comum o paciente abandonar o tratamento logo no início da fases de remissão do episódio de mania, dizendo-se curado. Ou seja, para a adesão do paciente bipolar ao tratamento é necessário o empenho da família, e o acompanhamento psicoterapêutico da família é muito importante”, afirma Célia. Além disso, a profissional destaca que o psiquiatra e o psicólogo devem conversar com a família para explicar os aspectos da doença e orientá-la em relação aos sinais e sintomas.

 

 Cuide do emocional

      Apesar de não serem considerados formas de tratamento para o transtorno bipolar, atividades como meditação, yoga e massagens auxiliam no equilíbrio entre corpo e mente e podem ser realizadas – se o profissional permitir – em conjunto com o uso de medicamentos e a terapia.

 

Outras terapias benéficas ao corpo e à mente

      Você pode apostar nas opções a seguir para afastar as dores internas e, com isso evitar possíveis doenças emocionais, que tal escolher uma favorita e praticar:

 Yoga: além de auxiliar na respiração e no bom desempenho do sistema nervoso, a técnica ainda proporciona o aumento da concentração e a diminuição da ansiedade. “A prática de yoga pode ser uma grande aliada para prevenção dos quadros de depressão, por todos os benefícios já conhecidos. Recentemente, uma pesquisa americana evidenciou que a prática do ioga aumentava os níveis de um neurotransmissor (o GABA), em até 27%, o mesmo que está diminuído nos quadros de depressão e ansiedade. Para uma aplicação mais terapêutica, temos a prática da iogaterapia, em que o paciente é atendido por um iogaterapeuta que fará uma avaliação e montará uma estratégia individual para aquele paciente”, conta o instrutor de ioga e meditação Salvador Hernandes.

 Equoterapia:  desenvolve atividades que o paciente deve realizar sobre cavalos. Esse exercício permite o desenvolvimento da musculatura, aumenta a flexibilidade e melhora a coordenação motora e o equilíbrio. Além de ser recomendada para pessoas com algum tipo de deficiência, é indicada para quem sofre com problemas psicológicos.

 Fitoterapia: trata-se do uso de plantas para fins terapêuticos. “É considerada fitoterápica toda preparação farmacêutica com chás, tinturas, xaropes, pomadas e cápsulas que utiliza como matéria-prima algumas partes de plantas como folhas, caules , raízes, flores e sementes”, afirma a farmacêutica e homeopata Adriana Márcia Gonçalves. Durante o tratamento, são empregadas diversas ervas com os mais variados sabores (amargo, azedo, doce) e temperaturas  (quente, frio, morno) e cada doença é tratada de acordo com as características de cada planta e a necessidade do paciente.

 Florais: basicamente é o emprego de essências florais, que auxiliam o indivíduo no equilíbrio de suas emoções e solução de conflitos internos. “A técnica tem eficácia em lidar com uma variedade imensa de problemas psíquicos e físicos, que têm sua origem no simples desajuste dos fluxos de energia vital. É um sistema cada vez mais aceito e respeitado como um potente complemento aos tratamentos de medicina tradicional. Seu efeito é profundo, pois suas fórmulas têm a capacidade de mudar os padrões patológicos gerados nas células no campo emocional e físico, reestruturando-os em padrões saudáveis, o que reflete na harmonização psíquica e física”, salienta a terapeuta Cristiane Mariano.

 Artes Plásticas: quem já praticou sabe que elas são uma distração e tanto para a mente. Esta técnica ajuda a esquecer os problemas, sem contar que os resultados são maravilhosos e, além de deixar a casa mais bonita, ainda pode ajudar no orçamento do lar! Procurar um curso é um ótimo passo para começar a se aperfeiçoar. As possibilidades são enormes: seja em trabalhos com telas, cerâmica ou biscuit, basta escolher aquele que mais combina com você e começar.

 Dança: seja de salão, salsa, jazz ou qualquer  outro tipo, seus benefícios à saúde são incontáveis. “Os estudiosos comprovam que dançar ajuda na tonificação muscular, na melhoria da flexibilidade, espanta o estressem ajuda na perda de peso, no controle do colesterol e no condicionamento físico, além de ser um ótimo exercício para estreitar relacionamentos, combater a depressão, promover a diversão e aumentar a disposição e autoestima das pessoas”, conta o educador físico Caito Junior. 

Eu - Dançar alivia a tensão, joga todo estresse para fora sem contar que é uma excelente forma de expressão e ensina a lidar com a emoção também.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Matéria – Vida que segue!

 Revista Transtorno Bipolar – Ano 3, no 4 – 2017

Editora Alto Astral

 

Matéria – Vida que segue!

O transtorno não condena o paciente a ter uma rotina sem qualidade. Duvida? Então, confira uma série de dicas que vão ajudar na busca pelo bem-estar.

 Quando uma pessoa é diagnosticada com uma doença, é comum, no começo, encarar o fato de uma forma um pouco negativa, ressaltando os aspectos prejudiciais da condição. Entretanto, é possível superar o choque inicial e buscar maneiras de manter a qualidade de vida mesmo diante de uma situação desfavorável. Nas próximas paginas, descubra uma série de dicas que vão auxiliar o paciente para que ele enxergue que dias bons não vão deixar de ser parte da rotina!

 

1.Aceite a doença

“Quando o paciente aceita que precisa de tratamento psiquiátrico, esse processo torna-se mais fácil e eficaz”, destaca a psiquiatra, Maria Cristina De Stefano.

 2. Confie em especialistas

“A maioria das doenças se cura espontaneamente ou com quase nenhuma interferência médica, porém, os transtornos mentais podem ser controlados, atenuados, e até curados, com um tratamento adequado”, indica Maria Cristina.

 3. Respeite o tratamento

Ao receber a terapia indicada por um profissional, é importante integrá-los ao dia a dia, em doses e horários certos definidos pelo seu psiquiatra.

 4. Durma bem

Especialistas indicam dormir ao menos 8 horas por noite. “O corpo cansado, exausto e estressado fica mais propenso a adoecer”, indica Maria Cristina.

 5. Saiba o que evitar!

Algumas substâncias, tanto lícitas (medicamentos em demasia, cigarro, café e álcool) quanto ilícitas (maconha, cocaína, LSD e crack), não são indicadas para quem tem o transtorno. “Elas modificam as funções e diminuem a vida dos neurônios”, destaca Maria Cristina. Além disso, um fator que pode contribuir para o desenvolvimento da bipolaridade é a dependência química.

 6. Fuja do estresse negativo

“Uma pessoa submetida ao estresse constante e intenso tem mais chance de adoecer ou de ter uma crise emocional, principal desencadeante das alterações do humor”, afirma Maria Cristina.

 7. Tchau, pessimismo!

Se possível, observe as pessoas com quem convive diariamente e evite indivíduos pessimistas, controladores; estressados, tensos e explosivos. “As crises alheias podem agravar seus sintomas. Busque manter relacionamentos com pessoas que influenciam sua vida de forma positiva, com calma, aceitação, compreensão e estabilidade”, destaca Maria Cristina

 8. Pratique atividades psicofísicas

Algumas práticas físicas feitas ao ar livre, por exemplo, são capazes de estimular o corpo e ainda fornecem sensação prazerosa o que ajuda a estabilizar e manter o humor, pois isso libera endorfina, um dos neurotransmissores capazes de desligar a adrenalina, hormônio comum em situações de estresse.

 9. Tenha companhia para exercitar-se

Nas fases de euforia, pode ser mais fácil manter atividades físicas, entretanto, em seu oposto, pode ser mais difícil. Por isso, procure companhias que o estimulem, principalmente em momentos deprimidos. “Exercícios físicos facilitam uma neuroquímica mais equilibrada e acalmam a mente” afirma o hipnoterapeuta e psicólogo clínico Bayard Galvão.

 10. Busque tranquilidade

Seja através de uma caminhada tranquila, uma volta de bicicleta, olhar as nuvens passando no céu. Preste atenção nesses momentos que são apenas seus e faça deles os melhores.

 11. Lazer é importante, sim!

“Fazer algo que dá prazer é uma forma de manter o bom humor e a autoestima”, ressalta Maria Cristina.

 12. Aprenda a ser espontâneo

O hábito tem capacidade de desenvolver a autoconfiança, importante para a evolução do tratamento.

 13. Frequente um acupunturista

“A técnica promove relaxamento, libera neurotransmissores importantes tanto para a recuperação de lesões cerebrais como periféricas, e, em consequência, evita crises”, recomenda a psiquiatra.

 14. Descubra o toque

Massagens podem liberar ocitocina, conhecida como hormônio do amor e, como efeito, além de ajudar no relaxamento, modula o humor e a ansiedade.

 15. Atente-se ao seu prato

Quem tem a doença precisa manter uma alimentação balanceada, nem que seja preciso interferência médica ou de nutricionistas. “O transtorno bipolar pode levar a queda ou aumento de apetite, da voracidade à anorexia, portanto, o déficit de vitaminas no organismo, assim como a obesidade,  agravam os sintomas de humor alterado”, aponta Maria Cristina.

 16. Reduza (o máximo que puder) o açúcar!

Essa dica é geral, porém cai muito bem para quem possui a doença. O açúcar em excesso pode levar à obesidade e aumentar a ansiedade. A cada dia, diminua um pouco e aprenda a dizer não à oferta de doces sem se sentir culpado ou constrangido.

 17. Mantenha-se firme aos seus propósitos

“A assertividade é um dos componentes da saúde mental e pode ser aprendida e treinada nas sessões de psicoterapia”, comenta a psiquiatra

 18. Escreva e detalhe seu dia

Guardar anotações do seu dia a dia, de momentos que o deixam feliz ou o oposto, o que fez e o que deixou de fazer, é uma forma de entender o que acontece com você e o que está contribuindo ou não para a melhora da doença. “As anotações também vão contribuir para o controle dos efeitos das medicações e ajudam seu médico a ajuda-lo mais ainda”, destaca a profissional.

 19. Alimente (positivamente) a química do seu corpo

Busque se conhecer, observando momentos de irritabilidade, tristeza, desânimo, excesso de felicidade e inquietações. “Em seguida escreva o que teria passado pela sua cabeça ou acontecido à sua volta logo antes (até 15 minutos) da emoção em questão. O tempo para o pensamento virar sentimento (seja trazendo alegria, tristeza ou raiva) é de 0,2 segundo, tempo para um pensamento alterar a química do corpo, gerando o que se chama de emoção”, explica Bayard.

 20. Aceite ajuda

Saiba que, mesmo buscando conquistar o controle, tudo bem receber ajuda. Isso, inclusive é uma ótima forma de acelerar o tratamento. “Guardar mágoas, ressentimentos e tristezas pode desencadear períodos depressivos. Aprender a desabafar sem buscar culpados nos liberta da raiva e nos leva a achar soluções realistas e possíveis, economizando nossa energia emocional”, comenta Maria Cristina.

21. Busque seu direito de tirar férias

Mesmo que seja autônomo, procure investir e separar um momento de descanso total, desligando-se o máximo possível. “O tempo de férias não deve ser menor de 20 dias, pois só neste período é que diminuem os hormônios do estresse”, recomenda a psiquiatra.

 22. Realize-se no seu trabalho

Ok, pode parecer idealístico, mas você pode controlar isso também, buscando não acomodar-se. Invista em você até que o leve a um trabalho no qual se sinta gratificado e respeitado.

 23. Adote um bichinho

Além de evitar o abandono, a adoção pode trazer estímulos surpreendentes para quem convive com a doença: “traz alegria, ensina a cuidar e a valorizar a vida, seja ela qual for, liberta nossos interesses e instintos, além de desenvolver nossa compaixão” comenta a psiquiatra. No entanto, a ação de cuidar deve ser pensada e realizada com responsabilidade.

 24. Tenha em quem confiar

Principalmente em momentos de euforia, antes de tomar alguma decisão, verificar com alguém em quem confia se a compra, investimento ou atitude pode fazer parecer ser boa. “Quando a pessoa está excessivamente alegre, é fácil tomar decisões de maneira inconsequente”, afirma Bayard.

 25. Quando estiver muito triste, desvie a atenção

“Caso fique pesado demais lidar com a dificuldade sozinho, deixe para fazê-lo em consultório com o psicoterapeuta”, recomenda Bayard.

 26. Tenha um mantra toda vez que pensar em suicídio

É um tema difícil de administrar, pois cada um lida com o momento de tristeza de uma forma. No entanto, buscar entender esse pensamento negativo como um momento ruim, que a “tempestade passará”, ajuda a dissipar as “nuvens”.

 27. Aproveite o presente!

Em situações de tristeza, aprenda a valorizar o que você tem hoje e tudo de bom que a vida tem para oferecer no momento presente. “Não é incomum as pessoas se tornarem insensíveis à realidade, buscando apenas felicidades intensas, relacionamentos perfeitos, sucesso sem esforço e variações, que quando confrontados com o mundo, este dá a impressão de ser sem graça e pouco, trazendo inúmeras tristezas e frustrações”, relata Bayard.

 28. Relembre!

Sabe aquilo que você escreveu em algum momento de felicidade? Não hesite em revisitá-lo e reviver boas experiências e vivências. Mas cuidado! “A diferença entre saudade e nostalgia é que a primeira é saudável e alimenta a vida, a segunda, dificulta o presente e se torna uma areia movediça”, ressalta o psicólogo.

 29. Cuide da sua felicidade

Para isso, é preciso entender que ela é uma escolha e não um lugar para chegar! Por isso, deixe-se levar pelo caminho mais alegre. Bayard exemplifica: “É fato que as pessoas não têm claro o que lhes dá prazer ou felicidade, mas sim o que elas acham que trará prazer. Um raciocínio para diferenciar um e outro é buscar nas lembranças e se perguntar: do que eu busco hoje que me trará felicidade,  quanto eu já vivenciei de maneira similar a situação?”

 30. Leitura é poder

“Caso o paciente tenha medo de perder o emprego, ficar sem companheira (o) ou ficar doente, ele pode buscar sabedoria para viver bem, com pouco dinheiro e solteiro (a) e sabendo que um dia pode adoecer. Não foram poucos os que escreveram sobres estes assuntos, como Sêneca (filósofo do século I) e Montaigne (filósofo do século XVI)”, indica Bayard.

 Consultoria: Bayard Galvão, psicólogo clínico; Maria Cristina De Stefano, psiquiatra

Matéria – Após o diagnóstico

 Revista Transtorno Bipolar – Ano 3, no 4 – 2017

Editora Alto Astral

 

Matéria – Após o diagnóstico

Assim como acontece com outras doenças, é preciso entender o transtorno bipolar e desmistificar algumas informações para buscar o tratamento correto.

 O transtorno bipolar caracteriza-se por alterações cíclicas de humor que se manifestam como episódios depressivos alternando-se com episódios de euforia ou de mania em diferentes graus de intensidade. Porém as oscilações de humor das pessoas no transtorno são diferentes das mudanças que, geralmente, são normais de aparecer. Nesses pacientes, essas alterações de humor são mais graves e duradouras e interferem em aspectos importantes; como a capacidade de trabalhar, de estudar e de se relacionar com os outros.

     Por isso, é salutar que os pacientes que sofrem com o transtorno bipolar procurem intervenção médica especializada. Porém, alguns mitos relacionados à doença ainda atrapalham na busca pelo tratamento correto.

     “Os principais mitos associados ao transtorno bipolar referem-se à ideia de que um exame de sangue de dosagem de lítio permite comprovar ou descartar o diagnóstico da doença, à ideia de que transtorno é o novo nome da Psicose Maníaco Depressiva, enquanto esta é apenas um dos quadros mais graves apresentados pelos pacientes, a ideia de que todo transtorno bipolar necessita do uso de estabilizador do humor e, principalmente à ideia de que quem se exalta, isto é perigoso ou mostra-se com muita energia ou com depressão de verdade e está só fingindo. Outro mito associado à doença é de que a pessoa que fala muito rápido, que não consegue ser interrompida e é ansiosa não deve ser levada a sério quando o assunto é o transtorno”, explica o psiquiatra Sander Friedman.

 

 Transtorno bipolar e seu diagnóstico

      De acordo com a psicóloga Amanda Paiva, o primeiro passo para um diagnóstico correto é conversar com um médico. Um clínico geral ou um psiquiatra podem avaliar a história clínica de um paciente, fazer um exame físico e, se necessário, solicitar exames complementares que podem ajudar a fazer o diagnóstico diferencial com outras condições, como derrame cerebral ou tumores cerebrais. A psicóloga ainda reforçou o fato de que o transtorno bipolar não é diagnosticado por exames de sangue ou de imagens e que, por isso, o ideal é procurar por um profissional especialista e experiente.

     A psicóloga afirmou sobre o fato de que esses mitos que envolvem a doença podem levar os pacientes a não procurar por ajuda. Isso acontece porque a sociedade acaba criando estigmas e preconceitos, o que gera medo nas pessoas que sofrem com o transtorno e, consequentemente, evitam procurar por diagnóstico e tratamento.

 

 As opções de tratamento

     Pessoas com transtorno bipolar têm no tratamento médico e psicológico especializado as opções para lidar com a doença. “Geralmente, são usados um ou mais estabilizadores do humor, principalmente o carbonato de lítio. A associação com antidepressivos e antipsicóticos pode ser necessária para o controle dos episódios de depressão e de mania, respectivamente. Muitas vezes são também usados anticonvulsivantes no tratamento. Já a psicoterapia tem como objetivo, primeiramente, ajudar o cliente a perceber e conscientizar-se das alterações de seus estados mentais, para que assim possa lidar com essas questões de forma mais efetivam saudável e favorável à recuperação da saúde mental, autoestima e equilíbrio”, afirma Amanda. E segundo Sander, a internação psiquiátrica faz-se indispensável quando a estrutura social ou familiar de apoio for insuficientemente protetora frente à gravidade dos sintomas, considerados os demais fatores de risco do contexto da vida do paciente.

 Doença crônica

O transtorno bipolar é uma condição a ser acompanhada por um longo período de tempo, às vezes ao longo de toda a vida do paciente. A doença não tem cura, mas as pessoas melhoram e retoman suas atividades após a instituição do tratamento adequado.

 É preciso atenção ao diagnóstico, pois o transtorno bipolar pode ser confundido com outras doenças como depressão, déficit de atenção, esquizofrenia, quadros de histeria, demência e algumas psicoses.

 

 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Matéria – Suporte que vem de casa

 Revista Transtorno Bipolar – Ano 3, no 4 – 2017

Editora Alto Astral

 

Matéria – Suporte que vem de casa

A família tem papel fundamental na vida do paciente que convive com alguma disfunção emocional

 Fica claro que o transtorno bipolar não atinge apenas quem possui o problema, mas também àqueles que compartilham dos seus momentos. Por isso, o primeiro passo para família e para os amigos é saber como lidar com o portador do problema, compreendendo suas necessidades. A partir do entendimento, fica mais fácil lidar com esse mal e ainda possibilita a criação de uma atmosfera favorável, que proteja e evite conflitos desnecessários.

 

União que fortalece

Entre os tratamentos psicossociais é importante destacar a terapia em família. A opção é utilizada para reduzir o nível de angústia de todos para uma possível melhora do doente e do ambiente familiar. Chamada de Terapia Focada na Família foi criada pelo psicólogo americano David Miklowitz e tem como métodos estratégias psicoeducacionais e exercícios em equipe. Em alguns casos, a técnica pode não só melhorar a estrutura familiar, mas também estabilizar o humor do doente e evitar hospitalizações. Para aplicar o método, procure acompanhamento especializado.

 

Reação positiva!

Muitas vezes, os familiares não entendem a diferença constante de comportamento e podem descontar mais peso em cima do transtorno. Ao reparar que algo não anda bem, deve-se encorajar uma avaliação profissional. Caso o resultado seja positivo, é preciso entender que a culpa não é do afetado: a doença é orgânica, ou seja, implica em uma disfunção cerebral.

 

Auxílio médico

Para que você tenha mais conhecimento sobre o transtorno, é possível obter ajuda e apoio em diferentes meios, seja com profissionais da área de saúde ou em ONGs que trabalham com problemas mentais. A internet também é uma ferramenta importante de informação, uma vez que concentra portais de ajuda e links diretos com médicos e psicólogos. Porém, procure sempre sites especializados e com estudos confiáveis. Ainda é indicado que os familiares e amigos mantenham sempre o diálogo com diferentes plataformas, para entender o universo bipolar e fazer parte dele de forma harmoniosa.

 

Rotina normal

Para os pais , é importante que a doença não tome conta da relação. O indicado é não individualizar o filho, uma vez que, ao trata-lo de forma diferente, você pode encorajar uma postura de vítima do mesmo. “Algumas vezes o doente pode manipular a situação para se beneficiar”, aponta a psicóloga Luciana Kotaka. Para que se tenha equilíbrio dentro do lar, ela recomenda estar presente de maneira natural, sem superproteção ou vigilância constante.

 

Pise no freio!

Pessoas que possuem o transtorno bipolar apresentam a velocidade de pensamento em um ritmo mais veloz, por isso é preciso manter a calma em situações de estresse. Dessa forma, é recomendado que a família e os amigos estejam preparados e estimulem uma desaceleração com atitudes que acalmem a ansiedade. Dica: tenha pela casa cartazes positivos; procure não elevar o tom de voz; evite termos pejorativos e preconceituosos quanto à doença, entre outros comportamentos positivos.

 

Cuidado com carinho

Os portadores do transtorno podem ainda passar por problemas como alcoolismo, depressão e, em alguns casos, tentativas de suicídio. Nessas situações, o acompanhamento especializado é mais que fundamental e requer uma decisão da família sobre internação e medicamentos, dependendo do grau de comprometimento do quadro.

 Você sabia?

As doenças mentais orgânicas são aquelas em que encontra-se uma lesão física que justifica a doença a nível psiquiátrico. Podemos citar como exemplos os tumores, sífilis cerebral, aneurismas cerebrais, arteriosclerose dos vasos cerebrais, oligofrenias”, detalha a psicóloga clínica Luciana Kotaka.

 

 

 

Matéria – Interferência na vida profissional

 

Revista Transtorno Bipolar – Ano 3, no 4 – 2017

Editora Alto Astral

 

Matéria – Interferência na vida profissional

Saiba como lidar melhor com as dificuldades que o transtorno bipolar traz à rotina de trabalho.

 O transtorno bipolar não afeta somente quem tem o problema: as pessoas ao redor são bastante atingidas pela doença! E quando se trata do ambiente empresarial, então, onde temos que lidar com as diferenças de cada pessoa para que o trabalho flua da melhor maneira possível, o sinal de alerta deve ser ligado. Afinal, não é fácil para quem tem o transtorno se controlar durante a crise. O primeiro passo para isso, com toda a certeza, é saber identificar o momento em que ela está ocorrendo. “A principal informação é aprender a lidar com a ansiedade gerada nessa relação, pois ambientes muitos conturbados e estressantes não são adequados para o tratamento e manutenção da estabilidade do paciente”, destaca a psicóloga clínica e coach Keli Rodrigues. A partir daí, a convivência torna-se mais difícil, tanto para quem sofre com o distúrbio quanto para filhos e amigos. Veja a seguir, como lidar com as crises de quem sofre do problema, especialmente nos ambientes em que o tempo juntos é maior: em casa e no trabalho.

 

Durante o expediente

Após o paciente ser diagnosticado com transtorno bipolar, é comum que ele peça licença e fique um tempo afastado do emprego. “A bipolaridade pode influenciar no rendimento profissional do indivíduo. Tanto na fase eufórica, onde geralmente a pessoa se intromete em tudo, inclusive no trabalho dos outros e provoca brigas com colegas e chefes, quanto na fase depressiva, na qual ela apresenta desânimo para trabalhar, tornando-se reclusa e com dificuldade na interação com seus colegas”, comenta a médica. As duas maiores dificuldades que essa pessoa apresenta é a continuidade no serviço que estava empenhando, o empenho no trabalho e nas relações interpessoais com os colegas ao seu redor. A continuidade do trabalho está diretamente relacionada com a intensidade da crise e, em casos de crises acentuadas principalmente de crises de depressão, o paciente deve seguir as recomendações de seu psiquiatra, após uma avaliação do mesmo. Este medirá a necessidade de afastamento ou não do paciente de suas atividades laborais.

 

Sem diferenças

O indivíduo bipolar deve ser tratado pelos colegas e chefes como qualquer trabalhador, evitando assim ganhos secundários que esse paciente pode obter, além do fato de que pode ser fatalmente estigmatizado. O tratamento adequado envolve medicamentos – denominados “estabilizadores de humor” – além, é claro, do acompanhamento psicoterápico. “Não necessariamente os pacientes devem comunicar o transtorno aos colegas e chefes, pois a comunicação pode leva-los a sofrer com o preconceito e a ser estigmatizado dentro do ambiente profissional”, comenta a médica Léa Biancamano Guimarães.

 Dicas fundamentais para trabalhar melhor

Confira dicas que as pessoas diagnosticadas com o transtorno bipolar podem seguir para melhorar a convivência no ambiente de trabalho e no ambiente familiar. Dessa forma, ele terá mais consciência e poderá lidar melhor com as crises. São elas:

*Ter consciência do seu diagnóstico;

*Ser avaliado e acompanhado por um psiquiatra e psicólogo;

*Aderir ao tratamento medicamentoso;

*Perceber características pessoais de modificação do humor que podem levar a uma crise (tanto de euforia, quanto de depressão).

 “Não necessariamente os pacientes devem comunicar o transtorno aos colegas e chefes, pois a comunicação pode leva-lo a sofrer com o preconceito e a ser estigmatizado dentro do ambiente profissional., Léa Biancamano Guimarães, médica.

 É importante que a pessoa que apresentar os sintomas de transtorno bipolar procure um psiquiatra o quanto antes, pois ele ajudará o paciente a ter uma vida o mais normal possível, reduzindo a frequência e a gravidade das crises.

domingo, 31 de janeiro de 2021

Matéria – Uma doença várias vertentes

 

Matéria – Uma doença várias vertentes

O transtorno bipolar pode variar de pessoa para pessoa. Conheça os tipos!

Revista Transtorno Bipolar – Ano 3, no 4 – 2017 - Editora Alto Astral

Além da explicação sobre o problema vista até aqui, é importante ressaltar que ele pode se manifestar em diversos graus, sendo apresentado em quatro tipos numa escala de formas mais leves e mais graves, quando atrapalha completamente a rotina do indivíduo. “O que vai apontar o nível é a frequência, a gravidade e a duração. No primeiro nível, por exemplo, a pessoa consegue executar suas tarefas diárias”, indica a psiquiatra Maria Cristina de Stefano.

 

O Tipo I

Acomete cerca de 1% da população mundial e deixa o humor do doente exageradamente elevado e expansivo (mania) e pode prejudica-lo nos círculos sociais. Além disso, o indivíduo também pode passar por períodos de sentimentos negativos, perda de apetite e insônias. “Em quadros como esse, o que mais chama a atenção é a desproporção entre as reações, ou seja, quando não há acontecimentos no ambiente em que a pessoa está e que justifiquem tal comportamento alterado”, explica Maria Cristina.

 

Transtornos Ciclotímicos

Tem como característica essencial a oscilação frequente de humor, com sintomas alternados de euforia e depressão moderados. É considerado um dos menos graves, já que muitas vezes, pode ser confundido com a própria personalidade da pessoa. Porém de acordo com o Manual, embora alguns indivíduos com esse tipo possam não ter problemas com certos períodos de hipomania, o prejuízo social acontece em decorrência das mudanças constantes de humor, ou seja, o individuo pode ser visto como temperamental, mal-humorado, imprevisível, incoerente ou não confiável.

 

O Tipo II

Essa forma de apresentação difere-se do tipo I devido ao nível de humor, menos elevado e agressivo, sendo assim chamado de hipomania. De acordo com Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtorno Mentais, pessoa com transtorno bipolar tipo II normalmente apresentam um episódio depressivo maior, sem que os estados de euforia mais amenos (hipomania) causem prejuízos pontuais para a vida do paciente.

 

Transtorno relacionado induzido por substância ou medicamento

Tanto no transtorno bipolar quanto no transtorno relacionado induzido, as características diagnosticadas são as mesmas: mania, hipomania e depressão. O que varia é que no segundo os estados surgem e se tornam um problema devido a uma substância. Isso ocorre por causa dos efeitos colaterais de alguns fármacos antidepressivos e outros psicotrópicos. Entretanto, segundo o Manual, quando acontecem casos de da hipomania ou mania após uso de medicamento antidepressivo ou outros tratamentos e persistem além dos efeitos fisiológicos do fármaco, essa condição é considerada indicadora de transtorno bipolar real, e não de transtorno relacionado induzido.

 

Dá para controlar?

O tratamento do transtorno bipolar é feito por especialistas de diversas áreas, como psicólogos, psiquiatras e neurologistas. “Em alguns casos, há a internação para proteger o indivíduo dele mesmo e também para que os médicos verifiquem quais medicamentos têm  mais eficácia e eficiência”, explica Maria Cristina.

 “O mau humor da fome”

Maria Cristina explica que alterações no aparelho digestivo também podem originar várias doenças emocionais. Podem ser causadas pelas lesões das paredes do intestino; motilidade intestinal , que é a capacidade dos intestinos realizarem contrações para expelir o bolo fecal; alteração na flora bacteriana ou variação de hormônios responsáveis pela digestação-absorção. A má alimentação também pode prejudicar as funções mentais, como percepção, memória e até causar distúrbios de humor.”

 Seja qual for o quadro, a variação de humor constante não é saudável e é preciso ser reconhecida o quanto antes!

 

Matéria – Via de duas mãos A dupla personalidade, assim como alterações repentinas de humor, são algumas das características que marcam o transtorno bipolar

 Revista Transtorno Bipolar – Ano 3, no 4 – 2017 - Editora Alto Astral

Quem é que nunca acordou de mau humor de manhã, mas já no início do dia no trabalho ou na escola tudo ocorreu superbem e a felicidade tomou conta de seu interior? Alterações humor são comuns no dia a dia das pessoas! Mas você sabe até que ponto isso é normal? O transtorno bipolar tem causado dúvidas entre as pessoas e, por isso, alguns pacientes com a doença ainda estão sem tratamento. Assim, vale conhecer as características desse problema que atinge cerca de 8% da população – segundo a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB). Explicamos nas linhas a seguir um pouco mais sobre o transtorno, suas consequências e trouxemos um teste que pode ajudar a identifica-lo (é claro, substituir de maneira alguma uma consulta médica).

 

Turbilhão de sentimentos

     O transtorno bipolar é diagnosticado com alterações de humor que aparecem como episódios depressivos alternados com os de euforia – também conhecidos como mania - , em diferentes graus de intensidade. “Geralmente, ele é caracterizado por mudanças no modo de ser habitual, com o paciente apresentando-se mais triste, irritado, sem ânimo ou impaciente – em sua forma depressiva.  Ou com a mente, a fala e o comportamento acelerados – o que caracteriza sua forma eufórica. Estas duas maneiras podem se somar e coincidir na mesma pessoa, resultando no transtorno”, explica o psiquiatra do Hospital Adventista Silvestre, Sander Fridman. A ABTB diz que essa doença é uma condição médica frequente. O de tipo I, que se dá pela presença de episódios de depressão e de mania, ocorre em cerca de 1% da população geral. Já se considerar os quadros mais brandos – os denominados “espectro bipolar” -, como o tipo II, que é marcado pela alternância de depressão e episódios mais leves de euforia, a predominância pode chegar a até 8% da população. Assim, estima-se que cerca de 1,8 a 1,5 milhões de brasileiros sejam portadores do transtorno bipolar, em suas diferentes formas de apresentação.

 

Em cada fase

Uma sensação

     Embora seja típica nas crises, a característica mais marcante presente nos portadores do transtorno é a mudança em relação ao modo habitual de ser da pessoa. Segundo o profissional, algumas pessoas podem ter seus sintomas por tempo tão prolongado que eles se confundem com a personalidade do doente. Confira a seguir as duas fases mais marcantes do transtorno:

Depressão: nesse período, pode ocorrer a perda quase completa dos interesses pessoais, bem como falta de energia e de iniciativa, uma extrema inquietude angustiada, sono ruim – acordando, muitas vezes, cedo demais ou sono excessivo. “Atenção e memória podem ficar muito prejudicadas, interferindo no desempenho no trabalho, nos estudos e na capacidade de cuidar de um dependente, por exemplo, e até de andar sozinho pela rua com segurança”, explica Sander. A pessoa, normalmente, fala muito pouco, com volume de voz baixo e expressão corporal contida. “Pode haver também a perda do desejo sexual e até da capacidade de amar ou de vivenciar o amor, ameaçando a continuidade dos laços familiares”, completa o psiquiatra.

     Preocupações ou desejo de morrer também são comuns, assim como fantasias, planos e tentativas de suicídio, cujo risco é alto e aumenta muito mais quando associado ao abuso ou dependência de álcool. “Às vezes, visões de pessoas que já morreram, vozes que falam com o doente ou lhe comandam fugas e atos suicidas podem acompanhar e agravar muito o quadro, aumentando o risco para a sobrevivência dos pacientes”, conta o profissional.

 

Euforia: a forma maníaca é um estado de exaltação do humor, com aumento de energia, sem qualquer relação com o momento em que  a pessoa está vivendo. Nesse período, o paciente não está deprimido nem alegre por motivo especial, mas apresenta humor eufórico ou irritável. Em geral, a mudança do comportamento na euforia é súbita, mas o indivíduo não percebe sua alteração ou a atribui a algum fator do momento. O senso crítico e a capacidade de avaliação objetiva das situações ficam prejudicados ou ausentes. Essa fase pode ser acompanhada de um aumento no desejo e na disposição sexual, na interação social e na redução da necessidade de sono diário, podendo interferir na capacidade intelectual – aumentando nos casos mais leves e piorando nos mais graves, pela incapacidade de se concentrar –, além do estresse cumulativo decorrente das consequências de seu comportamento perigoso. “Sua apreciação otimista da realidade é capaz de atingir níveis extremos, em que a pessoa pode julgar-se ilimitada em suas capacidades em geral, como voar, assumir dívidas, vencer pessoas armadas, etc”, diz Sander. Pode também acreditar que alguém está preparando uma forma de ataque ou perseguição contra ela, e eventualmente, tomar a iniciativa de “atacar antes”.

 

Consequências Graves

     O transtorno bipolar causa incapacitação e grave sofrimento para os portadores e suas famílias. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) comprovaram que a doença foi a sexta maior causa de incapacitação no mundo. Estimativas indicam que um portador que desenvolve os sintomas da doença aos 20 anos de idade, por exemplo, pode perder 9 anos de vida e 14 anos de produtividade profissional, se não tratado adequadamente.

     Segundo Sander Fridman, as consequências do transtorno são:

*Morais : mudança na imagem social

*Laborais : incapacidade para o trabalho

*Psicológicas : sofrimento emocional e internação psiquiátrica

*Físicas : vários adoecimentos, acidentes e tentativas de suicidio

*Econômicas : empobrecimento, perda de oportunidades de trabalho e subsistência

*Criminais : agressões, homicídios – como autor ou vítima - , aprisionamento em manicômio judiciário e vítimas de vingança

*Legais 

Segundo a ABTB, a mortalidade dos portadores do transtorno bipolar é elevada e o suicídio é a causa mais frequente de morte, principalmente entre os jovens. Estima-se que até 50% dos portadores tentem o suicídio ao menos uma vez em suas vidas.