Filhos de Gaia (gata desaparecida desde março de 2007)

Filhos de Gaia (gata desaparecida desde março de 2007)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Matéria – Suporte que vem de casa

 Revista Transtorno Bipolar – Ano 3, no 4 – 2017

Editora Alto Astral

 

Matéria – Suporte que vem de casa

A família tem papel fundamental na vida do paciente que convive com alguma disfunção emocional

 Fica claro que o transtorno bipolar não atinge apenas quem possui o problema, mas também àqueles que compartilham dos seus momentos. Por isso, o primeiro passo para família e para os amigos é saber como lidar com o portador do problema, compreendendo suas necessidades. A partir do entendimento, fica mais fácil lidar com esse mal e ainda possibilita a criação de uma atmosfera favorável, que proteja e evite conflitos desnecessários.

 

União que fortalece

Entre os tratamentos psicossociais é importante destacar a terapia em família. A opção é utilizada para reduzir o nível de angústia de todos para uma possível melhora do doente e do ambiente familiar. Chamada de Terapia Focada na Família foi criada pelo psicólogo americano David Miklowitz e tem como métodos estratégias psicoeducacionais e exercícios em equipe. Em alguns casos, a técnica pode não só melhorar a estrutura familiar, mas também estabilizar o humor do doente e evitar hospitalizações. Para aplicar o método, procure acompanhamento especializado.

 

Reação positiva!

Muitas vezes, os familiares não entendem a diferença constante de comportamento e podem descontar mais peso em cima do transtorno. Ao reparar que algo não anda bem, deve-se encorajar uma avaliação profissional. Caso o resultado seja positivo, é preciso entender que a culpa não é do afetado: a doença é orgânica, ou seja, implica em uma disfunção cerebral.

 

Auxílio médico

Para que você tenha mais conhecimento sobre o transtorno, é possível obter ajuda e apoio em diferentes meios, seja com profissionais da área de saúde ou em ONGs que trabalham com problemas mentais. A internet também é uma ferramenta importante de informação, uma vez que concentra portais de ajuda e links diretos com médicos e psicólogos. Porém, procure sempre sites especializados e com estudos confiáveis. Ainda é indicado que os familiares e amigos mantenham sempre o diálogo com diferentes plataformas, para entender o universo bipolar e fazer parte dele de forma harmoniosa.

 

Rotina normal

Para os pais , é importante que a doença não tome conta da relação. O indicado é não individualizar o filho, uma vez que, ao trata-lo de forma diferente, você pode encorajar uma postura de vítima do mesmo. “Algumas vezes o doente pode manipular a situação para se beneficiar”, aponta a psicóloga Luciana Kotaka. Para que se tenha equilíbrio dentro do lar, ela recomenda estar presente de maneira natural, sem superproteção ou vigilância constante.

 

Pise no freio!

Pessoas que possuem o transtorno bipolar apresentam a velocidade de pensamento em um ritmo mais veloz, por isso é preciso manter a calma em situações de estresse. Dessa forma, é recomendado que a família e os amigos estejam preparados e estimulem uma desaceleração com atitudes que acalmem a ansiedade. Dica: tenha pela casa cartazes positivos; procure não elevar o tom de voz; evite termos pejorativos e preconceituosos quanto à doença, entre outros comportamentos positivos.

 

Cuidado com carinho

Os portadores do transtorno podem ainda passar por problemas como alcoolismo, depressão e, em alguns casos, tentativas de suicídio. Nessas situações, o acompanhamento especializado é mais que fundamental e requer uma decisão da família sobre internação e medicamentos, dependendo do grau de comprometimento do quadro.

 Você sabia?

As doenças mentais orgânicas são aquelas em que encontra-se uma lesão física que justifica a doença a nível psiquiátrico. Podemos citar como exemplos os tumores, sífilis cerebral, aneurismas cerebrais, arteriosclerose dos vasos cerebrais, oligofrenias”, detalha a psicóloga clínica Luciana Kotaka.

 

 

 

Matéria – Interferência na vida profissional

 

Revista Transtorno Bipolar – Ano 3, no 4 – 2017

Editora Alto Astral

 

Matéria – Interferência na vida profissional

Saiba como lidar melhor com as dificuldades que o transtorno bipolar traz à rotina de trabalho.

 O transtorno bipolar não afeta somente quem tem o problema: as pessoas ao redor são bastante atingidas pela doença! E quando se trata do ambiente empresarial, então, onde temos que lidar com as diferenças de cada pessoa para que o trabalho flua da melhor maneira possível, o sinal de alerta deve ser ligado. Afinal, não é fácil para quem tem o transtorno se controlar durante a crise. O primeiro passo para isso, com toda a certeza, é saber identificar o momento em que ela está ocorrendo. “A principal informação é aprender a lidar com a ansiedade gerada nessa relação, pois ambientes muitos conturbados e estressantes não são adequados para o tratamento e manutenção da estabilidade do paciente”, destaca a psicóloga clínica e coach Keli Rodrigues. A partir daí, a convivência torna-se mais difícil, tanto para quem sofre com o distúrbio quanto para filhos e amigos. Veja a seguir, como lidar com as crises de quem sofre do problema, especialmente nos ambientes em que o tempo juntos é maior: em casa e no trabalho.

 

Durante o expediente

Após o paciente ser diagnosticado com transtorno bipolar, é comum que ele peça licença e fique um tempo afastado do emprego. “A bipolaridade pode influenciar no rendimento profissional do indivíduo. Tanto na fase eufórica, onde geralmente a pessoa se intromete em tudo, inclusive no trabalho dos outros e provoca brigas com colegas e chefes, quanto na fase depressiva, na qual ela apresenta desânimo para trabalhar, tornando-se reclusa e com dificuldade na interação com seus colegas”, comenta a médica. As duas maiores dificuldades que essa pessoa apresenta é a continuidade no serviço que estava empenhando, o empenho no trabalho e nas relações interpessoais com os colegas ao seu redor. A continuidade do trabalho está diretamente relacionada com a intensidade da crise e, em casos de crises acentuadas principalmente de crises de depressão, o paciente deve seguir as recomendações de seu psiquiatra, após uma avaliação do mesmo. Este medirá a necessidade de afastamento ou não do paciente de suas atividades laborais.

 

Sem diferenças

O indivíduo bipolar deve ser tratado pelos colegas e chefes como qualquer trabalhador, evitando assim ganhos secundários que esse paciente pode obter, além do fato de que pode ser fatalmente estigmatizado. O tratamento adequado envolve medicamentos – denominados “estabilizadores de humor” – além, é claro, do acompanhamento psicoterápico. “Não necessariamente os pacientes devem comunicar o transtorno aos colegas e chefes, pois a comunicação pode leva-los a sofrer com o preconceito e a ser estigmatizado dentro do ambiente profissional”, comenta a médica Léa Biancamano Guimarães.

 Dicas fundamentais para trabalhar melhor

Confira dicas que as pessoas diagnosticadas com o transtorno bipolar podem seguir para melhorar a convivência no ambiente de trabalho e no ambiente familiar. Dessa forma, ele terá mais consciência e poderá lidar melhor com as crises. São elas:

*Ter consciência do seu diagnóstico;

*Ser avaliado e acompanhado por um psiquiatra e psicólogo;

*Aderir ao tratamento medicamentoso;

*Perceber características pessoais de modificação do humor que podem levar a uma crise (tanto de euforia, quanto de depressão).

 “Não necessariamente os pacientes devem comunicar o transtorno aos colegas e chefes, pois a comunicação pode leva-lo a sofrer com o preconceito e a ser estigmatizado dentro do ambiente profissional., Léa Biancamano Guimarães, médica.

 É importante que a pessoa que apresentar os sintomas de transtorno bipolar procure um psiquiatra o quanto antes, pois ele ajudará o paciente a ter uma vida o mais normal possível, reduzindo a frequência e a gravidade das crises.

domingo, 31 de janeiro de 2021

Matéria – Uma doença várias vertentes

 

Matéria – Uma doença várias vertentes

O transtorno bipolar pode variar de pessoa para pessoa. Conheça os tipos!

Revista Transtorno Bipolar – Ano 3, no 4 – 2017 - Editora Alto Astral

Além da explicação sobre o problema vista até aqui, é importante ressaltar que ele pode se manifestar em diversos graus, sendo apresentado em quatro tipos numa escala de formas mais leves e mais graves, quando atrapalha completamente a rotina do indivíduo. “O que vai apontar o nível é a frequência, a gravidade e a duração. No primeiro nível, por exemplo, a pessoa consegue executar suas tarefas diárias”, indica a psiquiatra Maria Cristina de Stefano.

 

O Tipo I

Acomete cerca de 1% da população mundial e deixa o humor do doente exageradamente elevado e expansivo (mania) e pode prejudica-lo nos círculos sociais. Além disso, o indivíduo também pode passar por períodos de sentimentos negativos, perda de apetite e insônias. “Em quadros como esse, o que mais chama a atenção é a desproporção entre as reações, ou seja, quando não há acontecimentos no ambiente em que a pessoa está e que justifiquem tal comportamento alterado”, explica Maria Cristina.

 

Transtornos Ciclotímicos

Tem como característica essencial a oscilação frequente de humor, com sintomas alternados de euforia e depressão moderados. É considerado um dos menos graves, já que muitas vezes, pode ser confundido com a própria personalidade da pessoa. Porém de acordo com o Manual, embora alguns indivíduos com esse tipo possam não ter problemas com certos períodos de hipomania, o prejuízo social acontece em decorrência das mudanças constantes de humor, ou seja, o individuo pode ser visto como temperamental, mal-humorado, imprevisível, incoerente ou não confiável.

 

O Tipo II

Essa forma de apresentação difere-se do tipo I devido ao nível de humor, menos elevado e agressivo, sendo assim chamado de hipomania. De acordo com Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtorno Mentais, pessoa com transtorno bipolar tipo II normalmente apresentam um episódio depressivo maior, sem que os estados de euforia mais amenos (hipomania) causem prejuízos pontuais para a vida do paciente.

 

Transtorno relacionado induzido por substância ou medicamento

Tanto no transtorno bipolar quanto no transtorno relacionado induzido, as características diagnosticadas são as mesmas: mania, hipomania e depressão. O que varia é que no segundo os estados surgem e se tornam um problema devido a uma substância. Isso ocorre por causa dos efeitos colaterais de alguns fármacos antidepressivos e outros psicotrópicos. Entretanto, segundo o Manual, quando acontecem casos de da hipomania ou mania após uso de medicamento antidepressivo ou outros tratamentos e persistem além dos efeitos fisiológicos do fármaco, essa condição é considerada indicadora de transtorno bipolar real, e não de transtorno relacionado induzido.

 

Dá para controlar?

O tratamento do transtorno bipolar é feito por especialistas de diversas áreas, como psicólogos, psiquiatras e neurologistas. “Em alguns casos, há a internação para proteger o indivíduo dele mesmo e também para que os médicos verifiquem quais medicamentos têm  mais eficácia e eficiência”, explica Maria Cristina.

 “O mau humor da fome”

Maria Cristina explica que alterações no aparelho digestivo também podem originar várias doenças emocionais. Podem ser causadas pelas lesões das paredes do intestino; motilidade intestinal , que é a capacidade dos intestinos realizarem contrações para expelir o bolo fecal; alteração na flora bacteriana ou variação de hormônios responsáveis pela digestação-absorção. A má alimentação também pode prejudicar as funções mentais, como percepção, memória e até causar distúrbios de humor.”

 Seja qual for o quadro, a variação de humor constante não é saudável e é preciso ser reconhecida o quanto antes!

 

Matéria – Via de duas mãos A dupla personalidade, assim como alterações repentinas de humor, são algumas das características que marcam o transtorno bipolar

 Revista Transtorno Bipolar – Ano 3, no 4 – 2017 - Editora Alto Astral

Quem é que nunca acordou de mau humor de manhã, mas já no início do dia no trabalho ou na escola tudo ocorreu superbem e a felicidade tomou conta de seu interior? Alterações humor são comuns no dia a dia das pessoas! Mas você sabe até que ponto isso é normal? O transtorno bipolar tem causado dúvidas entre as pessoas e, por isso, alguns pacientes com a doença ainda estão sem tratamento. Assim, vale conhecer as características desse problema que atinge cerca de 8% da população – segundo a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB). Explicamos nas linhas a seguir um pouco mais sobre o transtorno, suas consequências e trouxemos um teste que pode ajudar a identifica-lo (é claro, substituir de maneira alguma uma consulta médica).

 

Turbilhão de sentimentos

     O transtorno bipolar é diagnosticado com alterações de humor que aparecem como episódios depressivos alternados com os de euforia – também conhecidos como mania - , em diferentes graus de intensidade. “Geralmente, ele é caracterizado por mudanças no modo de ser habitual, com o paciente apresentando-se mais triste, irritado, sem ânimo ou impaciente – em sua forma depressiva.  Ou com a mente, a fala e o comportamento acelerados – o que caracteriza sua forma eufórica. Estas duas maneiras podem se somar e coincidir na mesma pessoa, resultando no transtorno”, explica o psiquiatra do Hospital Adventista Silvestre, Sander Fridman. A ABTB diz que essa doença é uma condição médica frequente. O de tipo I, que se dá pela presença de episódios de depressão e de mania, ocorre em cerca de 1% da população geral. Já se considerar os quadros mais brandos – os denominados “espectro bipolar” -, como o tipo II, que é marcado pela alternância de depressão e episódios mais leves de euforia, a predominância pode chegar a até 8% da população. Assim, estima-se que cerca de 1,8 a 1,5 milhões de brasileiros sejam portadores do transtorno bipolar, em suas diferentes formas de apresentação.

 

Em cada fase

Uma sensação

     Embora seja típica nas crises, a característica mais marcante presente nos portadores do transtorno é a mudança em relação ao modo habitual de ser da pessoa. Segundo o profissional, algumas pessoas podem ter seus sintomas por tempo tão prolongado que eles se confundem com a personalidade do doente. Confira a seguir as duas fases mais marcantes do transtorno:

Depressão: nesse período, pode ocorrer a perda quase completa dos interesses pessoais, bem como falta de energia e de iniciativa, uma extrema inquietude angustiada, sono ruim – acordando, muitas vezes, cedo demais ou sono excessivo. “Atenção e memória podem ficar muito prejudicadas, interferindo no desempenho no trabalho, nos estudos e na capacidade de cuidar de um dependente, por exemplo, e até de andar sozinho pela rua com segurança”, explica Sander. A pessoa, normalmente, fala muito pouco, com volume de voz baixo e expressão corporal contida. “Pode haver também a perda do desejo sexual e até da capacidade de amar ou de vivenciar o amor, ameaçando a continuidade dos laços familiares”, completa o psiquiatra.

     Preocupações ou desejo de morrer também são comuns, assim como fantasias, planos e tentativas de suicídio, cujo risco é alto e aumenta muito mais quando associado ao abuso ou dependência de álcool. “Às vezes, visões de pessoas que já morreram, vozes que falam com o doente ou lhe comandam fugas e atos suicidas podem acompanhar e agravar muito o quadro, aumentando o risco para a sobrevivência dos pacientes”, conta o profissional.

 

Euforia: a forma maníaca é um estado de exaltação do humor, com aumento de energia, sem qualquer relação com o momento em que  a pessoa está vivendo. Nesse período, o paciente não está deprimido nem alegre por motivo especial, mas apresenta humor eufórico ou irritável. Em geral, a mudança do comportamento na euforia é súbita, mas o indivíduo não percebe sua alteração ou a atribui a algum fator do momento. O senso crítico e a capacidade de avaliação objetiva das situações ficam prejudicados ou ausentes. Essa fase pode ser acompanhada de um aumento no desejo e na disposição sexual, na interação social e na redução da necessidade de sono diário, podendo interferir na capacidade intelectual – aumentando nos casos mais leves e piorando nos mais graves, pela incapacidade de se concentrar –, além do estresse cumulativo decorrente das consequências de seu comportamento perigoso. “Sua apreciação otimista da realidade é capaz de atingir níveis extremos, em que a pessoa pode julgar-se ilimitada em suas capacidades em geral, como voar, assumir dívidas, vencer pessoas armadas, etc”, diz Sander. Pode também acreditar que alguém está preparando uma forma de ataque ou perseguição contra ela, e eventualmente, tomar a iniciativa de “atacar antes”.

 

Consequências Graves

     O transtorno bipolar causa incapacitação e grave sofrimento para os portadores e suas famílias. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) comprovaram que a doença foi a sexta maior causa de incapacitação no mundo. Estimativas indicam que um portador que desenvolve os sintomas da doença aos 20 anos de idade, por exemplo, pode perder 9 anos de vida e 14 anos de produtividade profissional, se não tratado adequadamente.

     Segundo Sander Fridman, as consequências do transtorno são:

*Morais : mudança na imagem social

*Laborais : incapacidade para o trabalho

*Psicológicas : sofrimento emocional e internação psiquiátrica

*Físicas : vários adoecimentos, acidentes e tentativas de suicidio

*Econômicas : empobrecimento, perda de oportunidades de trabalho e subsistência

*Criminais : agressões, homicídios – como autor ou vítima - , aprisionamento em manicômio judiciário e vítimas de vingança

*Legais 

Segundo a ABTB, a mortalidade dos portadores do transtorno bipolar é elevada e o suicídio é a causa mais frequente de morte, principalmente entre os jovens. Estima-se que até 50% dos portadores tentem o suicídio ao menos uma vez em suas vidas.

 

 

 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

13 TÉCNICAS DE MANIPULAÇÃO GLOBALISTA - MAQUIAVEL PEDAGOGO


 13 Técnicas de Manipulação Globalista

Fonte: Canal Socran

 

Vídeo baseado no capítulo 1 do livro Maquiavel Pedagogo – Pascal Bernadin, que retrata algumas técnicas de manipulação de pessoas...

 

1.Submissão e Autoridade

2.Conformismo

3.Normas do Grupo

4.Pé na porta

5.Porta na cara

6.Dissonância Cognitiva

7.Não pague seus empregados

8.Gafanhotos fritos

9.Iniciação Sexual

10.Contatos Ovnis

11.Dramatização

12.Decisões e discussões em grupo

13.Avaliações

 

“O bom senso o guardará e o discernimento o protegerá”

Provérbios 2:11

 

     Uma revolução pedagógica baseada baseada nos resultados da pesquisa psicodegógica está em curso no mundo inteiro.  Ela é conduzida por especialistas na Ciência da Educação que, formados todos nos meios revolucionários,  logo dominaram os departamentos de educação de diversas instituições internacionais:Unesco, Conselho da Europa, Comissão de Bruxelas e OCDE. Na França, o Ministério da Educação e os IUFMS1 estão igualmente submetidos à sua influência. Essa revolução pedagógica visa a impor uma “ética voltada para a criação de uma nova sociedade”2 e a estabelecer uma sociedade intercultural. A nova ética não é outra coisa senão uma sofisticada representação da utopia comunista. O estudo dos documentos em que tal ética está definida não deixa margem a qualquer dúvida: sob o manto da ética, e sustentada por uma retórica e por uma dialética frequentemente notáveis, encontra-se a ideologia comunista, da qual apenas a aparência  e os modos de ação foram modificados. A partir de uma mudança de valores, de uma modificação das atitudes e dos comportamentos, bem como de uma manipulação  da cultura,3  pretende-se levar a cabo a revolução psicológica e, ulteriormente, a revolução social. Essa nova ética faz hoje parte dos programas da França,4 e é obrigatoriamente ensinada em todos os níveis do sistema educacional.

 

 A submissão à autoridade

      É uma série de experiências célebres, o professor Santley Milgran evidenciou de maneira espetacular o papel da submissão à autoridade ao comportamento humano. Milgram9 repetiu repetiu suas experiências com 300mil pessoas, experiências estas que foram reproduzidas em diversos países. Os resultados obtidos são indiscutíveis. A experiência de base envolve três pessoas: o pesquisador, um suposto aluno, que na verdade é um colaborador do pesquisador, e o verdadeiro objeto da experiência, o professor. A experiência pretende supostamente determinar a influência das punições no aprendizado. O professor deve então mostrar ao suposto estudante extensas listas de palavras e, em seguida, testar sua memória. Em caso de erro, uma punição precisa ser imposta ao colaborador. O objeto da experiência ignora, naturalmente, o status real do colaborador, e crê que este , como ele próprio, não tem qualquer relação com a organização da experiência. As punições consistem em descargas elétricas de 15 a 450 volts, as quais o próprio professor deve acionar contra o  suposto estudante, situado em uma peça vizinha. A voltagem das descargas aumenta a cada erro cometido. O colaborador, é claro, não recebe essas descargas, contrariamente ao que acredita o professor – este é quem recebe, no início do experimento, uma descarga de 45 volts, para  “assegurar-se de que o  gerador funciona”. As reações que o colaborador deve simular são estritamente codificadas: a de 75 volts ele começa a murmurar; a 120 volts, ele reclama; a 150 volts ele pede para que parem com a experiência e, a 285 volts, ele lança um grito de agonia, depois do qual se cala  completamente. É assegurado ao professor que os choques são dolorosos mas não deixam seqüelas. O pesquisador deve zelar para que a experiência chegue ao seu termo, tratando de encorajar o professor, caso este venha a manifestar dúvidas quanto à inocuidade da experiência ou caso deseje encerrá-la. Também esses encorajamentos são estritamente codificados: à primeira objeção do professor, o pesquisador lhe responde: “Queira continuar, por favor”; na segunda vez: “A experiência exige que você continue”; na terceira vez : “É absolutamente essencial que você continue” , na quarta e ultima vez: “Você não tem escolha. Deve continuar.”  Se o professor persiste em suas objeções após o quarto encorajamento, a experiência é encerrada.

     O resultado da experiência é espantoso: mais de 60% dos professores levam-na até o final, mesmo convencidos de que estão realmente administrando correntes de 450 volts.  Em alguns países, a taxa chega alcançar 85%. É preciso acrescentar que a experiência é extremamente penosa para os professores, e que eles viviam uma forte pressão psicológica mas seguem, não obstante, até o fim.

 

2)Conformismo

 O conformismo

     A tendência ao conformismo foi estudada por Asch,11 em sua célebre experiência. Ao sujeito avaliado, apresenta-se uma linha traçada sobre uma folha; além dela, três outras linhas de comprimento diversos. Em seguida, se lhe pede para apontar, entre essas linhas três linhas, aquela cuja medida é igual à da linha-padrão. Por exemplo: esta última mede quatro polegadas, enquanto as linhas que devem ser a ela comparadas medem, cada qual três, cinco, quatro polegadas. À experiência estão presentes indivíduos associados ao pesquisador, que devem igualmente responder à questão. Estes,cujo papel real na experiência é ignorado pelo avaliado, dão, nos ensaios válidos, a mesma resposta errônea, combinada anteriormente à experiência. O individuo testado tem duas alternativas: ou dar uma resposta errônea ou se opor à opinião unânime do grupo. A experiência é repetida diversas vezes, com diferentes linhas-padrão e linhas para comparar.  Há ocasiões em que os colaboradores respondem de modo correto (ensaios neutros). Aproximadamente três quartos dos indivíduos realmente avaliados deixam-se influenciar nos ensaios válidos, dando uma ou várias respostas errôneas. Assim, 32% das respostas dadas são errôneas, mesmo que a questão não ofereça, naturalmente, qualquer dificuldade. Na ausência de pressões,o percentual de respostas corretas chega a  92%. Verifica-se também que os indivíduos conformistas, interrogados após a experiência, depositaram sua confiança na maioria, decidindo-se pelo parecer desta, apesar da evidência perceptiva. Sua motivação principal está na falta de confiança em si e em seu próprio julgamento. Outros conformaram-se à opinião do grupo para não parecer inferiores ou diferentes. Eles não têm consciência de seu comportamento. Assim, a percepção de uma pequena minoria de sujeitos avaliados foi modificada:seus membros enxergaram as linhas tais como a maioria as descreveu. Lembremos que o individuo não sofria qualquer sanção caso errasse ao responder, da mesma forma, que na experiência de Milgram , ninguém iria se opor a quem desejasse abortar a experiência.

     Convém notar que, se um dos colaboradores dá a resposta correta, o individuo avaliado então se sente liberto da pressão psicológica do grupo e dá, igualmente, a resposta correta, resultado que ilustra bem o papel dos grupos minoritários. A realidade social, contudo, é para estes bem menos favorável,uma vez que as pressões  ou sanções são aí muito intensas.

 

3)Normas de Grupo

     A célebre experiência de Sherif12 sobre o efeito autocinético evidência a influência exercida por um grupo sobre a formação das normas e atitudes de seus membros. A experiência desenrola-se assim: tendo-se instalado um individuo, sozinho, em uma sala escura, pede-se-lhe que descreva os movimentos de uma pequena fonte luminosa, a qual na verdade, acha-se imóvel.  O sujeito não encontrando nenhum ponto de referência, logo começa a perceber movimentos erráticos (efeito autocinético). Após algum tempo, passa a considerar que a amplitude dos movimentos oscila em torno de um valor médio, que varia de individuo para individuo. Se, ao contrário, a experiência é realizada com vários indivíduos observando a mesma fonte luminosa e partilhando entre si observações, surge logo uma norma de grupo à qual todos se conformam. No caso de, posteriormente, um individuo deixado só, ele permanece, ainda assim, conformado àquela norma de grupo. Tendo-se repetido a experiência, propondo  agora ao sujeito outras questões ambíguas (estimativas de temperatura, julgamentos estéticos etc), constatou-se que, quanto mais difícil era formular um julgamento objetivo, mais estreita se fazia a conformidade à norma de grupo.

     Sherif generaliza esses resultados até  “o estabelecimento de normas sociais, como os estereótipos,as modas,as convenções, os costumes, os valores”. Interrogando-se sobre a possibilidade “de fazer com que o sujeito adote [-] uma norma prescrita,  ditada por influencias sociais específicas”, que submete o individuo em teste à influência de um companheiro prestigioso (um universitário) , e logra obter que o sujeito ingênuo modifique sua norma e substitua por aquela do companheiro de mais prestígio.


4)Pé na Porta

      Freedam e Fraser, em 1966, 13 trazem à luz um fenômeno conhecido como pé-na-porta. Trataremos de duas de suas experiências.

     Com a primeira delas, se buscava conhecer, em função da primeira como era formulada a pergunta, o percentual de donas de casa dispostas a responder a uma enquete a respeito de seus hábitos de consumo. Estimando que tal  enquete deveria ser longa e aborrecida, somente 22% aceitaram dela participar quando se lhes convidou a isso diretamente. Mas os autores, dirigindo-se a uma segunda amostragem, fizeram preceder à pergunta um processo preparatório bastante simples: três dias antes de formulá-la, telefonaram aos membros desse grupo, solicitando-lhes que respondessem a oito perguntas a cerca de seus hábitos de consumo em matéria de produtos de limpeza. Quando, três dias mais tarde, se lhes pediu para que se submetessem à mesma enquete que fora feita com os membros da primeira amostragem, a taxa de aceitação elevou-se a 52%.  Chama atenção o fato de que um procedimento tão simples possua tamanho  poder.

     Portanto, o princípio pé-na-porta é o seguinte: começa-se por pedir ao sujeito que faça algo mínimo (ato aliciador) , mas que esteja relacionado ao objetivo real da manipulação, que se trata de algo bem mais importante (ato custoso). Assim, o sujeito sente-se engajado, ou seja, psicologicamente preso por seu ato mínimo, anterior ao ato custoso.

     Noutra experiência, os mesmos autores dividiram igualmente os participantes em dois grupos. Os membros do primeiro não foram submetidos a qualquer preparação particular. Aos membros do segundo foi solicitado que colassem (ato aliciador) um adesivo na janela. Pediu-se em seguida aos membros dos dois grupos que instalassem, cada qual em seu jardim,uma grande placa –  que chegava a encobrir parcialmente a fachada da casa – a qual recomendava prudência aos motoristas. Enquanto , o percentual de aceitação ,no primeiro grupo , foi de apenas 16,7%, no segundo grupo esse percentual atingiu a marca de 76%. Ainda, convém notar que, contrariamente à pesquisa anterior, nesta as duas pesquisas foram conduzidas por duas pessoas diferentes.

     E não é só isso. A enorme disparidade entre esses percentuais , citados logo acima, foi obtida nos casos em que os adesivos também exortava os motoristas à prudência. A atitude era a mesma  (ser favorável a uma conduta mais prudente), tanto no ato aliciador (fixar um adesivo) quanto no ato custoso (instalar em seu jardim uma placa sem graça).

 

5)Porta na Cara

 “Porta  na Cara”

     Técnica complementar à precedente, a “porta na cara”15 consiste em apresentar, de início, um pedido exorbitante, que naturalmente será recusado, depois do que se formula um segundo pedido,   então aceitável.  Em uma experiência clássica, Citaldini et al. Solicitaram a alguns estudantes que acompanhassem, por duas horas,  um grupo de jovens deliquentes em uma visita ao zoológico. Formulada diretamente, essa solicitação obteve somente 16,7% de aceitação.  Entretanto, colocando-a após um pedido exorbitante, a taxa elevou-se a 50%. Naturalmente, um “pé na porta” ou uma “porta na cara” podem ser úteis para  se extorquir um ato custoso,o qual, por sua vez consistirá em um ato aliciador, no caso de um próximo pé na porta. Com tal expediente, é possível obter comprometimentos cada vez mais significativos. Essa técnica de “bola de neve” é  efetivamente aplicada.

 

6)Dissonância Cognitiva ou Espiritualismo Dialético

     A teoria da dissonância cognitiva, elaborada em 1957,por Festinger ,16  permiti perceber o quanto nossos atos podem influenciar nossas atitudes, crenças, valores ou opiniões. Se é evidente que nossos atos, em medida mais ou menos vasta,  são determinados por nossas opiniões, bem menos claro nos parece que o inverso seja verdadeiro, ou seja, que nossos atos possam modificar nossas opiniões. A importância dessa constatação leva-nos a destacá-la , para que, a partir dela, se tornem visíveis as razões profundas da reforma do sistema educacional mundial. Verificamos anteriormente que é possível induzir diversos comportamentos, apelando-se à autoridade, à tendência ao conformismo ou às técnicas do “pé na porta”  ou da “porta na cara”. Os fundamentos que servem de base a esses atos induzidos repercutem em seguida sobre as opiniões do  sujeito, modificando-as (dialética psicológica). Assim, encontramo-nos diante de um processo extremamente poderoso, que permite a modelagem do psiquismo humano e que, além disso, constitui a base das técnicas de lavagem cerebral.

 Dissonância Cognitiva

*Dissonância Cognitiva é um termo da psicologia

*A teoria da dissonância prega que cognições contradizentes servem como estímulos para a mente obter ou inventar novos pensamentos ou crenças, movimentar crenças pré-existentes, de forma a reduzir a quantidade de dissonância (conflito) entre as cognições.

 A Dissonância Cognitiva pode ser eliminada?

Conforme Festinger (1957), os profissionais de Administração e Marketing não podem eliminar a dissonância, mas eles podem compreender a forma de construção dos mecanismos em que ocorre a dissonância e então, podem agir de forma a minizá-la ao máximo, reduzindo assim sua intensidade.

                                      A dissonância cognitiva

 A dissonância cognitiva é um estado psicológico relativamente desagradável que pode viver-se quando tomamos consciência da discrepância entre as nossas atitudes ou entre as nossas atitudes e os nossos comportamentos.

 

 7) Não pague aos seus empregados

   A experiência de Festinger e Carlsmith18 pode ser assim resumida: num primeiro momento, os examinados devem realizar uma tarefa manual repetitiva e extremamente tediosa. Em seguida, o pesquisador  - pretextando uma indisponibilidade de seu colaborador – lhes podem que apresentem a tarefa a outros examinados , mostrando-a como um exercício interessante, prazeroso. Para que realizem essa apresentação, a uns é oferecido um dólar, a outros são oferecidos vinte dólares. Ao termo da experiência, os indivíduos desses dois  grupos são testados, a fim de se conhecer suas atitudes reais em relação àquela tarefa inicial. Aqueles aos quais foram pagos vinte dólares descreveram-na como tediosa, enquanto os demais, que receberam um dólar, modificaram sua cognição relativamente à tarefa e passam não somente a considerá-la interessante e prazerosa, mas, ainda, mostram-se dispostos a participar de outras experiências semelhantes. Os primeiros justificam sua mentira admitindo haver agido por interesse na retribuição, o que já não podem fazer os do outro grupo , aos quais se havia prometido um dólar apenas.  Colocados em situação de dissonância cognitiva , provocada pela contradição entre sua percepção inicial da experiência e o ato e o ato que foram levados a cometer.

     Assim, uma pressão fraca (oferecer um dólar como prêmio) , quer dizer, uma pressão apenas suficiente para induzir ao comportamento buscado, têm efeitos cognitivos muito mais extensos que uma pressão mais forte (oferecer vinte dólares). Esse fenômeno é bem conhecido do  “menagers”, que não ignoram que os dirigentes que percebem salários menores são mais comprometidos com o trabalho e na sua relação com a empresa. Da mesma forma, os pedagogos puderam constatar que uma ameaça fraca, apenas suficiente para gerar o comportamento desejado, é frequentemente mais eficaz a longo prazo do que uma ameaça mais forte. Nesse último caso, a criança, consciente de que cede a uma forte pressão, conserva o seu desejo inicial, o qual ela deverá satisfazer logo que possível.  Entretanto, no primeiro caso dá-se o contrário: a criança tenderá a entrar em dissonância cognitiva induzida pela contradição entre seu desejo inicial e seu comportamento efetivo, produzido pressão psicológica ligada à ameaça fraca. Exatamente como no caso dos indivíduos submetidos às experiências de Festinger e Carlsmith, impõe-se a necessidade de reduzir essa dissonância, o que se pode obter mediante o expediente de desvalorizar o comportamento proibido. A modificação de atitude e de comportamento  é então duradoura, uma vez que, nesse caso, ocorreu uma interiorização da proibição.


8) Gafanhotos Fritos

      Você gosta de gafanhotos fritos?

     Sob o pretexto o menu do colégio militar, incluíram-se nele, gafanhotos fritos,19, o que , convém notar, não agradou a ninguém. Mas a apresentação dessa novidade foi realizada de duas maneiras diversas: um grupo foi convidado a dela participar por um sujeito simpático, enquanto o segundo grupo foi confiado a um homem desagradável, que tinha mesmo por objetivo forjar-se uma figura antipática, efeito que obtinha – a par de outros recursos – ao tratar seu assistente de modo grosseiro. Realizada a experiência, constatou-se que, entre as pessoas que realmente comeram gafanhotos fritos, o percentual de membros do segundo grupo que declaram haver gostado era significativamente maior que o do primeiro grupo. Enquanto estes podiam justificar interiormente seu ato , já que haviam agido motivados pela simpatia do apresentador, os membros do segundo grupo viram-se obrigados a encontrar uma justificação do comportamento que lhes fora extorquido. Para reduzir a dissonância cognitiva provocada pela contradição entre sua aversão por gafanhotos fritos e o ato de comê-los, só lhes restava mudar sua opinião a respeito daquela aversão.

 

 9) Iniciação Sexual

      Para participar de discussões em grupo acerca da psicologia sexual, algumas jovens foram levadas a passar por diversas “provas iniciáticas”.20. Ao primeiro grupo impõe-se uma iniciação severa e fastidiosa, psicologicamente aliciadora, portanto. Ao segundo, impôs-se uma iniciação superficial. O grupo testemunho, por fim, foi admitido sem qualquer iniciação. A discussão fora preparada para ser extremamente tediosa e desinteressante. Constatou-se, ao final, que as jovens que declararam haver gostado da discussão foram justamente aquelas que passaram pela iniciação mais severa. Nesse caso, a dissonância cognitiva era provocada pela contradição entre o investimento psicológico necessário para suportar uma iniciação severa e a ausência de qualquer benefício daí obtido.

 

 10) Contatos Extra Terrestres

       A senhora Keech, 21 fundadora de uma pequena seita,dizia receber mensagens extraterrestres que informavam sobre a iminência do fim do mundo. Tendo sido anunciado o dia da catástrofe, convidaram-se os membros da seita a se reunirem, na véspera, para serem conduzidos à segurança do  interior de um OVINI, que aliás nunca veio. Festinger estudava o grupo e se interessava pelo modo segundo o qual os seus membros realizariam a redução da dissonância cognitiva após o resultado, previsível desse momento crítico. (Com efeito, sabe-se que é bastante significativo o investimento psicológico que ocorre em seitas; a dissonância cognitiva que se gera em tais situações é  considerável).Tendo já passado a hora fatídica, a senhora Keech declarou ter recebido uma nova mensagem , pela qual era informada de que a fé e o fervor de seus discípulos haviam permitido que a catástrofe fosse evitada. Então estes,submetidos a uma forte dissonância cognitiva, apressaram-se a aceitar tal explicação, que lhes proporcionava a custo baixo, reduzir aquela dissonância. Além disso, passaram ao proseletismo , atitude que haviam cuidadosamente evitado nos dias que precederam o dia fatídico.

 

11. Dramatização

      Constatou-se experimentalmente que uma dramatização,em que pese seu caráter aparentemente lúdico, é capaz de provocar dissonâncias cognitivas e as subseqüentes alterações de valor. A identificação ativa ao papel assumido é suficientemente forte para aliciar o ator. Esse surpreendente resultado é incontestável e firmemente estabelecido. Ao obrigar os indivíduos a agir em oposição às suas convicções, sem constrangê-los formalmente a isso, facilita-se o surgimento de dissonâncias cognitivas e a conseqüente organização do universo cognitivo do ator. A dramatização é a base do psicodrama , técnicas psicológica correntemente utilizada. Igualmente, a dramatização constitui uma das psicopedagogias ativas mais poderosas e de uso mais comum; é ensina nos IUFMS, por exemplo.

 O ator não é isento de receber influencia do papel que realiza, caso não esteja preparado para isso. Em novatos, essa técnica pode ser muito promissora.

 

 12) Decisões e Discussões de Grupo

      As decisões e discussões de grupo, por seu inegável caráter público, tem um alto potencial para promover o engajamento. Elas constituem uma das poderosas técnicas para introduzir dissonâncias cognitivas.  A terapia de grupo, técnica psicoterapêutica  clássica, tem nelas um de seus elementos constitutivos fundamentais. Elas também são utilizadas pela psicologia ativa , que frequentemente se apresenta como exercícios de comunicação. E são ensinados nos IUFMS.

     Claro está que a dinâmica de grupos apóia-se ainda sobre outros elementos, principalmente afetivos, mas não seria pertinente detalhá-los aqui.

 

13) Avaliações

 Avaliação (dos alunos e dos professores)

      A avaliação consiste em outro meio extremamente eficaz para conduzir à interiorização de valores e de atitudes. Não é possível esclarecer os seus fundamentos recorrendo-se a outras teorias da psicologia social que não a do engajamento. Suas conclusões podem ser resumidas em poucas palavras , dizendo-se que, por força do exercício do poder personificado pelo avaliador, o sujeito da avaliação é levado a interiorizar normas sociais. Esse processo está na base da reprodução social ou – se se altera a escala da avaliação – da modificação de valores. A avaliação formativa , conforme seu nome indica, visa expressamente a ensinar o sujeito. Quando aplicada ao domínio da ética , leva a interiorizar valores e atitudes. Sob a forma de autoavaliação , ela acrescenta o engajamento do sujeito à sua avaliação. O estudo das diversas formas de avaliação (teorias da avaliação) constitui um componente importante da psicopedagogia e do ensino dispensado nos IUFMS.

 Os IUFMS franceses integram, portanto, um projeto mundial de formação de professores sustentado por pedagogias ativas e que visa a modificar profundamente o papel da escola.

 

 

 

 

 

 

   

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Não julgue para não sereis julgado!

     O ato de julgar o outro é além de ser um subterfúgio para que não tenhamos que lidar com a nossas próprias inquietudes, é também uma das maiores portas para o erro. A dor de ser algo de julgamento alheio, nunca é maior do que o remorso em descobrir que fomos injustos com alguém. A fábula do escritor Mário Salvador, ilustra bem a passagem do Evangelho de São Mateus.

     Naqueles tempos, um caçador encontrou na floresta uma raposa morta e junto ao seu corpo estava seu filhote. Então, o caçador pegou o filhote e o levou para sua casa. Não tardou para que a vizinhança começasse o falatório:

A vizinhança:

- Este animal é bravio, é uma fera! Quando este filhote crescer poderá machucar e quem sabe até mesmo matar seu filho, o recém-nascido.

     O tempo foi passando e o caçador continuava cuidando daquele filhote, que ai final de um tempo acabou tornando-se uma forte e bela raposa adulta, não bravia como os vizinhos haviam falado há tempos atrás. Todavia, a vizinhança continuava cismada e não acreditava que uma raposa poderia ser dócil e sempre que tinha a oportunidade deixava o caçador de antena ligada, dizendo:

A vizinhança:

- Você pode não entender, mas este animal é uma fera! E ainda vai lhe causar dissabores.

     De manhã bem cedinho, quando o caçador chegou em casa, observou que sua raposa criada com tanto carinho estava com a boca cheia de sangue, e logo veio em sua memória o falatório da vizinhança:

O falatório da vizinhança na memória do caçador:

- Este animal é bravio, é uma fera! Quando este filhote crescer poderá machucar e quem sabe até mesmo matar seu filho!

- Você pode não entender, mas este animal é uma fera! E ainda vai lhe causar dissabores

     Ao ver a raposa com a boca toda ensanguentada, imediatamente logo veio em sua mente o falatório da vizinhança. Assustado o caçador não pensou duas vezes, tirou o machado de suas costas e matou a raposa. Morta a raposa, o caçador foi ver como estava seu filho, e qual não foi a sua surpresa ao perceber que seu filho dormia tranquilamente, mas no chão bem próximo a sua cama jazia um enorme corpo de cobra.

      Percebendo o engano ou a injustiça que cometeu, o caçador num gesto de arrependimento decidiu enterrar o corpo da raposa, que ele havia matado junto com o machado, objeto usado por ele para dar fim a vida da raposa.

 

1º Passo livre interpretação: Que mensagem traz o texto?

2º Passo interpretação do texto: O “falatório da vizinhança” descrito nesta fábula representa julgamento? E por que?

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

PROJETO BÚSSOLA BIPOLAR - O CALEIDOSCÓPIO DA VIDA - Quando encaramos a vida como palco....

 

A vida é uma dádiva divina, só temos uma,  saber viver para nós humanos  é uma  tarefa mais complexa do que para um animal. Basta lembra-los que só nós seres humanos temos essa capacidade maravilhosa de refletir, de pensar sobre nós mesmos, sobre os outros e o entorno.  De voltar no tempo com o nosso pensamento. E não somos pré-determinados como os animais o são, Deus nos concedeu o livre-arbítrio para que ao longo de nossa caminhada saibamos distinguir o bem do mal, separar o joio do trigo. Sendo assim só nós podemos refletir sobre nossas próprias vidas e buscar o melhor enredo.

 

Há muitas maneiras de encarar a vida, e elas podem mudar ao longo da viagem e mesclarem-se.  Podemos imaginar a vida como um grande palco de teatro, onde somos levados a representar papéis; podemos olhar a sociedade em que vivemos e chegarmos a conclusão de que estamos vivendo numa selva ; há quem encare a vida como um jogo, em que ou se perde ou se ganha; tem também as pessoas que olham a vida como se fosse uma estrada. Com esse caleidoscópio de visões ou maneiras de encarar a vida , se você não tiver raiz profunda,  se você não conjugar com quem você é, ou quem você quer ser; quando passar por intempéries ou tiver que se reorientar na vida enfrentar a situação vai ser muito mais difícil. Sair do caos e encontrar seu próprio eixo pode levar uma eternidade. E quanto mais cedo começarmos a busca pelo nosso auto conhecimento melhor, assim, quanto mais cedo nos indagarmos : Quem sou eu?  Quem eu quero ser em termos de ser humano Melhor ! Mais tempo de vida teremos para nos conhecermos e quando tivermos que alinhar os imãs da nossa bússola interior, não sofreremos tanto.  Afinal de contas perder-se ao longo da vida é muito fácil, o difícil muitas vezes é reencontrar-se.

 

Socrátes já dizia que uma vida não refletida não merecia ser vivida e “conhece-te a ti mesmo”. E só podemos nos conhecer, mergulhando em nós mesmos, não se trata de egoísmo ou narcisismo, é uma questão de necessidade de sobrevivência, principalmente quando percebemos ou encaramos o mundo como uma selva, onde os mais fortes sobrevivem. E as múltiplas dimensões do ser humano precisam estar equilibradas para sobreviver: biologicamente, socialmente , psicologicamente e espiritualmente , podemos pensar na tríade: corpo, mente e alma. Quem nunca ouviu falar na frase “mente sã, corpo são”.  E temos que ter raízes bem profundas para não sermos levados pelas vozes da multidão que mais nos desorientam do que nos guiam. Esse processo de buscar o nosso centro , de mergulharmos em nós mesmos não é tão simples assim,  pois podemos não gostar do que iremos ver, teremos que nos enfrentar, admitir muitas vezes para nós mesmos que estamos errados, mas se formos humildes e não nos cobrarmos tanto, sairemos mais fortalecidos e podemos aos poucos ir realinhando os imãs e nossas raízes ficarão mais profundas.

 

A vida passa muito rápido, quando se vê dois  anos se foram,  e volta a cena o teatro das eleições municipais, dois anos depois o teatro agora toma conta do país, são as eleições presidenciais. É o teatro da disputa de poder. Quando vemos passaram-se vinte anos e aí olhamos o que aconteceu com a sociedade e com o mundo nesses vinte anos? Podemos ser meros espectadores ou podemos pensar em participar de alguma maneira nesse grande palco de teatro que é a vida em sociedade.  Em que todos interpretam papéis mas muitos nem mesmo sabem quem são, perderam suas raízes, deixaram-se levar por valores menos nobres e caíram no fingimento. Fingem para os outros o que não são, escondem-se através de máscaras, têm medo dos próprios sentimentos e não sabem lidar com as próprias emoções, são perdidos em si mesmos e muitas vezes possuídos por emoções destrutivas, como raiva e ódio e o sentimento de inveja. Certas cenas do palco político brasileiro nos dão exemplos de como nossos políticos são excelentes artistas, muitos venderam-se ao sistema e vivem uma vida de teatro, submissos a vontade do grupo que está no poder.

 

 

A vida é um jogo onde não se pode ganhar sempre e que temos que aprender a perder. Quem gosta de perder? Ninguém, a não ser que a derrota lhe traga alguma vantagem.  Quando as regras do jogo são claras e justas para ambos os lados, tal como nos jogos esportivos: futebol, baseibol, vôlei e muitos outros, temos uma competição e cooperação e o jogo é limpo. Duas equipes disputando um campeonato, ganha a competição a equipe que se destacou melhor, que soube se organizar melhor, que soube controlar-se melhor, aquela em que os membros se uniram, cada um por meio de sua função cooperou. Esse é o espírito que as olimpíadas buscam enaltecer a cada quatro anos. Mas nem sempre a competição é bem vista pela sociedade de maneira geral, pois competir também pode trazer à tona sentimentos de superioridade e inferioridade e com isso uma gama de emoções e sentimentos que podem gerar um caos interior tenso de lidar. Mais uma vez venho aqui levantar a bandeira do “conhece-te a ti mesmo”. Ao invés de competir ou comparar-se com o outro, é melhor olhar para si mesmo: o que eu sou por fora e por dentro. Os olhos da sociedade sempre nos enganam, as aparências geralmente nos iludem, portanto não compare-se com o outro, evite situações que podem ferir sua auto estima. Não se machuque por comparações inúteis e nem entre em competições, que são na realidade jogos psicológicos que vão te desequilibrar. “Conhece-te a ti mesmo”, fortaleça-se por dentro e surpreenda o adversário. E lembre-se que a vida é uma estrada em que não se basta conhecer bem o caminho , e que talvez conhecer-se seja um dos principais caminhos. Pois não se esqueça tudo que é material podem tirar de você, mas o que você é seu, suas experiências são suas ninguém as viveu por você, só você viveu e muitas vezes sobreviveu.

 

O filho cresceu e um dia do nada simplesmente avisa que está botando o pé na estrada. O que fazer? Como lidar com essa experiência? Vai amarra-lo no pé da cama , algemá-lo e passar-lhe um sermão? Talvez seja tarde demais ... Ele pode estar tão decidido que qualquer cena dramática de sua parte não o sensibilizará, ele decidiu, usou seu livre arbítrio, fez sua escolha. Ao pais neste momento tempestuoso só resta orar para que ele tenha escolhido o caminho do bem nesta longa da estrada da vida e que nada o desvie desse caminho. Até porque “botar o pé” na estrada não é uma decisão fácil de ser tomada é preciso ter coragem, é neste momento em que teremos que assumir um compromisso com nós mesmos, de ser responsável pela nossa própria vida, de assumir nossos erros e suportar as adversidades sem se fazer de coitadinho ou de vítima e principalmente assumir as consequências de nossas escolhas e decisões.  

 

A vida é feita de escolhas, tal como uma estrada em que muitos momentos nos depararmos com bifurcações, curvas perigosas, subidas , descidas, e longínquos retornos; além da sinalização quando tem ou quando conseguimos enxergar. Muitas têm acostamento outras nada, apenas um abismo em baixo. Há quem prefira viver a cem km por hora, como se viver em alta velocidade implicasse viver intensamente, cuidado, ao virar uma curva, o abismo pode estar logo atrás;  fez a escolha errada, cuidado o próximo retorno só a quilômetros e quilômetros de distância, não vai dar para consertar num pulo;  não deu atenção às placas, aos avisos de alerta, cuidado isso pode custar sua vida; vai fazer ultrapassagem, tá com pressa, faça ,mas faça com responsabilidade e assumindo todos os riscos. E todo cuidado é pouco quando se está na escuridão da estrada, o perigo pode estar logo adiante e nos pegar de surpresa.

 

Qualquer que seja a cor escolhida neste caleidoscópio cedo ou tarde vai perceber que sobreviver na selva é uma questão de vida ou morte; ou vai chegar no leito de morte e confessar que viveu uma vida de mentira, apenas representando e usando máscaras, mentindo para si mesmo o mesmo todo; ou vai despertar para a vida perceber que perdeu muito tempo competindo com os outros ao invés cooperar consigo mesmo,  e que perdeu muito tempo olhando para os outros ao invés de cuidar da própria vida e de suas potencialidades, de seus talentos. E por fim depois de quilômetros e quilômetros rodados pode perceber que pegou a estrada e que  não está preparado para o retorno.  Assim o princípio da caminhada já está dado desde do começo da filosofia com Sócrates : Conhece -te a ti mesmo; uma vida não refletida não merece ser vivida.”

 

 

 

      Essa viagem rumo ao auto conhecimento só depende de você. Há muitas maneiras de fazê-la , mas você não vai conseguir escapar de si mesmo. Afinal, refletir é preciso.  É preciso que você mergulhe em si mesmo, e tenha como inspiração a lição de Bob Marley: “Preocupe-se mais com a sua consciência do que com a sua reputação.”  E caminhe se perguntando: O que é mais importante para mim a essência ou a aparência?  E outras perguntinhas  como as baixo:

 

    

a)     Essência ou aparência: Eis a questão?

b)    Que interesses tenho?

c)     Que habilidades ou talentos tenho?

d)    Quais são os meus valores?

e)     Quais são os meus objetivos?

f)      Quais os meus maiores medos?

g)    Quais são minhas qualidades?

h)    Quais são meus defeitos?

 

     Pode respondê-las como quiser, o importante é refletir , pensar com carinho sobre cada uma delas e responder de acordo com a sua alma. Não minta para você mesmo. Por exemplo: eu vou confessar que meu maior medo é acabar louca dentro de um hospício público.  Quanto aos objetivos é natural que eles mudem ao longo da vida, ou que se tenha objetivos de curto, médio e longo prazos, coloque-os todos. Vale lembrar que essas perguntas podem ser feitas várias vezes ao longo de nossa caminhada e isso é natural, é saudável, quer dizer que estamos vivendo de maneira consciente, refletindo, não somos mais um na massa. E nem será uma viagem perdida.

 

Quando encaramos a vida como palco....

 Como muito bem nos ensina  Constantin Stalinislavski em seu livro "A Construção da Personagem":

"A única condição é não perder seu eu interior enquanto estiver fazendo essa pesquisa exterior. E agora, lhes digo o vamos fazer. Nossa próxima aula será uma mascarada." -pg 22.